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Fusão nuclear vai produzir energia limpa em larga escala em 15 anos
Escrito por Raphael Coraccini | 22 de Maio de 2019 | 4 semanas atrás

Iniciativas estão sendo tocadas no mundo todo para reduzir o uso de energia via combustível fóssil. Saiba o que Estados Unidos, Europa e China estão fazendo

Cientistas desenvolveram, na China, um reator capaz de atingir 100 milhões de graus Celsius, o que corresponde a sete vezes o calor do núcleo solar e a temperatura na qual os átomos de hidrogênio começam a se fundir em hélio.

A inovação parte do Institute of Plasma Physics, na China, em seu estudo Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST). Segundo matéria do portal do Fórum Econômico Mundial, o reator chinês está servindo de base também para a evolução do projeto de construção do Reator Termonuclear Experimental Internacional (International Thermonuclear Experimental Reactor – ITER), tocado por um consórcio entre União Européia, Índia, Japão, China, Rússia, Coréia do Sul e Estados Unidos.

O reator em construção está sendo tocado no sul da França e a projeção é que o primeiro teste de plasma superaquecido seja feito em 2025 e o primeiro uso prático, em 2035. Ou seja, em 15 anos, a fusão nuclear pode começar a ser usada em larga escala.

Projeto do MIT

Um outro projeto está sendo desenvolvido nos Estados Unidos pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) em parceria com a empresa privada Commonwealth Fusion Systems. Segundo avaliação do Fórum Econômico Mundial, o desenvolvimento das fontes de energia livre de carbono e combustão estão, finalmente, para serem concretizadas graças à fusão nuclear.

Seria o início da era da energia limpa? É o que sempre defenderem os militantes da fusão nuclear contra aqueles que acusam esse tipo de energia de, em casos de acidentes ou mau uso, oferecer riscos incomensuráveis à toda comunidade internacional.

Os medos não são banais e nem exagerados porque é preciso condições de absoluto controle sobre os “restos” da energia nuclear para evitar danos graves. Para haver fusão, é preciso que um combustível composto de isótopos de hidrogênio seja aquecido em temperaturas extremas e mantido sob pressão intensa e confinado por um tempo prolongado.

Riscos

Mas a evolução está acontecendo a plenos vapores. O MIT desenvolveu novos ímãs supercondutores que permitem ao reator operar de maneira linear, diferentemente dos reatores de hoje, que precisam ser resfriados com muita frequência para que não sofram o superaquecimento que foi responsável, por exemplo, pelo acidente nuclear em Fukushima (Japão), em 2011.

Na ocasião, alguns reatores derreteram porque o sistema de resfriamento não funcionou. Um relatório do Greenpace Japão apontou que a radiação e os riscos de contaminação continuam altos em regiões de observação ou mesmo em lugares já liberados para as pessoas viverem. Os níveis, segundo o relatório, variam de 5 a 100 vezes o aceitável para não haver risco de contaminação.

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