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Home office: o colaborador realmente quer ?

Depois de dois anos, algumas empresas ainda se questionam sobre quais modelos de trabalho devem adotar – home office, híbrido ou presencial.

POR Marcelo Almeida | 23/02/2022 10h45 Home office: o colaborador realmente quer ?

O formato do ambiente de trabalho mudou significativamente de 2020 para cá. Uma pandemia sem precedentes empurrou imediatamente todas as pessoas do escritório para suas casas.

Depois de dois anos, algumas empresas ainda se questionam sobre quais modelos de trabalho devem adotar – home office, híbrido ou presencial.

Além da dúvida quanto ao modelo, as empresas estão lidando com um novo perfil de pessoa colaboradora: aquela que renuncia às áreas de lazer, piscinas de bolinha e salas de descompressão no escritório e busca mais liberdade, flexibilidade e qualidade de vida.

De acordo com o estudo “The Working Future:Re-humanizing work” realizado pela consultoria global Bain & Company, que auxilia empresas e organizações a promover mudanças que definem o futuro dos negócios, as três principais prioridades para os brasileiros, entre dez opções listadas, são: bons salários e benefícios, com 23% das preferências; oportunidades de crescimento e aprendizado (17%) e flexibilidade de horas trabalhadas (9%).

As startups notaram que a nova realidade do modelo de trabalho está atrelada às pessoas colaboradoras terem autonomia para desempenharem suas atividades em qualquer ambiente, desde que cumpram todas as suas tarefas com êxito.

Assim, surge uma nova tendência: o Anywhere Office – termo em inglês para “escritório em qualquer lugar”. “Diferentemente dos modelos tradicionais, o AWF é inovador, saudável e produtivo. Bater ponto vai ficar cada dia mais ultrapassado, bem como entregar benefícios “materiais” que não contribuem para a evolução pessoal e profissional de cada um. O importante é entregar à sua equipe ferramentas que permitam a realização de suas atividades,  autonomia, liberdade, e oportunidades de desenvolvimento.“, comenta Patrícia Osorio, co-founder e CRO da Birdie.

A executiva lista 3 benefícios que impactam diretamente no desenvolvimento das pessoas e vão, em sua opinião, substituir as tão populares piscinas de bolinhas e comidinhas grátis utilizadas para fazer com que as pessoas fiquem mais tempo no escritório:

  • Programa de intercâmbio em outras sedes da empresa para troca cultural: Com equipes cada vez mais distribuídas em diferentes estados e países, as empresas passarão a incentivar e recompensar as pessoas de seu time com programas de intercâmbio em outras unidades para trocas e aprendizados em uma cultura regional diferente. Na Birdie, as pessoas colaboradoras podem escolher entre visitar a sede da empresa em Palo Alto, Califórnia, ou a filial em Fort Lauderdale, na Flórida;
  • Sessões de Mindfulness e Saúde Mental: A pandemia e os ritmos de trabalho acelerado causaram um aumento de mais de 25% nos índices de ansiedade e depressão no mundo. Investir em práticas de meditação, respiração e autoconhecimento é essencial para promover a saúde mental das pessoas do time. Na Birdie, são realizadas sessões quinzenais de mindfulness e meditação com um monge, bem como oferecidos benefícios e descontos em plataformas de saúde mental;
  • Participação em reuniões com mentores e advisors: Ter acesso a uma rede de mentores com experiência e conhecimento prático a respeito dos desafios da empresa – e dos times – não é algo novo. Grupos como Endeavor, YPO e Chief são famosos por conectar e mentorar executivos e empreendedores. A novidade é a extensão dessas conversas às equipes das empresas – permitindo que as pessoas possam desenvolver seus conhecimentos e expandir seu networking. Na Birdie, os times têm acesso constante aos mentores e advisors da startup – executivos e ex-executivos de empresas como Apple, Hubspot, Google, Facebook, 500Startups, e ao networking de redes como Endeavor, YPO e 500Startups;