A evolução do cenário brasileiro de inovação através do Prêmio Whow! - WHOW

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A evolução do cenário brasileiro de inovação através do Prêmio Whow!

Fernando Olmedo, head de business intelligence do CIP, descreveu os objetivos e metas do ranking, além das tendências para inovação no Brasil

POR Redação Whow! | 09/04/2020 19h31 Arte: Grupo Padrão Arte: Grupo Padrão

O cenário brasileiro de inovação a cada ano fica mais maduro, conforme o Whow! publicou no início deste ano. E para explorar e premiar os principais destaques, o Prêmio Whow! de Inovação acontecerá pela terceira vez consecutiva. Ele é uma realização do Grupo Padrão e do Centro de Inteligência Padrão (CIP), está no processo de análise dos principais cases inovadores das empresas tradicionais e startups do País. Mas você você sabe como ele funciona?

O Whow! entrevistou Fernando Olmedo, head de business intelligence do CIP, quem coordena todo o processo do ranking. Ele comentou que a premiação se diferencia das demais no Brasil porque busca a inovação percebida na ponta pelo cliente final. “Precisamos que haja uma percepção de inovação. E por isso avaliamos desde redes sociais até o que está sendo publicado em artigos científicos e na mídia.”

Prêmio Whow! de Inovação

Atualmente existem três categorias para premiação: “Prêmio Whow de Inovação” e “Prêmio Whow! Mulheres Inovadoras”, ambos no terceiro ano, e “Rising Stars”, que em 2020 terá a sua segunda edição. E a metodologia de avaliação difere para cada categoria.

O Prêmio Whow! de Inovação possui duas frentes de atuação. As empresas podem cadastrar os seus cases inovadores dos últimos dois anos através deste link, que ficará disponível até o dia 24 de abril, e também parte da análise acontece pela equipe do CIP, que varia entre 1.500 e 2.000 empresas, a partir de outros rankings do mercado como o “Valor 1000”,  “Melhores & Maiores” e cases divulgados na mídia.

Depois é elaborada uma curadoria de short list com as 300 principais companhias. E na sequência, o CIP vai à campo para buscar os cases de inovação destas empresas nos últimos dois anos.

Na sequência, o material avaliado é encaminhado para 30 mentes brilhantes, que são especialistas do mercado na área de inovação. Eles avaliam três aspectos: relevância da inovação (o nível de transformação que pode trazer ao mercado na área da inovação); projeção de futuro (o quão duradoura é a inovação e a sua capacidade de ser replicada) e valor adicionado (capacidade de agregar valor ao negócio).

Ao final as empresas serão classificadas em seus segmentos, que neste ano serão 38: Adquirentes e Meios de Pagamento, Agronegócio, Alimentos, Bancos, Bancos digitais, Bebidas, Benefícios, Caminhões, Carros, Casa e construção, Construção civil, CPO, Distribuição de combustíveis, E-commerce e marketplace, Eletroeletrônicos, Empreendedorismo social, Energia e utilities, Entregas por aplicativo, Farmacêutico, Farmácias e drogarias, Fintech, Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, Indústria, Mídia e entretenimento, Mobilidade urbana, Plataforma de investimentos, Química e petroquímico, Saúde, Seguros, Seguros e planos de saúde, Serviços de turismo, Serviços financeiros, Tecnologia da informação, Telecomunicações, Varejo – eletroeletrônicos, Varejo – moda, Varejo – redes alimentícias e fast- food, Varejo – super, hiper, atacarejo e cash & carry.

A categoria “Rising Starts”, que engloba empresas de destaque no mercado que apresentem uma proposta inovadora e com grande potencial de crescimento para os próximos anos, possui o mesmo processo de avaliação que o Prêmio Whow! de Inovação. Em 2019, algumas das empresas destacadas foram: Bike Sampa (mobilidade urbana) e Pegmed (startups).

Já o “Prêmio Whow! Mulheres Inovadoras”, recebe inscrições, mas também passa pela análise dos especialistas mentes brilhantes. Em 2020 a categoria terá as seguintes três áreas de premiação: ciência e tecnologia, impacto social e empreendedorismo. E no ano passado as vencedoras foram Lídia Rogério da Telefônica Vivo (ciência e tecnologia), Ana Fontes da Aceleradora Herd (empreendedorismo) e Lia Castro e Carmen Madrilis do Grupo M.Ã.E (impacto social).

“Como aspiração queremos ser o maior prêmio de inovação da América Latina”

Fernando Olmedo, head de business intelligence do CIP

Inscreva-se

A data para a inscrição nos prêmios Whow! de Inovação, Rising Stars e Mulheres Inovadoras vai até 24 de abril. Não perca esta oportunidade de ser um destaque no ecossistema brasileiro de inovação. Faça o seu cadastro através deste site. A entrega dos reconhecimentos ocorrerá dentro do Festival Whow! de Inovação no dia 21 de julho de 2020.

Evolução do cenário brasileiro

Para Fernando a evolução do ecossistema de inovação no Brasil, nos últimos três anos, foi baseada, em sua maioria, em cases de inovação incrementais, porém ele ressalta uma empresa que avaliou como disruptiva.

“De todas as inovações que passaram pelo ranking a mais disruptiva nestes três anos, em minha opinião, foi o case da Eco Panplas. A empresa recicla embalagens plásticas de óleo lubrificante de forma ecológica, sem utilizar água. O processo tradicional é muito agressivo ao meio ambiente”, explicou.

Outro aspecto que chamou a atenção do head de business intelligence do CIP foi o facilitamento dos processos no dia a dia.

“O iFood, no processo de pedir comida; Uber e 99, no transporte; e o Doutor Consulta, na saúde, entre outras startups, estão trabalhando com a otimização de processos, além disso o Big Data e a inteligência artificial se destacaram nos últimos três anos para gestão de processos e interação com clientes”

Fernando Olmedo, head de business intelligence do CIP

Por fim os novos serviços financeiros, principalmente os que aumentam acesso, a digitalização, a redução de taxas e a facilidade de uso para pessoas que sejam leigas no assunto, foi outro aspeto mencionado por Fernando. “Existem até empresas de cobrança automática que já são aceitas em condomínios para a liberação de acesso aos moradores e para compras em postos de combustíveis “, disse. “A quantidade de bancos digitais também aumentou significativamente. E as plataformas de investimento também vão mudar.”


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