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Gerindo equipes: você sabe como identificar o burnout?

Insegurança e tensão profunda no trabalho podem ocasionar na Síndrome de Burnout. Saiba como identificá-la

POR Redação Whow! | 13/05/2021 16h28

Apesar de não ser catalogado oficialmente como uma doença, a síndrome de burnout é um distúrbio psíquico muito presente na nossa sociedade. Jornada extensa, pressão de chefia, competitividade e medo de ficar desempregado são as principais causas dessa condição psíquica. Afinal, quem é que nunca se sentiu exausto com o trabalho?

Continue a leitura até o fim, e confira o conteúdo que produzimos a respeito desse distúrbio que afeta os ambientes de trabalho.

O que é a síndrome de burnout?

O transtorno foi descrito pela primeira vez pelo médico americano Freudenberger, em 1974 ,e acarreta profissionais de diversas profissões e diversas faixas etárias.O público mais afetado são pessoas cuja profissão exige envolvimento intenso. Nesse sentido, suas principais características são níveis de tensão e estresse extremos.

Isso acontece porque, cada vez mais, as empresas acabam exigindo muita entrega profissional e pessoal dos seus funcionários. Causando assim, grande desgaste físico, emocional ou psicológico.

Contudo, o burnout não se desenvolve apenas em um dia estressante, ou em períodos específicos. Sua condição se dá pela tensão constante no trabalho. A pessoa pode lidar por meses ou até anos com condições extremas de trabalho, até que em um momento se esgote.

Geralmente as vítimas dessa condição começam resistindo à doença. Dessa forma, passam a conviver com a tensão no seu ambiente de trabalho.

Porém, com o desenvolvimento gradual das condições estressantes, o indivíduo passa a conviver com sintomas como insônia, irritabilidade e falta de apetite. E após um processo recorrente, a pessoa fica sem estruturas emocionais e até racionais para lidar com a condição e se esgota.

É onde ela não consegue mais fazer nada, fica paralisada até para ações fora do quesito profissional. No sentido prático, o burnout é um fenômeno que se dá devido ao ajuntamento do transtorno de ansiedade (que já está presente na vida de muitas pessoas), com a evolução do estresse causada pelo trabalho.

Como identificar na sua equipe: Sintomas 

Embora a síndrome ainda não esteja nos catálogos de doenças da medicina, muitos profissionais de saúde já utilizam do termo para identificar esse tipo de problema.

Psicólogos e médicos apontam que sentimentos de incapacidade e até pensamentos depressivos podem indicar o distúrbio. Entretanto, antes de chegar a níveis extremos, os indivíduos passam a demonstrar diversos sintomas de indício da síndrome.

Confira características que podem indicar o processo do burnout nos trabalhadores:

Necessidade em demonstrar o seu trabalho

Proveniente da insegurança a respeito do próprio trabalho, o profissional se vê numa pressão em sempre demonstrar excelência no seu trabalho. Algo que gera situações de constante tensão e estresse.

Não “se desligar” do trabalho

Aqui é outra característica que muitas pessoas acabam se identificando. Uma vez que vivemos em um mundo cada vez mais conectados.

Com e-mails, redes sociais e aplicativos de conversa há uma dificuldade maior da pessoa realmente se desconectar do seu trabalho. Apesar da possibilidade de ocorrência  em todos os trabalhadores, essa etapa geralmente impacta mais líderes, diretoria e donos da empresa

Descartar suas necessidades pessoais

Para alcançar certos objetivos profissionais, a pessoa passa a não priorizar questões básicas de saúde. Como dormir e se alimentar bem, assim como ter momentos de lazer e distração, por exemplo.

Evitar os sintomas

A pessoa começa a tomar consciência que há algo errado na sua rotina e saúde mental. Mas evita o confronto com o problema. É aqui que os primeiros sintomas aparecem.

Reformulação das prioridades

Familiares, amigos e hobbies, por exemplo, passam a não ter mais tanta relevância. Em outras palavras, apenas conquistas profissionais satisfazem essas pessoas.

Estágio de negação

Ao mesmo tempo em que o trabalhador nega os seus problemas, começa a ser intolerante com os colegas de trabalho diferentes dele. Agressividade e falta de paciência podem surgir nesse estágio.

Desequilíbrio na vida social

O indivíduo vive apenas para o trabalho. Sua vida social fica praticamente inexistente e quando tem, muitas vezes é relacionada à válvulas de escape como álcool, por exemplo.

Mudança de comportamento

Agressividade, insegurança, medo e vontade de se isolar, podem ser alguns dos comportamentos de pessoas que estão passando pelo processo de burnout.

Essa fase é uma das mais importantes para caracterizar a síndrome. Por isso, colegas de trabalho, familiares e amigos devem ficar atentos a essas alterações.

Despersonalização

O indivíduo já não consegue enxergar os seus próprios valores. Passa a ser apático com as pessoas ao seu redor. É o início do processo de paralisação.

Sentimentos vazios

Após se afastarem dos seus entes queridos, hobbies e visão de mundo, a pessoa acaba se encontrando com um vazio interno. Muitos recorrem mais ainda aos hábitos destrutivos que adentraram ao longo do caminho. O alcoolismo, ou qualquer outro tipo de vício e compulsão, infelizmente são normais nesse estágio.

Depressão

O indivíduo já não tem mais perspectiva de futuro. Após um esvaziamento tão profundo, não consegue enxergar sentido nas coisas. O sentimento de estar perdido, exausto ou cheio de incertezas passam a ser comuns.

Esgotamento

É a Síndrome de Burnout em si. O que ocasiona colapso físico e mental e também pensamentos suicidas. A ajuda médica é necessária e deve ser feita de maneira imediata.

Como evitar a síndrome de burnout na sua empresa

Por ser um distúrbio grave e que afeta milhares de pessoas no ambiente de trabalho, fica evidente a necessidade de tomar medidas a fim de evitar o burnout nas empresas.

É preciso que colaboradores, de todas as áreas, compreendam a seriedade desse problema. Dessa forma, poderão se prevenir para que não ocorram situações extremas. Para isso acontecer, primeiramente os líderes da empresa precisam ter noção da importância da real “folga” do trabalhador.

Ou seja, é preciso que as equipes se organizem para não terem trabalho extra para o final de semana, por exemplo. Somente dessa forma, as pessoas irão conseguir se desligar por completo das suas funções. Focando no bem-estar pessoal.

Em suma, uma maneira prática de implementar essa mudança, é a utilização de canais de conversas específicos para o trabalho. Dessa forma, os momentos focados na vida pessoal não irão ser interferidos pelo trabalho.

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