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Tecnologia

Inovação e disrupção em pequenas empresas

Inovação e disrupção também podem fazer parte da realidade das pequenas empresas. Neste conteúdo, entenda sobre o cenário de transformação do mercado

POR Redação Whow! | 11/06/2021 12h25

Inovação e disrupção: qual é o resultado dessa união nas pequenas empresas?

Muitos pensam que, para inovar, sair do senso comum ou da caixinha, é preciso ter muito dinheiro ou então ser ter a melhor ideia que já existiu em todos os tempos. Entretanto, esse pensamento não procede e vamos te explicar este motivo neste conteúdo. 

Continue a leitura e descubra como inovar no seu negócio. Veja também o case da Biovita e do Laboratório Popular.

Airbn e Uber, o que eles tem em comum?

A Uber não começou bilionária. O Airbnb, que hoje é a maior rede de hotelaria do mundo e que não tem sequer um quarto, não começou famoso e nadando em dinheiro.  E por mais incrível que pareça, nenhuma destas duas empresas começou sequer usando tecnologia em seus negócios.  

Saibam que o Uber começou como uma oferta de carros pretos VIP para as pessoas que moravam na Califórnia, que tinham dificuldades em pegar táxis após grandes eventos, muitos anos atrás. E pasmem, a única inovação que tinha, após meses de lançamento do produto, era um mapa que indicava que o seu transporte (carro, limosine, van) estava vindo te buscar. 

O Airbnb não foi diferente. Também iniciou como uma listagem de quartos extremamente simples, tipo hostels, feito por estudantes, com colchonetes, para pessoas que buscavam acomodações para atender grandes feiras na Califórnia, mas que não conseguiram mais acomodações em hotéis, pois todos estavam lotados. Ou seja, foi criado para atender uma demanda (necessidade) existente oferecendo o serviço mais básico o possível, uma vez que não existiam serviços concorrentes.

Qual a inovação deles no inicio? Eram inovações incrementais sobre serviços que já existiam e adicionavam comodidade, disponibilidade de serviços e acesso à serviços e produtos que não existiam na época.   Uma vez que seus produtos e serviços foram testados, aprovados e suas procuras aumentaram, essas empresas usaram a tecnologia para escalar seus negócios e alavancar exponencialmente suas operações. 

Uma empresa precisa de apenas uma solução simples para nascer

Por que estamos mencionando isso? Porque não necessariamente um grande negócio necessita nascer enorme, como dissemos no início de nossa matéria. Um grande negócio pode iniciar de maneira simples, resolvendo alguma dor, necessidade de clientes e depois utilizar a tecnologia para crescer exponencialmente. 

E, como dissemos, o que estes dois negócios têm em comum? Usaram modelos de negócios que utilizavam a tecnologia para resolver problemas que já existiam, em larga escala. Afinal, se locomover a um baixo custo e de forma mais segura era desejo de todos, bem como pagar mais barato para se hospedar.

Eles inovaram em nichos que já se encontrava saturados, pois já existiam milhares de táxis e milhares de hotéis, não?. Ninguém aguentava mais pagar horrores por uma corrida de táxi, muito menos por um quarto de hotel. 

Então, pense um pouco: quem poderia imaginar, ainda em 2008, que essas duas parcelas do mercado, até então desinteressantes, poderiam ser valiosos negócios?

O que é Inovação disruptiva?

Em resumo, a inovação disruptiva diz respeito à transformação e reinvenção de um produto ou serviço em algo novo, simples e acessível para as pessoas. Sem muitos rodeios:é melhorar o que já existe, de uma forma eficiente e utilizando a tecnologia, e muitas vezes de uma forma simples. 

E, acredite, o termo foi criado ainda no século passado, pelo professor de Harvard Clayton Christensen. A inspiração veio do conceito de “destruição criativa”, criado pelo economista austríado Joseph Schumpeter. Ele descreveu a inovação gerada pela substituição de produtos e serviços antigos pelos novos.

Elementos da disrupção

A inovação disruptiva traz a revolução para os negócios, principalmente em nichos antigos e defasados, como já mencionado anteriormente. Formado por três elementos essenciais, confira o processo.

Simplicidade: Os primeiros discos ópticos de leitura de vídeo, eram do tamanho dos vinis e muito frágeis. Não eram simples e os consumidores os receberam com “ cara de poucos amigos.” Ou seja, não agradaram.

Algo só será considerado disruptivo se for simples de usar. Do contrário, não será aceito com facilidade. A simplicidade caminha lado a lado do próximo pilar, a acessibilidade.

Conveniência: As inovações disruptivas resolvem problemas reais e mudam a vida das pessoas. Voltando ao exemplo da Uber ou do Airbnb, você consegue imaginar o mundo sem eles, independente de ter utilizado algum desses serviços?

Acessibilidade: Para algo se tornar realmente inovador e disruptivo, ele precisa se tornar acessível. Pense no exemplo dos computadores. Se, até hoje, eles custassem 500 mil dólares, mesmo preço da primeira máquina, o ENIAC, provavelmente você não estaria lendo este conteúdo agora. 

Nesse sentido, a disrupção precisa fazer parte da sociedade e isso só é possível se as pessoas tiverem acesso a ela. 

Por fim, vale ressaltar também o fato de colocar o cliente no centro de todo o processo de mudança. Assim, o principal questionamento a ser feito é: como melhorar a experiência que o meu produto ou serviço oferece, com base nas necessidades do meu consumidor?

Disrupção e inovação em pequenas empresas

Muitos empreendedores acreditam que inovar é apenas para os “grandes”. Mas, quem foi que disse que ser pequeno representa só desvantagens?

As pequenas empresas, muitas vezes, conseguem sair mais rápido até mesmo do que grandes empresas e, rapidamente, tornarem-se potências. Vários unicórnios brasileiros começaram com poucos investimentos e, entre o surgimento até o mais alto  aporte financeiro poucos anos se passaram. 

A Loft, startup do setor de imóveis, por exemplo, foi criada em 2018 e tornou-se unicórnio, uma empresa que vale mais que  um bilhão de dólares, dois anos depois, em 2020. 

As estratégias do pensamento inovador e disruptivo podem ser aplicadas a qualquer empresa, independentemente do tamanho. A principal delas é o foco no cliente e nas tendências atuais de mercado. Busque ouví-los e adapte seus serviços e produtos, dentre tudo que se tem hoje no mercado, para que sua empresa seja capaz de atingir as expectativas e reais necessidades deles.

Como inovar e reinventar seu negócio

Inovar não é sinônimo de inventar e sim, criar soluções novas. 

Para que isso aconteça nas PMEs é preciso que seja difundida a cultura da inovação e da melhoria contínua dos serviços e produtos oferecidos aos clientes . Dessa forma, as ideias novas podem partir de qualquer colaborador, e para tal, é fundamental que sua empresa tenha uma cultura que promova e incentive o compartilhamento de conhecimentol. Afinal, eles precisam entender o conceito e ter um canal aberto para comunicação. E, o mais importante: sem julgamentos.

Além disso, é importante conhecer bem o mercado de atuação e construir uma presença digital consistente. 

Por último, utilize-se de ferramentas que tem o objetivo de estimular o processo criativo. O Design Thinking, por exemplo, pode ser uma boa opção. Com ele, a equipe pode construir uma narrativa e um processo, a fim de  encontrar uma solução para um problema antigo, por meio da tecnologia.

Case Biovita e o Laboratório Popular

Duas colegas de faculdade e um sonho: abrir uma empresa. E, se você pensou que elas cursaram juntas administração ou outro curso a fim, se enganou: elas estudaram bioquímica.

Em 2004, Vana e Katiani, criaram na cidade de Braço do Norte, em Santa Catarina, o Biovita Laboratório de Análises Clínicas. Elas tiveram o apoio de uma agente do Sebrae, do setor de inovação. 

Juntas, transformaram os processos da empresa e, logo logo, já foi preciso contratar mais pessoas.  Investiram muito em tecnologia, processos e pessoas para diminuir os custos de operação e consequentemente adequar às suas ofertas ao seu público alvo.

Preocupadas com a crise, como praticamente todos os brasileiros, decidiram investir em outros nichos de mercado. Assim nasceu o Laboratório Popular, líder hoje na região.

Em síntese, elas atendem pessoas das classes A,B, C e D, porém na modalidade “popular”: mesmos exames, mesma qualidade, porém em um ambiente mais simples. A demanda na Biovita aumentou entre 30 e 40% com o Laboratório Popular.

Elas também apostaram em outra inovação e, há quase 4 anos, criaram também o primeiro Laboratório Veterinário da região.

Acredite no seu potencial 

Em todos esses casos que citamos, a inovação nasceu da ideia, da resolução de um problema.  É possível tornar o seu cachorro quente o melhor da cidade, talvez apenas com um molho especial ou então colocando sua própria identidade nele. Basta tentar. São coisas simples, mas que podem mudar a sua vida e a do seu cliente.   

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