O ano das fintechs pelo mundo - WHOW

Eficiência

O ano das fintechs pelo mundo

Confira como foi 2020 para as startups de serviços financeiros em uma análise feita pela plataforma americana CB Insights

POR Adriana Fonseca | 09/12/2020 15h45 Imagem: Shutterstock Imagem: Shutterstock

A pandemia da Covid-19 acelerou a adoção de ferramentas digitais no setor de serviços financeiros, e a expectativa é que a mudança para o digital continue por muito tempo depois que uma vacina estiver disponível.

No ano de 2020, um número sem precedentes de investidores iniciantes assumiu a negociação de suas aplicações durante o isolamento social e usou aplicativos em seus dispositivos móveis para abrir contas bancárias e acessar serviços bancários de rotina, Dados da bolsa de valores brasileira, a B3, apontaram em outubro para a marca de 3 milhões de brasileiros aplicando em ações no país. E as plataformas de investimento relataram um número recorde de novas contas

Consolidação como tendência entre as fintechs

Plataformas gratuitas ou de baixo custo hoje reduzem as barreiras à entrada das pessoas nos mercados financeiros, mas para realmente melhorar a vida financeira dos clientes, as fintechs devem aumentar a educação financeira entre os usuários, segundo avaliação da CB Insights, que analisou o segmento das startups do setor financeiro ao longo de 2020.

A avaliação é que a nova geração de plataformas de tecnologia de investimento democratizou com sucesso o acesso aos mercados financeiros. Investir hoje é tão fácil quanto comprar um produto em uma loja como a Amazon. No entanto, com mais investidores amadores, vem mais responsabilidade.

A economia da API (interface de programação de aplicações) impulsionará a próxima onda de inovação em serviços financeiros, permitindo um sistema bancário distribuído, aberto e centrado no cliente.

Os clientes, por sua vez, continuam exigindo mais flexibilidade e propriedade de seus dados financeiros. Também querem que seus bancos os encontrem onde estão  nos aplicativos específicos que usam. A evolução dessa economia de API traz “finanças incorporadas”, que integram serviços bancários e dados de clientes em aplicativos de terceiros, como Uber e Spopify, como aponta o relatório da empresa norte-americana.

Os clientes não querem apenas uma plataforma que ofereça o processo mais eficiente e simples para empréstimos, orçamentos, economias ou investimentos. O que eles realmente querem é um ecossistema unificado de produtos.

Investimentos no terceiro trimestre de 2020

As mega-rodadas de investimento também ganharam destaque em 2020. As 25 mega-rodadas – negócios superiores a US$ 100 milhões – no terceiro trimestre do ano representaram 60% dos investimentos totais feitos nas fintechs. Essa é a maior porcentagem de participação desde o segundo trimestre de 2018.

Ainda no terceiro trimestre de 2020, o número de aportes diminuiu pelo quarto trimestre consecutivo, uma queda de 24% na comparação ano a ano. No entanto, as rodadas de investimento-anjo e capital semente foram um ponto positivo, aumentando 20% na comparação com o trimestre anterior, revertendo uma contração de três trimestres.

A atividade de investimento no terceiro trimestre de 2020 cresceu na Europa e na América do Sul, segundo o relatório da CB Insights. A Europa e a América do Sul foram as únicas regiões que mostraram aumentos trimestrais em atividades de investimento e também no número de aportes. América do Norte, Europa e América do Sul viram o aumento do investimento no trimestre, enquanto o investimento para empresas sediadas na Ásia e na Austrália caiu 12% e 84%, respectivamente.


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