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Healthtechs brasileiras Alice e Zenklub recebem aportes milionários em fevereiro

A falta de tratamento à saúde mental custa mais de US$ 1 trilhão à economia mundial. Os novos investimentos à startups buscam reduzir esse dano

POR Carolina Cozer | 15/02/2021 18h30

Com a pandemia ainda correndo mundo afora, as inovações e investimentos em saúde seguem em alta. No Brasil, as healthtechs Alice e Zenklub recentemente embolsaram aportes milionários para investirem no crescimento e validação de novas soluções para a saúde física e mental dos brasileiros.

Estes novos investimentos podem indicar uma nova tendência de valorização de empresas voltadas à saúde holística e o desenvolvimento pessoal no mercado nacional.

Segundo dados do Inside HealthTech Report, da Distrito, somente nos dois primeiros meses de 2021 o Brasil já recebeu oito rodadas de investimentos em startups de saúde, que somaram mais de US$ 19 milhões investidos.

Startup brasileira de saúde recebe aporte histórico

A Alice, gestora de saúde individual com apenas sete meses de operações, chega ao mercado brasileiro acumulando US$ 47,8 milhões em financiamentos.

O aporte mais recente ocorreu na última quinta-feira em uma rodada de série B no valor de US$ 33,3 milhões, liderado pelo fundo americano ThornTree Capital Partners. O grupo Kaszek Ventures e os fundos brasileiros Canary e Maya Capital também participaram da rodada, que já entrou para a história dos maiores investimentos em healthtechs do Brasil.

Com o dinheiro captado, o objetivo da Alice é mergulhar ainda mais fundo na onda de crescimento que já estão inseridos.

Segundo a healthtech, o ritmo de crescimento atual é de 51% a cada mês em número de usuários.

Depressão e ansiedade custam mais de US$ 1 trilhão 

A plataforma de psicoterapia online e desenvolvimento pessoal Zenklub recebeu aporte de R$ 45 milhões em fevereiro, sendo o segundo investimento recebido pela startup desde a sua fundação, em 2016. Com a pandemia e a liberação da telepsicologia, a empresa quintuplicou a base de usuários em um ano.

“Queremos levar o projeto de saúde emocional corporativa para outro nível, contribuindo como consultoria e oferecendo dados para o mercado. O investimento ainda potencializará nossos projetos de capacitação e formação de profissionais, investindo em tecnologias e usando expertise em telepsicologia para desenvolver o setor”, afirma Rui Brandão, CEO e cofundador do Zenklub à imprensa. “Além disso, vamos trabalhar a personalização da plataforma de acordo com as necessidades de cada indivíduo, criando assim planos específicos de desenvolvimento emocional.”

Com o novo aporte, que foi liderado pela SK Tarpon e GKVentures com a participação da Indico, a healthtech planeja desenvolver projetos estratégicos e continuar multiplicando a base de clientes.

Segundo nota oficial, a estratégia das gestoras de venture capital é apoiar empresas que estejam trabalhando para resolver problemas relevantes do Brasil. O Zenklub foi o primeiro investimento dessas gestoras no mercado de saúde.

“Encontramos no Zenklub uma ótima oportunidade de atuarmos em um problema de dimensões globais, que decorrente da falta de tratamento, custa mais de US$ 1 trilhão à economia mundial, sendo o Brasil um dos líderes no quesito de ansiedade e depressão”, explica Pedro Faria, cofundador da SK Tarpon e da Kamaroopin, em comunicado oficial.


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