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Inovação no dia a dia: evitando o desperdício de plástico

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Com o crescimento da população, inovações tecnológicas e do consumo. Há também naturalmente maior produção de lixo, principalmente de plástico em todo o mundo. Além de entidades governamentais, podemos sim fazer a nossa parte.  

Neste conteúdo, veja alguns insights para fazer isso, conheça o case da Blue Farm e alguns números do uso do plástico no Brasil.

Criatividade e Inovação para escolhas mais sustentáveis 

Desde a fase escolar ouvimos falar sobre proteger o meio ambiente. Mas, será mesmo que colocamos tudo que aprendemos sobre o assunto em prática?

Provavelmente, muitos de nós, embora com a consciência ambiental já bem trabalhada, ainda não transforma todo o conhecimento sobre sustentabilidade em ações mais concretas: de acordo com a ONG World Wide Fund for Nature ou simplesmente WWF, produz-se, em média, um quilo de plástico por semana no Brasil

Podemos, enquanto cidadãos e empresas, através de ações simples, desenvolver soluções inovadoras. E, ainda por cima, contamos com o apoio da tecnologia, para aumentar o engajamento neste processo. Basta um clique para uma campanha de redução do consumo do plástico viralizar, por exemplo.

Embora a culpa tenha que ser dividida, a cobrança é sempre maior do lado de quem consomeNesse contexto surgiram iniciativas como o movimento Break Free From Plastic. A entidade  que nasceu em 2016 reúne mais de 1.500 organizadores, em seus continentes que fazem a diferença.

Ou seja, o BEEP, pressiona empresas que produzem embalagens de plástico de uso único,  por meio da exposição pública. A ideia é propagar a política plastic free

A iniciativa desenvolve relatórios, expondo em auditorias números do uso do plástico de grandes empresas. Em 2020, a organização apresentou em seu conteúdo resultados impactantes. 

Segundo exposto no BRANDED Vol III: Demanding Corporate Accountability for Plastic Pollution, Coca-Cola, PepsiCo e Nestlé foram consideradas as maiores poluidoras de plástico do mundo.

Para extrair essas informações, o BEEP realiza a contagem e a documentação dos resíduos dos plásticos encontrados pelas marcas, em todo o mundo. Somente em 2020, o movimento coletou 346.494 peças do material em 55 países

Conheça o case da Blue Farm

É possível uma empresa reduzir 90% de suas embalagens? A Blue Farm fez isso com um dos seus primeiros produtos, que é um leite à base de aveia. A empresa é da área de tecnologia de alimentos e sua sede fica em Berlim.

O produto foi aprimorado, com a adição de água ao leite. Ou seja, com essa nova fórmula reduziu tanto o uso de embalagens quanto as emissões de carbono. Com essa alteração diminuíram-se as voltas necessárias para carregar as caixas, reduzindo assim apenas nesse processo as viagens de transportes de carregamento.

Portanto, além da redução do CO2 e das embalagens, o leite de aveia também contém menos ingredientes, bem como não necessita de aglutinantes, emulsificantes e conservantes. Apenas sal e aveia, acondicionados de forma simples.

A Blue Farm está em busca de um capital de US$10 bilhões em seu IPO nos Estados Unidos, sendo disputada pela Coca-Cola e pela marca americana Dream. Por enquanto, a empresa ainda utiliza aveia europeia e sal alemão, mas planeja também obter matérias-primas de fazendas locais.

“Blue Farm é a primeira marca de laticínios vegan direto ao consumidor que simplesmente chega em sua casa pela caixa de correio. Achamos que o leite vegetal não deve ser vendido como [como] o leite de vaca precisa ser vendido em uma caixa de leite ”, disse a co-fundadora Katia Helf, em um comunicado à imprensa alemã.

A afirmação faz todo sentido, tendo em vista que o veganismo e o vegetarianismo vão muito além do não consumo de produtos de origem animal.

Desperdício de plástico no Brasil em números 

De acordo com a WWF Brasil, o Brasil está na quarta posição de produção de plástico do mundo, estando atrás dos Estados Unidos, China e Índia. Porém, o problema é maior do que se pode imaginar: além da alta quantidade da produção e consumo desse material, a taxa de reciclagem também é muito baixa.

Segundo a mesma ONG, a reutilização de plástico é em torno de 9%. E, para piorar ainda mais a situação, em 2020, a taxa de uso de produtos à base de plástico também aumentou, em virtude da pandemia.

Em relação ao lixo nos oceanos, o Brasil fica entre os 20 maiores poluidores, segundo o Atlas do Plástico. E, 54% deste material está sujo ou extremamente sujo.

Pandemia e o consumo de plástico

Máscaras, luvas, copos, pratos, talheres de plástico e mais outros produtos como estes foram utilizadas em maior quantidade, mas a taxa de reaproveitamento não aumentou. Muito pelo contrário: agora, apenas 1,28% desses produtos é reciclado.

Conforme análise da Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, com a retomada dos atendimentos presenciais e as cirurgias, no segundo semestre de 2020 a geração de lixo hospitalar cresceu 20% no país

E, ainda conforme o mesmo levantamento, a média do consumo de plástico aumentou mais de 25% durante a pandemia. Um dos principais fatores para isso foi o aumento do consumo delivery, que cresceu 95% entre janeiro e maio de 2020

Outro fator, foi o aumento do número de casos de pacientes com Covid-19. Vale ressaltar que um paciente internado com a doença produz 7,5kg de lixo por dia: sete vezes a média diária de produção por pessoa, em condições normais de saúde.

Nós aqui da Whow esperamos que este conteúdo ajude pessoas e empresas a reforçarem os cuidados com o meio-ambiente.  E, se você gostou deste artigo, assine a nossa newsletter gratuitamente para recebê-los em primeira mão!

 

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