Funcionários da fintech Cora vão atuar como investidores da empresa por meio de stock option - WHOW

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Funcionários da fintech Cora vão atuar como investidores da empresa por meio de stock option

Em entrevista ao portal Whow!, o cofundador da empresa comenta que planeja estender o benefício aos mais de 100 colaboradores

POR Eric Visintainer | 10/03/2021 15h02 Imagem: Shutterstock Imagem: Shutterstock

O tema de stock option foi motivo de discussão no final de fevereiro. O principal motivo teve ligação com o termo ter ficado de fora do Marco Legal das Startups aprovado no Senado, no último mês, como o portal Whow! noticiou. No entanto, o relator na Casa, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) prometeu que haverá uma proposta separa para o tema no futuro.
Mas o que significa stock option? O fundo de investimento brasileiro Canary, define o termo como uma oferta de participação na empresa para os funcionário tem que compram as ações no futuro por um preço fixado no presente. A modalidade também é vista com uma das principais formas de reter talentos nas startups, uma vez que estes poderiam atuar em empresas já consolidadas, e muitas vezes com melhores salários.

Stock option para 50 colaboradores

Esta atividade ainda não é tão comum no Brasil, como no Vale do Silício nos Estados Unidos, mas um exemplo recente possibilitou que 50 funcionários da fintech Cora, empresa que faz a administração financeira de pequenas e médias empresas, aderissem ao processo aberto pela empresa em fevereiro para se tornarem sócios.

“Foi assim que começou, mas sabíamos de experiências de outros empreendedores próximos que esse processo tinha que ser bem feito, caso contrário uma conta chegaria. Essa conta é referente ao risco fiscal. A maior parte das empresas que oferecem programas de participação, importou esse modelo dos EUA sem nenhuma customização para o nosso emaranhado fiscal. Funciona, mas se tudo correr bem, sai caro. O custo fiscal para a empresa e os funcionários é enorme”, descreve o CEO e Cofundador da fintech, Igor Senra, ao portal Whow!.
Desta forma, o empreendedor comenta que a Cora adotou o modelo no qual os colaboradores compram sua participação na empresa tendo como referência o valor pago pelos próprios investidores, para a aquisição das ações mesmo.
Fernanda Novak, product manager na fintech, e uma das 49 pessoas que se tornaram sócias conta que estar desde o início em uma startup é um período de incertezas, mas que espera que as stock options se traduza em um retorno por este trabalho.”Como sócia, minha expectativa com o fundo é, lá na frente, receber o retorno desse trabalho, dessas apostas tão iniciais em um cenário de tanto risco e incerteza. E sentir que realmente valeu a pena”, diz a funcionária.

Com a alta adesão, agora a empresa planeja estender o benefício de stock option aos mais de 100 funcionários

Novo unicórnio brasileiro?

Vista como uma das startups brasileiras com possiblidade de chegar ao valor de mercado acima de US$ 1 bilhão e, assim, ingressar o grupo dos unicórnios, o CEO diz que isso deve acontecer, mas que o foco está em “consertar o Brasil”.

“Nosso foco está sempre em entregar muito valor para muitos clientes, a consequência natural disso seria uma valorização da empresa. Olhar o contrário limita e nos empurra para decisões de curto prazo erradas, que não são nosso objetivo. Temos muito o que fazer, nosso negócio é ajudar a consertar o Brasil, por meio de nossos produtos e serviços para as PMEs”, comenta Igor.
Além do novo aporte com a colaboração dos funcionários, a empresa já recebeu dois investimentos desde a sua fundação, em janeiro de 2019, totalizando US$ 10 milhões.