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Hospital das Clínicas da USP e Distrito abrem espaço de inovação em saúde

Centro médico se juntou a outros hospitais de grande porte e criou espaço de aceleração com investimento de 3,6 milhões

POR Gabriely Souza | 25/09/2019 12h00

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), maior complexo hospitalar da América Latina, e a aceleradora Distrito abriram um hub de inovação com foco em startups da área de saúde. O projeto foi batizado de Distrito Inova HC e promete ser um local para as empresas do setor, com foco em investimento em novos negócios.

O espaço tem 900 metros quadrados e capacidade para receber até 20 startups, totalizando 150 pessoas. Os ambientes serão direcionados para recriar situações reais do ambiente hospitalar, além de servir como teste de novas tecnologias, como inteligência artificial, internet das coisas e impressão 3D.

A parceria entre o HC e a Distrito ocorreu através de uma chamada pública, na qual a Distrito foi vencedora.  

hc alto O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é o maior complexo hospitalar da América Latina (imagem: divulgação)

“Nosso foco é impactar a vida dos pacientes e dar sustentabilidade ao sistema de saúde”, afirma Marco Bego, diretor de inovação do Hospital das Clínicas da FMUSP. 

“Uma empresa que não tem uma área de inovação funcionando bem está fadada ao atraso”

Para a Distrito, investir em saúde é estar na área mais proeminente na inovação. “E o seguimento mais promissor. Passado o boom das fintechs nos dois últimos anos é a saúde que gerará maior impacto no mercado”, afirma Gustavo Araujo, sócio da aceleradora, que está investindo R$ 3,6 milhões na iniciativa.

Projeto

O Distrito Inova HC é a parte final de um processo de fomento à inovação em saúde. O HC mantém desde 2015 um Instituto de Inovação em Ciência e Tecnologia, chamado Inova HC, e seu programa de inovação tem três fases. A primeira está na área de pesquisa, de 4 a 5 meses, na qual são selecionados projetos que possam se tornar produtos e serviços.

“O pesquisador tem treinamento qualificado, no qual patenteia sua ideia. Ele pode virar um empreendedor ou se associar a um ou até mesmo licenciar a pesquisa dele”, explica Bego. 

A segunda etapa é de incubação, na qual o plano de negócios é estruturado. Essa fase ainda está em desenvolvimento e busca parcerias. “Quando o projeto ganha escala, ela entra na aceleradora, onde está a Distrito”, diz o diretor de inovação do HC. O programa de inovação do Hospital agora está realizando fomento a pesquisas e soluções para o pulmão, com o objetivo de desenvolver projetos em áreas como diagnóstico, prevenção, anti tabagismo e tratamento de câncer. 

“O pesquisador tem treinamento qualificado, no qual patenteia sua ideia. Ele pode virar um empreendedor ou se associar a um ou até mesmo licenciar a pesquisa dele”

Marco Bego, diretor de inovação do Hospital das Clínicas da FMUSP

Dentro da Distrito, em um primeiro momento, serão aceleradas 8 startups, com 25 residentes no Distrito Inova HC – não só as que estão sendo estruturadas dentro do Instituto de Inovação do HC. As startups podem procurar diretamente a Distrito para tentar uma vaga no espaço. “Temos um foco abrangente em saúde. Estamos olhando para tecnologias focadas em cirurgia, inteligência artificial, soluções em atendimento e outras. Estamos olhando para toda a cadeia da saúde”, afirma Araujo. 

saúde Imagem: Unsplash

Parcerias 

A iniciativa contará com a participação de grandes empresas, como a AstraZeneca, Abbott, Alliar, iDr, KPMG, Cremer, Mafra, Johnson & Johnson Medical Devices, Pixeon, Semantix e Unimed, que terão suas áreas de inovação presentes e conectadas ao hub. 

Essas empresas parceiras poderão desenvolver suas próprias estratégias de inovação e testar as soluções das startups. Segundo a representação da Distrito, além das mantenedoras, o Distrito Inova HC espera reunir corporações, investidores, universidade e startups, com o intuito de criar, testar e escalar soluções para a “vasta gama de problemas existentes no sistema de saúde brasileiro”.

Para o diretor de inovação do HC, a chave do projeto é a inclusão. “Queremos que a inovação seja inclusiva, abrangendo desde farmacêuticas até planos de saúde. Quanto mais empresas vierem trabalhar, melhor”.


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