Futuro do trabalho é a requalificação de profissionais?
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Futuro do trabalho é a requalificação?

Saiba como a requalificação pode preparar para as mudanças que o futuro do trabalho irá passar

POR Redação Whow! | 11/05/2021 14h24 Futuro do trabalho é a requalificação?

Seja em questões pessoais, sociais, econômicas ou no mundo do trabalho, a sociedade moderna apresenta diversas mudanças. Ao mesmo tempo vivemos um período de incertezas a respeito de como será o futuro da comunicação, qual será a próxima tecnologia a revolucionar o mercado, ou qual aplicativo será utilizado para conectar as pessoas, muitos também se questionam a respeito do futuro do trabalho.

Há quem diga que a tendência será os trabalhadores cada vez mais conectados, ou até com trabalho remoto, como já vivemos atualmente. No entanto, é preciso pensar além disso. Entender as demandas que o mercado de trabalho irá trazer, é no mínimo instigante.

Dessa forma, além de se adaptar às tendências que o cenário econômico exige, as empresas também precisarão requalificar suas equipes. Ou seja, treinar os colaboradores para que possam atender às novas habilidades exigidas.

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Por que requalificar é a chave para o futuro do trabalho?

Vivemos uma era em que o trabalho está cada vez mais automatizado, correto? Máquinas, robôs, softwares e até aplicativos têm tomado cada vez mais espaço nas empresas. A previsão é que grande parte das profissões sejam, no mínimo, impactadas nos próximos 10 anos.

Sendo assim, já é possível entender que, apenas no futuro próximo, muita coisa irá se modificar e aqueles que não se adaptarem ficarão obsoletos. No entanto, esse panorama deixa os trabalhadores cada vez mais inquietos com o futuro.

Uma pesquisa realizada pela PwC, demonstra que a requalificação profissional preocupa 92% dos brasileiros adultos. Em outras palavras, a maioria da população já compreendeu que manter-se atualizado pode ser a chave para garantir um futuro mais confortável.

Apesar de ser um tema já debatido há anos, com a chegada da pandemia, essa pauta passou a demandar mais atenção. Um relatório chamado The Future of Jobs 2020, do World Economic Forum (WEF), aponta que, com o isolamento social, mais de 85 milhões de empregos provavelmente irão se deslocar até 2025.

Ainda segundo esse relatório, do total de profissionais que irão permanecer nas suas funções, 50% terão que se requalificar se quiserem fazer parte do futuro do trabalho. Algo que pode parecer assustador, porém não necessariamente significa um malefício para os trabalhadores.

Automação de postos de trabalho x necessidade de requalificação

Diversas previsões a respeito do mercado de trabalho já foram realizadas ao longo da história. No mundo cultural, por exemplo, encontramos determinadas visões pessimistas, que vão desde o livro 1984 de George Orwell, até a série Years and Years, lançada pela BBC em 2019. Ambas obras destacam o lado negativo das automações de postos de trabalho.

De fato, o cenário é preocupante. Um estudo realizado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), em parceria com outras instituições, demonstra que 50% das profissões dos portugueses podem ser automatizadas. Ou seja, a previsão é que até 2030 cerca de 1,1 milhões de postos de trabalho possam desaparecer e, com isso, gerar 4,35 milhões de desempregados.

No entanto, a história nos mostra que mudanças no modelo de trabalho, ao mesmo tempo em que desapareceram com algumas profissões, criam outras. E aqueles empregos que ainda se mantiverem, precisarão se reestruturar tecnologicamente.

Portanto, para os profissionais que almejam se estruturar no futuro do trabalho, é importante adquirir conhecimentos novos e apostar na requalificação e renovação de competências profissionais.

Modelos alternativos de ensino e aprendizagem no mundo de trabalho (bootcamps, ead etc)

Neste cenário, investir em especializações e cursos profissionalizantes pode ser uma boa alternativa para os trabalhadores que desejam se manter atualizados. Assim, novos modelos de aprendizagem surgem com o intuito de atender a essa nova demanda.

Como exemplo, é possível citar os cursos à distância. Segundo um estudo realizado pelo Censo da Educação Superior, divulgado pelo INEP, de 2009 a 2019 o EAD cresceu 378,9% no Brasil. Nesse sentido, a tendência é que o crescimento seja ainda maior nos próximos anos, visto as mudanças que a pandemia estrutura em nossa sociedade.

Outra forma de ensino alternativa que vêm conquistando espaço são os bootcamps. Ele se dá através de treinamentos intensivos e mais rápidos. Com o objetivo de que os alunos adquiriram experiência e desenvolvam novas estratégias e técnicas para o futuro do trabalho

Também impulsionada pela pandemia, outro modo de ensino se adentrou no mercado educacional brasileiro, o chamado sistema híbrido, que apresenta uma proposta que permite ao aluno estar presente fisicamente, em apenas alguns momentos específicos. Apesar de ter sido fruto das medidas de restrições sanitárias, muitos apostam que esse sistema veio para ficar.

Requalificação profissional: pode onde começar? 

Como vimos ao longo do artigo, todos os profissionais, empregados ou empregadores, precisam se adequar ao futuro do trabalho. Todavia, assim como qualquer outra mudança, a requalificação profissional precisa ser feita com planejamento. 

Para isso, confira alguns exemplos de como realizar esse passo em direção ao seu sucesso.

ATIVAR.PT

Lançado pelo governo, este programa está inserido no Programa de Estabilização Econômica e Social, que tem como intuito a redução dos estragos causados pela pandemia.

O programa reforça os apoios ao emprego e à formação profissional dos cidadãos brasileiros. Nesse sentido, ele prevê medidas e programas que podem ser adaptados a diferentes situações, como por exemplo:

  • Apoios ao emprego, em especial para novos desempregados;
  • Formação Profissional;
  • Requalificação profissional no ensino superior.

Instituto do Emprego e Formação Profissional

Este programa, também governamental, tem como objetivo desenvolver profissionais e os encaminhar para ofertas de educação mais adequadas. Do mesmo modo que o ATIVAR.PT, este serviço se destina a profissionais que pretendem melhorar a sua situação frente ao mercado de trabalho.

Acertar o Rumo

Desenvolvido pela Universidade de Coimbra e destinado para aqueles que têm interesse em se atualizarem na área de Tecnologias da Informação, o programa pretende suprir uma parte da falta de profissionais nesta área, ao mesmo tempo que deseja integrar no mercado de trabalho profissionais motivados.

Portanto, é indicado que profissionais de diversas áreas tomem essa responsabilidade para si. É preciso entender quais as necessidades do futuro do trabalho estão sendo demandadas pelo mercado.

Apenas dessa forma o profissional poderá decidir qual a melhor maneira de aprender algo novo e relevante para a sua profissão. Item cada vez mais indispensável no mundo de mudanças frenéticas, que vivemos.