Hackathons on-line tentam ajudar no combate ao coronavírus - WHOW
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Hackathons on-line tentam ajudar no combate ao coronavírus

Iniciativas promovidas por empresas, governos e instituições de ensino buscam soluções para facilitar o atual momento para organizações e pessoas

POR Adriana Fonseca | 05/05/2020 16h10 Hackathons on-line tentam ajudar no combate ao coronavírus Foto ilustrativa Gerd Altmann (Pixabay)

No dia 24 de abril teve início um hackathon on-line oferecido pelo Banco BMG. Chamada de “Mega Hack”, a maratona vai até 8 de maio e reúne os participantes em grupos de cinco pessoas para que pensem e organizem um projeto sólido e inovador a partir de mais de 10 desafios sobre a jornada digital que está sendo catalisada pela Covid-19.

Quem está participando do hackathon deve encontrar saídas para diversos perfis, desde grandes varejistas que estão com as portas de suas lojas fechadas até pequenos empreendedores que precisam de apoio com a transformação digital de seus negócios. O prêmio para o grupo vencedor será de R$ 30 mil.

Organizado pela primeira vez neste formato, o evento tem todas as suas etapas on-line. A vantagem? Eliminar barreiras geográficas e permitir que os participantes construam uma rede de contatos bastante sólida, com pessoas de diferentes localidades, sem sequer sair de casa. Nos grupos participantes do Mega Hack há desenvolvedores, especialistas em negócios, marketing e user experience. 

Os plantões de dúvidas e a realização de mentoria durante a maratona também são à distância. 

hackathon Foto ilustrativa 200 Degrees (Pixabay)

Hackathons no combater ao novo coronavírus

A iniciativa do Mega Hack não é isolada, e há outras maratonas – em andamento e já concluídas – que foram desenvolvidas para ajudar no combate à Covid-19. 

No Paraná, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a prefeitura da cidade e a comunidade de startups Campos Valley lançaram o “Hackathon Vida”, que será feito entre os dias 11 e 18 de maio. On-line, a maratona incita os participantes a elaborarem soluções digitais nas áreas de saúde, educação, gestão de negócios e sociedade. Segundo a organização, os projetos desenvolvidos serão disponibilizados gratuitamente para pequenas empresas ou instituições públicas.

Outra iniciativa do Estado foi o Hack pelo Futuro, um hackathon para buscar alternativas, ideias inovadoras e soluções para a economia, o comércio, a educação, a saúde e o setor de serviços. Segundo o governo, o objetivo do desafio não era encontrar vencedores, mas sim unir pessoas e aproximá-las para trabalhar juntas no desenvolvimento de soluções que sejam impactantes e viáveis. “O Governo do Paraná irá trabalhar para garantir que as soluções tenham o maior impacto possível no Estado”, comentou.

Ainda assim, os três empreendedores com as melhores soluções, decididas em uma votação com jurados, terão a oportunidade de alavancar seus projetos no Programa de Aceleração do Founder Institute Brazil, com sede no Vale do Silício. 

O evento, que reuniu 800 pessoas em 124 grupos de trabalho, anunciou os projetos vencedores no dia 4. São eles: Nota10 (ferramenta que estimula o uso de álcool em gel por meio de um sistema de pontuação); RemédioJá (ajuda pessoas com doenças crônicas a organizarem horários e compra da medicação); e AgroSimples (marketplace para ajudar produtores e comerciantes a fazerem negociações virtuais). 

A Trybe, uma escola que forma alunos em programação, promoveu um hackathon com seus estudantes para desenvolver, em pouco mais de um dia, uma solução tecnológica que auxiliasse as pessoas no atual período. O resultado foi a criação do Central Covid, um site contendo as últimas notícias sobre o vírus, o número de casos no Brasil e no mundo, dicas de segurança e saúde, além de instruções de como se adaptar ao estudo remoto, modalidade oferecida pela escola. Cerca de 40 estudantes participaram, bem como parte da equipe da Trybe, incluindo os sócios-fundadores.


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