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hotelaria e food service: lidando com a pandemia

Confira os impactos da crise imposta pelo coronavírus nos setores de hotelaria e food service e como eles estão sobrevivendo à pandemia

POR Redação Whow! | 06/05/2021 17h24

A crise mundial do COVID-19 assumiu o controle de nossas vidas, mudando irreversivelmente nossa economia, sociedade e estilo de vida. Mas alguns setores foram mais afetados do que outros. Esse é o caso dos ramos de hotelaria e food service, que abordaremos mais a fundo neste post.

Consequências Covid-19 no setor de hotelaria e food service

Com o isolamento social e as medidas preventivas impostas pela pandemia, setores que dependiam fortemente do fluxo de pessoas naturalmente foram os mais enfraquecidos.

Dois exemplos muito comentados nesse sentido são os setores de hotelaria e food service.

Após a doença provocar o cancelamento de diversos eventos, suspensão de viagens e fechamento de estabelecimentos comerciais, esses setores sofreram um baque que há anos não ocorria.

Abaixo comentamos os principais impactos: 

Hotelaria

A pandemia do coronavírus prejudicou muito o ramo de hotelaria, chegando até mesmo a provocar o fechamento de alguns hotéis. Das grandes redes a estabelecimentos menores, todo o setor teve sua estrutura financeira afetada em algum nível pela crise.

As principais entidades do ramo hoteleiro brasileiro assinaram uma carta enviada ao Governo Federal, que revela que os números de cancelamento de hospedagens corporativas e recreativas chegaram a 75%. Esses índices tão elevados podem fechar 400 mil postos de trabalhos e tirar R$ 31,3 bilhões da economia do país. 

A situação é tão crítica que na carta, as entidades pedem ajuda ao presidente da república para contornar os efeitos da pandemia no setor.

Food service

O setor de Food service também foi fortemente afetado, especialmente em 2020. No início da pandemia, a estimativa era de que 15 a 20% dos estabelecimentos fechariam as portas devido à crise.

O impacto da pandemia foi realmente grande para o setor de serviços de comida; em 2020 a queda do setor foi de 32%, a pior até então registrada no mercado. Porém, especialistas no ano passado também previam que os restaurantes que conseguissem sobreviver à crise sairiam ainda mais fortes dela. E eles estavam certos.

Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), em conjunto com o IBGE, e projeções da consultoria Food Consulting, o setor de food service promete crescer entre até 25% em 2021.

Como esses setores estão sobrevivendo à pandemia

Com as portas fechadas devido aos decretos governamentais, a saída para os restaurantes foi aderir aos serviços de delivery e drive-thru. Não é à toa que aplicativos de pedido de comida ficaram tão populares durante a pandemia. Sem tempo e sem recursos para desenvolver um aplicativo próprio, muitos estabelecimentos recorrem ao iFood ou Rappi.

Até então, nenhuma novidade – tanto o delivery quanto o drive-thru eram opções que já existiam no mercado. Porém, quem fazia uso delas eram sobretudo as grandes redes de fast food. Com a quarentena, no entanto, restaurantes e lanchonetes de todos os tamanhos e modelos começaram a viabilizar essas opções. 

Outra novidade que surgiu foi o dark kitchen – um modelo que consiste em não ter um ponto de venda físico. O dark kitchen consiste em uma cozinha onde as refeições são produzidas, e a única forma de adquirir é por meio do take away ou delivery. É uma opção com baixo investimento e ideal para quem está começando no ramo.

Já para os hotéis, uma das estratégias mais utilizadas para sobreviver à crise foi trabalhar com campanhas de remarcação. Já se preparando para o fim da pandemia, as empresas do setor incentivam o cliente a não desmarcar a estadia, e sim a adiá-la.

Outra iniciativa importante é liderada pela empresa Accor. A rede de hotéis investiu na criação do “room office”. O objetivo desse conceito é utilizar quartos ociosos para criar uma nova opção de espaço de trabalho. A estratégia busca alcançar especialmente as pessoas que estão tendo dificuldades para se adaptar ao home office, mas não podem mais utilizar os espaços das empresas.

Medidas e expectativas: flexibilização de jornadas e salário pode salvar empregos

A permissão para as empresas reduzirem a jornada de trabalho e os salários de seus funcionários pode ser um fator determinante para a manutenção de empregos nos setores mais afetados pela crise, como é o caso da hotelaria e do food service e hotelaria.

Após meses operando com restrições, muitas empresas destes segmentos se encontram sem caixa para honrar com seus compromissos e começam a optar pelo corte da mão de obra como primeira medida para equilibrar as finanças.

Diante deste cenário, a Medida Provisória assinada pelo governo federal e publicada em 27 de abril no Diário Oficial da União, criou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

Porém o setor público não é o único a se movimentar para auxiliar na gestão dessa crise. De acordo com Walter Vieira, CEO da Closeer, plataforma que conecta pessoas em busca de vagas para trabalhos temporários e freelancer às empresas, a flexibilização viabiliza a redução de custos aos empreendedores, e assim possibilita a manutenção das pessoas em suas vagas de trabalho.

Projeções para 2021

A expectativa é que o setor hoteleiro tenha uma retomada significativa este ano, à medida que a população seja vacinada. No entanto, os níveis de ocupação dos hotéis dificilmente atingirão os números dos anos pré-pandemia.

Segundo a ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), a volta dos hóspedes deve acontecer principalmente em pequenos destinos ou cidades próximas a grandes centros.

Em parceria com a Anvisa, a entidade produziu e distribuiu uma cartilha para todos os hotéis independentes, com orientações para garantir a segurança dos hóspedes em relação ao vírus. 

No setor de food service, a expectativa é uma retomada de 25% para 2021. De acordo com Daniel Silva, coordenador do Comitê de Food Service da ABIA, a recuperação será lenta e gradual, mas vai acontecer à medida que a economia brasileira se recupera. 

Alguns dos fatores que prometem impulsionar esta retomada, além da vacina, são novas formas de obter receitas, cada vez mais próximas do “varejo alimentar”.

Os restaurantes devem olhar com atenção para a expansão dos canais emergentes, como o delivery e as dark kitchens, e reorganizar a cadeia de fornecimento para garantir a expansão dos negócios.

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