Healthtechs ampliam atuação para telemedicina - WHOW

Eficiência

Healthtechs ampliam atuação para telemedicina

Conheça três startups do setor de saúde que estão fazendo uso da portaria publicada pelo governo federal que libera o atendimento médico a distância

POR Adriana Fonseca | 16/04/2020 09h00 Imagem ilustrativa (Unsplash) Imagem ilustrativa (Unsplash)

Em meio à crise do novo coronavírus, o Ministério da Saúde publicou uma portaria, de número 467, regulamentando o atendimento médico a distância, antes proibido no país. A medida, emitida em caráter excepcional e temporário a pedido do Conselho Federal de Medicina, reforça a importância de as pessoas ficarem em casa e permite que profissionais da saúde atendam de forma remota.

Nesse cenário, algumas healthtechs ampliaram sua atuação e passaram a trabalhar com a telemedicina.

A telemedicina nada mais é do que o exercício da atividade médica a distância, hoje amparada por modernas ferramentas tecnológicas. Mas o surgimento desse conceito data de bem antes do avanço da tecnologia: 1950. A prática, segundo o Portal Telemedicina, tem origem em Israel e é muito usada nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa. Surgiu para que a medicina chegasse a pacientes em locais remotos através de televisões e o avanço foi acontecendo com o advento da telefonia celular e internet rápida.

Em paralelo, computadores mais modernos, tablets e smartphones passaram a facilitar as videoconferências, enquanto o avanço da inteligência artificial trouxe benefícios significativos para a telemedicina.

Pela portaria do Ministério da Saúde, as interações a distância podem contemplar o atendimento pré-clínico, suporte assistencial, consulta, monitoramento e diagnóstico, por meio de tecnologia da informação e comunicação, tanto no SUS quanto na saúde suplementar e privada.

healthtechs Imagem ilustrativa (Unsplash)

BoaConsulta

O aplicativo que conecta pacientes a médicos está usando a telemedicina para viabilizar múltiplos atendimentos, feitos por vídeo gratuitamente para quem é cadastrado na plataforma. Cerca de 10 médicos estão envolvidos e as consultas a distância duram de 15 a 20 minutos. O objetivo é tirar dúvidas em relação ao Covid-19: sintomas, medidas a serem tomadas pelo paciente, entre outras.

Dandelin

A healthtech focada no agendamento de consultas médicas incluiu em seu leque de serviços os atendimentos por chamada de vídeo. Além disso, uma versão atualizada do aplicativo incluiu um selo em sua interface de médicos indicados para atendimento caso o paciente tenha sintomas. O objetivo é que o paciente utilize o Dandelin como alternativa, caso haja suspeita, ao invés de sair de casa e sobrecarregar o sistema de saúde.

Dr.Conecta

Diante da crise global devido ao novo coronavírus, a startup de saúde adiantou o seu lançamento para ajudar os médicos que não estão na linha de frente a realizarem consultas de suas casas através da telemedicina. Segundo a empresa, o “consultório virtual” contribui para a organização do médico, permitindo que ele configure o seu

consultório para atendimento a distância, organizando seus horários disponíveis para atendimento e garantindo o registro das informações de saúde do paciente diretamente no prontuário eletrônico. Um dos diferenciais do sistema é a permissão para que o médico integre um certificado digital, que garante mais benefícios aos pacientes. Por exemplo, as receitas médicas rápidas e pedidos de exames, que, ao serem emitidos, são assinados digitalmente com validade nacional de acordo com o decreto da telemedicina.


+SAÚDE

Brasil aparece no fim da lista em ranking global de competitividade digital
4 problemas do setor de saúde agravados pela pandemia e combatidos por startups
Startups unidas contra o coronavírus
As 100 startups mais promissoras para fazer negócios