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Fix It: a startup de impressão 3D que está transformando a saúde

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[vc_row][vc_column][vc_column_text]Engana-se quem acredita que impressão 3D é coisa de ficção científica. Esta tecnologia já impacta o cotidiano de muita gente no mundo. Não à toa, é um mercado avaliado em US$ 12,6 bilhões globalmente, com estimativa de quase triplicar o tamanho até 2026.

No Brasil, já existem algumas empresas adotando esta técnica para revolucionar mercados. É o caso da healthtech Fix It, que surgiu na cidade de Natal e desenvolveu um conceito de imobilização articular por meio de impressão 3D. A startup imprime órteses, ou seja, talas imobilizadoras, direto nas clínicas parceiras, descentralizando a produção e a logística neste setor. 

Felipe Neves, fundador e CEO da Fix It, falou com exclusividade à Whow! sobre o negócio, que começou a operar em janeiro de 2017. Ao lado do sócio Herbert Costa, lançaram as órteses durante a Campus Party, evento voltado à tecnologia que acontece anualmente em São Paulo. “Sustentamos a viagem com as vendas na própria Campus Party, vendendo órtese para os gamers e desenvolvedores que tinham tendinite”, conta o empreendedor.

Aprendendo a empreender

A partir de então, a empresa foi crescendo conforme os empreendedores adquiriram conhecimento sobre o mundo dos negócios. Afinal, ambos são da área da saúde – Felipe Neves é fisioterapeuta e Herbert Costa biomédico. Portanto, tiveram de “se virar” para aprender a empreender na prática. 

“A academia da área da saúde certamente não me formou para o mundo dos negócios”, recorda Felipe. Nesse sentido, uma segunda formação, na área de T.I, trouxe contribuições importantes na trajetória. “Acabei trabalhando na área de tecnologia da Petrobrás. Foi essencial para minha formação”, diz. 

No entanto, os maiores aprendizados vieram, segundo o empreendedor, nos programas de aceleração dos quais a Fix It participou.  “Inputei as informações necessárias para desenvolver o negócio. Quando cheguei ali, não sabia o que era CAC, LTV, Churn, nada”, relembra Felipe Neves. 

“Gestão financeira foi o maior desafio da jornada. Depois de quase três anos, eu fui receber meu primeiro salário pela Fix It. E mesmo quando começamos a receber aporte, é difícil saber para onde direcionar o recurso. Mas é o que um investidor meu sempre fala: dinheiro compra mediocridade. É melhor fazer mais com menos, trabalhar com a escassez”, explica o empreendedor. 

Evoluindo modelo de negócio 

A princípio, a Fix It comercializava a solução direto para clínicas médicas, que precisavam, necessariamente, ter uma impressora 3D própria. Apesar de reconhecer que não era um modelo escalável, Felipe Neves afirma que foi este movimento que sustenta a operação atual. “Modelo de negócio evoluiu muito desde o lançamento até hoje. Agora, somos totalmente digitais”, explica. 

Hoje, a Fix It licencia um software, em que os clientes colocam as medidas do paciente e imprimem remotamente a órtese, por meio destes parceiros locais. Hoje, são 110 impressoras 3D filiadas à Fix It no Brasil. 

A complexidade do modelo de negócio está na capacidade de cada impressora 3D. Uma órtese de braço pode ser feita em menos de uma hora; uma de tornozelo, por outro lado, leva cerca de dez horas. 

Nesse sentido, além de ampliar a rede de parceiros com impressoras disponíveis, o momento é de lançar novos produtos que resolvam problemas dos mesmos clientes, a fim de se tornar uma solução mais completa. “Além da imobilização articular, estamos agora trabalhando com planejamento cirúrgico”, explica. “Por meio de uma tomografia ou ressonância, conseguimos materializar o osso do paciente, com a fratura ou lesão idêntica à real. Assim, o médico pode planejar a cirurgia previamente. Com isso, há ganho de tempo, de material, redução de uso da sala de cirurgia, é uma economia absurda para um hospital”. 

Impressão 3D no futuro

A visão de Felipe Neves para a impressão 3D é curiosa. Especialista na área da saúde, ele acredita que a tecnologia perderá relevância no futuro deste setor. “Falo com tranquilidade que, na saúde, não venderemos tanta solução para fratura ou para doenças crônicas, por exemplo, porque a medicina preventiva é que vai avançar mais ao longo do tempo. Podemos falar de melhoramento genético para fortalecimento dos ossos, para evitar doenças crônicas. Podemos falar de roupas que protegem o corpo, por conta de tecidos altamente tecnológicos. E acredito que a Fix It estará bem posicionada nessa parte de prevenção”, explica o empreendedor.

Por outro lado, Neves crê que as impressoras 3D terão um papel fundamental na vida das pessoas e vão disruptar cadeias logísticas inteiras. “Para outros setores, não tenho a menor dúvida. A impressão 3D em casa certamente será uma realidade assim como hoje é um computador. No site de uma loja de brinquedos, uma criança vai comprar o arquivo e imprimir o brinquedo em casa. O mesmo vale para uma luminária, para um copo. Isso já é uma realidade. A logística vai diminuir muito, apenas para grandes movimentações. O resto, a impressão 3D vai descentralizar a logística em todos setores”, finaliza.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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