Inovação hoje: cliente no centro, parcerias além do muro e impacto social - WHOW
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Inovação hoje: cliente no centro, parcerias além do muro e impacto social

Jacques Meier, do Grupo Padrão, e Clarisse Barreto, da Hyper Island, falam sobre a evolução da inovação enaltecida no Prêmio Whow! de Inovação

POR Ana Weiss | 09/11/2020 23h09

Foi uma noite acima de tudo de celebração. Mas na abertura do Whow! Festival de Inovação 2020 uma conversa entre Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão e Clarisse Barreto, consultora da Hyper Island, deixou claro que por trás do reconhecimento e as gratas surpresas na escolha das empresas mais inovadoras deste ano, houve muito trabalho pautado por uma metodologia rigorosa.

Clarisse chamou a atenção para o alto nível de cases que chegaram às suas mãos e de seus colegas da empresa sueca, uma das maiores escolas de negócios do mundo, com destacado foco em inovação. Para ela ficou claro que não foi uma tarefa fácil — o que é, antes de tudo, uma ótima notícia para a inovação no Brasil.

Inovação cruzada

Para filtrar histórias ao mesmo tempo transformadoras, inspiradoras e simplificadoras, a equipe da Hyper Island recebeu um levantamento que consumiu quase um ano de trabalho do Centro de Inteligência Padrão (CIP). Em seguida essa seleção foi para um segundo filtro, um grupo de especialistas reconhecidos reunidos em outro grupo, os Mentes Brilhantes.

Jacques conta que chamou sua atenção a diversidade de empresas alinhadas a um conceito de ouro posto em prática por elas: inovações que tem no centro as necessidades dos clientes. E, em muitos casos “rompendo os muros” em parcerias que ao mesmo tempo trouxeram e entregaram receita, valor, atendimento e, em muitos casos, impactos sociais importantes.

“A gente viu uma inovação cruzada partida da necessidade do cliente. Coisas novas e tudo muito legal”, diz o diretor. “E em áreas historicamente áridas”, acrescenta em referência aos premiados nas áreas de logística, construção civil e instituições financeiras.

“Os labs deixaram de ser internos”, observou Clarisse. “Essas companhias entenderam que a inovação transcende a própria empresa”, acrescenta a representante da Hyper Island.

Empresas inovadoras com foco no cliente

Helthtech, Saúde e Bem Estar tiveram um destaque claro por conta das necessidades impostas pela pandemia do coronavírus. Mas Jacques lembrou que o pilar reuniu empresas não tão diretamente ligados à crise sanitária. Foi um pilar que juntou empresas de alimentação, moda e farmácia, sempre no foco no cliente.

“Interessante que as empresas não focaram no lucro absoluto. É preciso fazer parte da sociedade”, falou o diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão. É o caso do Grupo 3corações (vencedor em sua categoria e primeiro entre os Top 10), com o projeto Florada, que fomenta o mercado de pequenas cafeiculturas brasileiras.

Outro pilar mal-compreendido, lembram os executivos, é o meio ambiente. As empresas que estão aqui têm a ecologia que conseguem galvanizar interesses: Suzano, Warren Brasil Ultragaz e a Bunge.

“Há algum tempo as pessoas pensavam: banco não tem nada a ver com meio-ambiente. E tem e muito”, enalteceu a consultora. “O último pilar nos surpreendeu. Ficamos felizes com a quantidade de inovações que colocaram o cliente no centro, com a busca pelo encantamento.”


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