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Inovação aberta: veja melhores práticas para Prova de Conceito (POC) entre empresas e startups

A 500 Startups pontua que há uma prática das empresas testarem até três startups com a mesma tecnologia para efeito de comparação

POR Eric Visintainer | 04/03/2021 11h53 Inovação aberta: veja melhores práticas para Prova de Conceito (POC) entre empresas e startups Imagem: Freepik

A 500 Startups, fundo de investimento global com mais de 2.000 startups investidas em 75 países, lançou nesta semana um guia de boas práticas para empresas e startups que estejam no momento de desenvolvimento de Prova de Conceito, ou POC. O termo em inglês Proof of Concept demonstra uma experimentação na validação de um projeto. E no atual contexto da inovação, é comum que isso aconteça após o início da relação, entre executivos e empreendedores, para verificar o produto ou serviço que se almeja criar.

O guia também destaca que dentro 80 líderes de inovação entrevistados, o principal foco deles está em aumentar as áreas de Pesquisa e Desenvolvimento nas respectivas empresas.

O fundo, que também atua como um conselheiro para grandes empresas que buscam inovar, distingue um POC e um projeto piloto por conta do tempo necessário para a validação de cada um. Se o POC pode ter um tempo de dias até meses, o projeto piloto pode leva de meses até alguns anos.

E esta Prova de Conceito deve ser um produto existente e customizado para o ambiente do parceiro para a testagem com alguns clientes e em um curto espaço de tempo, segundo a 500 Startups.

Melhores práticas para Prova de Conceito 

Do lado das startups, o relatório aponta o benefício do teste em mercados que talvez a nova empresa ainda não tenha testado. E com parceria de uma grande empresa pode chegar em potenciais novos consumidores da sua tecnologia, além da POC ser usada como validação de mercado no momento que for buscar investimentos.

Falhar rápido e de forma barato, como aponta o relatório, já é uma mentalidade das empresas, sejam startups ou corporações, que buscam inovar.

A 500 Startups destaca que, dentre os entrevistados, há uma preferência por startups mais maduras que estariam em um estágio de investimento de série A ou B, ou seja empresas da nova economia que já testaram as suas soluções, com estudos de caso comprovados. Também os líderes de inovação apontaram para a parceria com as startups em projetos de curto espaço de tempo, entre três e quatro meses em média, e focados em uma determinada área da companhia.

Outras formas de conexão que o relatório pontua estão em entender qual setor da empresa está mais insatisfeita com a tua tecnologia utilizada, estabelecer caminhos claros para ações do que será a Prova de Conceito, desenvolver um network interno sobre quais startups já passaram pela companhia, aproximar os executivos e dar maior visibilidade aos stakeholders da área que passará por este processo no início da captação das startups.

Mensuração de sucesso

Na pesquisa do fundo de investimento global, as empresas disseram que uma das principais formas de mensurar o sucesso destes programas é pela quantidade de startups que conhecem, número de POCs completadas, economia de gastos e o impacto na velocidade do processo.

Ainda o estudo apontou que, dentre os entrevistados, há uma prática de testar até três startups com a mesma tecnologia para efeitos de comparação e redução de risco, antes de fechar um contrato maior.


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