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Investimento-anjo atinge marca de R$ 1 bilhão em aportes

Dado é de 2019 e representa crescimento de 9% em relação a 2018. Conheça também outras modalidades de investimentos em startups

POR Adriana Fonseca | 08/09/2020 12h00

O investimento-anjo alcançou a marca de R$ 1,067 bilhão investidos em 2019 no Brasil, um crescimento de 9% em relação a 2018, recuperando a queda de 0,4% daquele ano na comparação com 2017. Os dados são da pesquisa realizada pela Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos que fomenta o investimento-anjo no país.

Desde 2010, esta é a primeira vez que o volume investido nessa modalidade ultrapassa a barreira do bilhão. Ainda de acordo com a pesquisa, o número de investidores apresentou um crescimento de 6%, chegando a 8.220 investidores-anjos. 

A Anjos do Brasil também levantou a perspectiva dos investidores para 2020, após o início da pandemia e os resultados indicam uma queda de pelo menos 10% em relação a 2019. Antes da pandemia, a projeção era de um crescimento percentual no volume investido maior que o ocorrido no ano anterior. 

“Apesar dos bons resultados de 2019, infelizmente a perspectiva para 2020 é bastante negativa, em especial considerando que, enquanto diversos investimentos são incentivados, o em startups é duplamente tributado”, comenta Cassio Spina, presidente e fundador da Anjos do Brasil. “Além do imposto sobre os ganhos de capital, as eventuais perdas não podem ser deduzidas. Percebemos que é urgente o estabelecimento da equiparação de tratamento tributário e a criação de mecanismos de incentivo, como por exemplo os existentes no Reino Unido, Itália e Espanha, países nos quais, além de isenção, se permite a compensação de até 50% do valor investido em startups nos impostos devidos.”

Outras modalidades de capital para as startups crescerem

Organização global de apoio ao empreendedorismo, a Endeavor lançou recentemente um material intitulado Mapa de Acesso a Capital, um guia com conceitos, instruções e boas práticas para acessar de investimento-anjo a venture debt.

“Capital é o principal combustível para acelerar o crescimento de empresas.”

Camilla Junqueira, diretora geral da Endeavor no Brasil

Saiba um pouco mais sobre as definições da Endeavor para quatro formas que as startups têm para captar recursos no mercado: investimento seed, séries A e B, investimento-anjo e growth capital.

Investimento seed

É um investimento para financiar a viabilidade da operação ou prova de hipóteses fundamentais para a sustentabilidade do negócio. Podem acessá-lo empresas em estágio inicial de tração que buscam o product market fit. O tempo médio do processo é de três meses e a diluição, geralmente, é de 15% a 20%. É importante que, após a rodada, os fundadores mantenham mais de 70% da empresa.

Séries A e B

É um investimento em equity para empresas com tração que querem dimensionar seu produto e alavancar o crescimento do negócio. Na Série A, a finalidade do aporte é dimensionar o produto no mercado e estruturar uma equipe de liderança para além dos fundadores. Na Série B, é expandir o mercado para escalar crescimento e aprimoramento de processos. Podem pleitear esse tipo de aporte empresas que já contam com product market fit, possuem tração, retenção de clientes e um canal provado. O tempo médio do processo é de três a seis meses. 

Growth capital

É um investimento em equity com tíquete superior a US$ 20 milhões para empresas com tração e crescimento escalável. Sua finalidade é acelerar o crescimento, ampliar ou reestruturar operações, entrar em novos mercados ou financiar uma aquisição significativa (M&A). Podem acessar esse tipo de investimento empresas em estágio de profissionalização e o tempo médio do processo fica entre cinco e sete meses. Os investidores têm participação na tomada de decisão, incluindo poder de veto.

Investimento-anjo

É um investimento para financiar a viabilidade de empresas nascentes. Podem recorrer a ele negócio que possuem um MVP (minimum value product) já validado com potenciais clientes pagantes ou que estão em fase inicial. O tempo médio do processo é de três meses e a diluição é, geralmente, de 8% a 16%, a depender da necessidade de capital da empresa, do papel do investidor n

o negócio, dentre outros fatores. As empresas são cobradas a terem bons resultados para alcançar as metas previstas na rodada de captação.

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