Fintech de empreendedor brasileiro em Israel concede crédito em menos de um minuto - WHOW
Eficiência

Fintech de empreendedor brasileiro em Israel concede crédito em menos de um minuto

Apelidada de Startup Nation, o país do Oriente Médio educa os jovens a atuarem como soldados cibernéticos, segundo o fundador da  startup 

POR Eric Visintainer | 11/11/2020 11h40

Vista como uma das próximas startups unicórnio, a fintech Weel fundada por Simcha Neumark, atua com crédito para empresas e foi fundada em Tel Aviv, Israel. O case de sucesso apareceu durante o Whow! Festival de Inovação 2020 na trilha de conteúdo sobre Ideias e Inovação. O empreendedor abordou o desenvolvimento, os desafios e o resultados já obtidos com a empresa que experiencia amplo crescimento, desde o seu nascimento em 2015. O propósito da empresa não é de buscar clientes, mas sim parcerias de longo prazo.

Após um acidente de avião em 2013, o empreendedor decidiu se conectar à religião e abrir mão do trabalho em um banco, onde descreve que não tinha um propósito claro. Além disso, o seu pai, dono de uma empresa têxtil na cidade de São Paulo, teve um prejuízo financeiro ao receber o cancelado de uma entrega dois dias antes da conclusão. “E eu vi o meu pai sofrer com os bancos nos 20 anos seguintes. Então, pensei: “Como é que posso criar algo que vá trazer um bem maior ao mundo?””, conta.

Crédito em segundos em fintech brasileira com sede em Israel

Com o alto volume de base transacional no Brasil por conta da criação da Nota Fiscal Eletrônica, Simcha entendeu que seria possível ver como está a saúde financeira de uma empresa em tempo real. “E partir deste momento, posso ofertar crédito de forma mais barata, rápida, simples e intuitiva do que é ao ir a um banco”, descreve o CEO e fundador da Weel.

A startup possui uma solução em que, quando uma venda é efetuada, o empresário pode receber o dinheiro no mesmo dia. Simcha descreve que a jornada da Weel começou nos Enterprise Resource Planning, ou sistemas de gestão integrados na nuvem, com um botão para o setor financeiro ter acesso a crédito. De acordo com o empreendedor, este processo demora 55 segundos na startup, enquanto o mesmo pode levar de sete a 15 dias úteis nos bancos brasileiros.  

Simcha também comenta que a sua opção por operar direto de Israel, apelidada de “Startups Nation”, foi a quantidade de cientistas de dados advindos anualmente do Exército do país no Oriente Médio. Por conta das fronteiras fechadas de Israel com os seus vizinhos, o país cresceu no deserto, com um solo pouco fértil, mas ele destaca que, a cada dia existem novos projetos de startup nascendo. 

“Em Israel, no geral, você vai encontrar muitos empreendedores com soluções a procura de problemas. E essa caracterização gerou muita inovação no nosso mercado, mas ao mesmo tempo produz muitas coisas que não são utilizadas. E ao mesmo tempo, o Brasil é um local com muitos problemas, mas com poucas soluções”

Simcha Neumark, CEO e fundador da Weel

Foco em tecnologia no Exército israelense

Desta forma o empreendedor enxergou a possibilidade na conexão entre os dois países para atuar no mercado B2B, com crédito para as pequenas e médias empresas.

Simcha destaca ainda que, após o curso básico no Exército israelense, que é obrigatório, tanto para homens quanto mulheres, entre 18 e 21 anos, o cidadão pode seguir a carreira como um soldado de campo ou um “soldado cibernético”, desenvolvendo soluções tanto de hardware quanto software para a corporação. 

E o Exército não usa nenhum componente open source e nenhuma aplicação das big techs ou hardwears de terceiros. “Quando você sai deste treinamento básico, você sabe criar uma empresa tecnológica do zero. E esta experiência de vida te dá uma outra perspectiva”, afirma.

Ele também aponta que a necessidade de inovações tecnológicas acontecem no país do Oriente Médio, principalmente, por conta da alta frequência de guerras na região.

Cultura de amar o que faz e onde trabalha

O empreendedor ainda aponta que, atualmente por conta da demanda por desenvolvedores globalmente, ele disputa a contratação destes profissionais em Israel com as big techs. E para ser atraente para estes talentos, ele desenvolveu uma cultura organizacional diversa e com treinamentos em casa, sem a necessidade de um cursado universitário.

“Quando se cria a cultura empresarial, é importante pensar como fazer com que a pessoa ame o que faz e onde ela está. E com o fato do profissional começar conosco, desde cedo, e com a possibilidade de receber o melhor aprendizado possível, isso cria um senso mútuo de responsabilidade, entre e a empresa e o empregado”, conclui.


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