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Pessoas

Entenda a força dos talentos para escalar negócios

Com times pequenos, empresas precisam ser assertivas em suas contratações e buscar formas de reter seus talentos para continuar crescendo

POR Luiza Bravo | 03/02/2020 09h00 Entenda a força dos talentos para escalar negócios Foto (Pixabay)

Pode até ser clichê, mas é a mais pura verdade: empresas são feitas de pessoas. A cada dia que passa, a estrutura das empresas tradicionais, que possuíam um departamento de Recursos Humanos, fica mais obsoleta. Hoje, o valor da maioria das organizações está diretamente relacionado às pessoas que trabalham lá e ao seu potencial. Por isso, não faz sentido que elas continuem sendo vistas apenas como “recursos”.

O que as startups procuram

Se contratar os talentos certos já é um desafio para grandes empresas, imagine para startups. Além de normalmente possuírem times bastante reduzidos – o que aumenta o impacto de cada colaborador no resultado final da companhia –, as startups também têm pouca margem de manobra para erros: qualquer passo em falso pode abalar drasticamente os planos da empresa de escalar.

“A principal consequência da contratação de um talento errado pode ser o fracasso do projeto da empresa. Isso pode desanimar a equipe, que já é enxuta, e levar pessoas alinhadas ao projeto a se desalinhar, o que é extremamente prejudicial”, diz o mentor do promgrama Planeta Startup, Fernando Seabra, ao Whow!.

As empresas que ainda estão no início de suas operações precisam de profissionais versáteis, capazes de atuar de maneira eficiente em diversas áreas.

“Não dá pra ser extremamente específico, você tem que ser um especialista, mas generalista ao mesmo tempo”

Fernando Seabra, mentor da Planeta Startup

A Chief Operating Officer da Potato Valley Ventures, Camila Costa, concorda, mas ressalta que é preciso ter cuidado para não confundir profissionais “coringas” com aqueles que, no fim das contas, não agregam valor à empresa. “Tem que ficar de olho para não inflar a folha de pagamento com pessoas subqualificadas, o que pode afastar possíveis investidores em uma futura rodada de venture capital”, explica.

talentos Foto (Pxhere)

Identificando e retendo talentos

Mas como contratar as pessoa certas? De acordo com os especialistas ouvidos por Whow!, o primeiro passo é definir bem a cultura da empresa, para então começar a buscar talentos que se identifiquem com ela e se adequem de maneira mais natural. As competências técnicas, claro, continuam sendo extremamente importantes, mas têm dividido cada vez mais espaço com as chamadas soft skills, como criatividade, flexibilidade e inteligência emocional.

Gustavo Porto, que é Chief of Innovation and Services do Raja Valley, afirma que essas ferramentas ajudam o funcionário a aderir à cultura da empresa, gerando um ganho considerável de produtividade para a startup. Outro fator importante, segundo ele, é que a empresa deve estar verdadeiramente preparada para receber esses novos talentos.

“Não adianta ter um ambiente friendly, se as hierarquias são opressivas e desgastantes. Um lugar bonito, mas com a cultura tóxica”

Gustavo Porto, chief of innovation and services do Raja Valley

Hoje, já existem diversas metodologias que ajudam as empresas a definir os perfis das vagas e dos candidatos ideais para preenchê-las. Camila defende que os processos seletivos devem ser bastante rígidos, e que os recrutadores devem resistir a cair na tentação de abrir exceções.

“Toda startup tem muito pouco tempo a perder. Conforme a empresa vai ficando mais madura, esse tempo vai diminuindo, e qualquer erro de equipe pode ser fatal. Isso mata a operação muito rápido”

Camila Costa, chief operating officer da Potato Valley Ventures

Com os talentos certos identificados e devidamente contratados, pode surgir um novo desafio para as startups: a retenção. Como os salários não costumam ser altos, é preciso pensar em formas de manter os funcionários de grande capital intelectual nessas empresas. Para isso, Fernando sugere os contratos de vesting, que garantem a esses empregados uma participação societária na empresa, ainda que minoritária.



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