Redução do CO2 é apostada em fintech sueca: da economia à "doconomia"
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Da economia à “doconomia”: fintech sueca aposta na redução do CO2

A startup Doconomy quer contribuir para a redução do consumo de carbono, fazendo com que o dinheiro funcione para um clima melhor 

POR Carolina Cozer | 23/09/2019 20h01 Da economia à “doconomia”: fintech sueca aposta na redução do CO2 Foto Carlos Grury Santos (Unsplash)

A Global Carbon Project, organização que quantifica as emissões globais de gases do efeito estufa, informou que 37 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) foram emitidas no ano de  2018, contabilizando um aumento de 2,7% em relação a 2017. 

Como indivíduos, é possível tomar alguns pequenos passos para ajudar a construir um consumo mais consciente de CO2 para o planeta.

Desta forma, a Doconomy, uma fintech sueca fundada em Estocolmo, em 2018, possui um serviço bancário móvel cuja filosofia é tornar as pessoas mais conscientes dos danos ambientais causados pelo CO2, seus gastos e estilo de vida.

Poupança climática inteligente

Para isso, a empresa projetou o DO Black, um cartão de débito e crédito — feito com bioplástico e impresso com tinta sustentável — a fim de estabelecer um limite de consumo aos seus clientes, mas não nas finanças, e sim na pegada de CO2 causada pelos seus hábitos diários. 

Lançado em colaboração com a ONU e a MasterCard, o cartão tem duas modalidades: uma (White) que apenas rastreia as emissões de CO2 causadas pelo seu consumo, e outra mais radical (Black), que bloqueia o seu acesso após atingir o máximo de consumo recomendado para os humanos. 

Na modalidade Black, ao tentar utilizar o cartão após o limite máximo, o usuário recebe um aviso em seu smartphone: “Transação negada! Você atingiu o seu limite de carbono.” Não há opções para liberação do limite, forçando o usuário a repensar e moldar novas estratégias para seus hábitos de consumo.

CO2 Foto Jerry Zhang (Unsplash)

Cálculo da emissão de CO2

A Doconomy calcula esses índices em conjunto com a Åland Index, que possui relatórios sobre as emissões de CO2 de mais de 4.000 empresas em todo o mundo, e com a WorldBank’s Mitigation of Climate Change Working Group, que calcula o custo social do carbono.

O sistema extrai o código de categoria de um comerciante que o classifica como um tipo específico de loja e, em seguida, faz um cálculo com base na pegada de carbono geral da indústria. O limite é baseado em um cálculo específico da Suécia de quanto carbono cada cidadão pode emitir para permanecer dentro da meta de 2030, estabelecida pela ONU.

“Desde o início, nossa ideia era ajudar os consumidores a formar uma espécie de consciência climática, e achamos que um jeito fácil de fazer isso seria criando ferramentas que eles pudessem usar diariamente, como um serviço bancário móvel e um cartão de crédito”, comenta Johan Pihl, fundador da Doconomy em entrevista à Forbes. 

“Pensamos que a conscientização é a chave para estabelecer um novo tipo de relacionamento entre consumidores e empresas. Os consumidores podem criar uma demanda que realmente forçará as marcas a responder a essa consciência recém criada”


Como compensar o consumo de carbono

Através do aplicativo da Doconomy é possível acompanhar a sua pegada diária de carbono e compensá-la ao transferir pontos para projetos certificados pela ONU, como redutores de impacto.

Em junho deste de 2019, a empresa ganhou o prêmio de Creative eCommerce da Cannes Lions, a principal premiação do setor de Publicidade e Propaganda do mundo. Também foram vencedores do Prêmio Innovation By Design da Fast Company, na categoria Melhor Design da Europa, Oriente Médio e África. 

Por enquanto os cartões White e Black da Doconomy estão disponíveis apenas na Suécia. Porém, há chances de que sejam lançados em breve em outros mercados, como Reino Unido e os Estados Unidos.

https://www.facebook.com/doconomy/videos/2241715192759117/


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