Fintech que financia os estudos recebe R$ 28 milhões - WHOW
Eficiência

Fintech que financia os estudos recebe R$ 28 milhões

A Elleve conquistou um investimento milionário e vai destinar o aporte para aprimorar o uso de IA e na sustentabilidade do negócio

POR Redação Whow! | 26/04/2021 19h27 Fintech que financia os estudos recebe R$ 28 milhões Foto ilustrativa (Freepik)

A oferta de cursos com foco no ensino a distância (EAD), começaram em 2004, tendo a possibilidade de 20 por cento do tempo destinado para esta modalidade. Mas atualmente, esta possibilidade está cada vez mais presente na vida dos brasileiros, seja por conta da pandemia do novo coronavírus ou pela busca de novas atualizações, o chamado upskilling.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, de 2009 a 2019, o EAD cresceu 378,9% em matrículas, enquanto os cursos presenciais tiveram um aumento de 17,8% no mesmo período.

Assim, no ano passado, André Dratovsky criou no ano passado a Elleve, uma startup do setor financeiro que conecta estudantes, na faixa de 20 anos, classe C/D, à faculdades que tenham cursos curtos e de média duração e assume o risco financeiro e, sem garantia, de financiamento dos estudos. Algumas instituições participantes são: Impacta, Mentorama, Be Academy, FM2S, 4ED e Ironhack e mais 54 outras .

E, na última semana, a fintech recebeu um aporte de R$ 28 milhões que foi liderado por sócios da própria fintech, fundos de investimento privados, além de startups. Isso aconteceu apenas um ano após a fundação da empresa.

O valor terá como destino uma evolução tecnológica na empresa, contratação de novo funcionários e e no modelo sustentável de financiamento.

Alunos negativados também podem conseguir crédito na fintech

O avaliação para a liberação do crédito, segundo a fintech, acontece por meio do uso de inteligência artificial e machine learning, testes psicométricos, indo além da tradicional pesquisa no Serasa. Ela também é baseada no potencial do curso financiado e se este faz parte de uma área aquecida do mercado. As taxas variam de 0% a 1,99% ao mês, dependendo do programa, como afirma a startup.

E mesmo alunos negativados ou sem nenhum histórico de crédito podem conquistar um financiamento.

“O ensino superior tradicional há tempos deixou de ser a única opção para o sucesso profissional. A educação profissional mais especializada, por meio de cursos livres ou técnicos, é um caminho mais curto e tangível, de modo que conseguimos torná-la muito mais acessível, de forma fácil e rápida a um público que, até hoje, se desenvolve em grande parte apenas por meio da ´experiência da vida´”, comentou André Dratovsky, CEO e fundador da Elleve, por meio da sua assessoria.

“Muito orgulho do que estamos construindo e, acima de tudo, no impacto positivo e sustentável que criaremos ao nosso redor”, e completou o empreendedor no seu próprio perfil na rede social LinkedIn.

A empresa também destaca que emitiu debêntures que totalizam R$ 123 milhões, para os próximos 18 meses, em educação. Além disso, a fintech de financiamento de estudos quer impactar mais de 30 milhões de estudantes até o próximo ano.

E não perca as novidades nas nossas redes sociais no LinkedIn, Instagram, Facebook, YouTube e Twitter.


+FINTECH

O que esperar com a “fintechzação” no ecossistema de startups
Funcionários da fintech Cora vão atuar como investidores da empresa por meio de stock option
Veja os destaques das fintechs na América Latina no primeiro trimestre de 2021
Fintech brasileira leva mais de R$150 milhões no seu terceiro aporte