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Eficiência

Estudos mostram como a inovação disruptiva traz eficiência para os mercados

Segundo a Pistoia Alliance, em 2018, o percentual de empresas do ramo farmacêutico e da saúde que utilizavam blockchain saltou de 22% para 60%

POR Luiza Bravo | 28/02/2020 16h46 Estudos mostram como a inovação disruptiva traz eficiência para os mercados A disrupção é capaz de destruir setores inteiros para criar novas soluções sobre seus escombros Foto: (Shutterstock)

Na busca pela lucratividade, é natural que as empresas busquem prestar melhores serviços. Essas melhorias são úteis e necessárias, mas raramente são capazes de desenvolver um serviço que transforme o seu segmento de atuação ou, em um nível ainda mais profundo, crie uma disruptura e um mercado totalmente novo.

A inovação que cria mercado acontece, quando uma empresa revoluciona o acesso do público ao serviço que oferece, e consiste em um conjunto de melhorias capazes de mudar o comportamento não só dos clientes, mas também das empresas concorrentes.

inovação disruptiva Foto ilustrativa (Shutterstock)

Inovação depende (não só) da tecnologia

Um estudo do Clayton Christensen Institute avaliou como as novas tecnologias e os novos modelos de negócios impulsionam a inovação geradora de mercado e impacta a evolução das empresas, gerando desenvolvimento econômico.

O artigo destaca ainda que, apesar de parecer algo novo, a inovação disruptiva é algo que já acontece há bastante tempo, e que não depende apenas da invenção de produtos ou ferramentas, mas também da criação de uma nova rede de valor. Como exemplo, os autores citam o caso da Singer, que revolucionou seu mercado de atuação ao criar um público para consumir máquinas de costura – que até então eram de uso exclusivo das tecelagens.

“A chave para o sucesso da Singer não foi apenas a tecnologia. Foi seu modelo de negócios, que criou um novo mercado baseado em pessoas que não possuíam máquinas de costura”

Clayton Christensen Institute

O relatório, no entanto, não deixa de lado a importância que a tecnologia tem para a inovação disruptiva, já que ela possibilita melhorias nos níveis de desempenho das empresas com custos progressivamente mais baixos e também estimula a revolução dos mercados.

A indústria farmacêutica é um desses segmentos. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2017 estima que pelo menos um em cada dez medicamentos em países de baixa ou média renda seja abaixo do padrão ou falso. Agora, o blockchain está sendo usado para evitar fraudes no setor.

Esta tecnologia possibilita o rastreamento e a transparência na cadeia produtiva de medicamentos, fornecendo ao paciente informações sobre matérias-primas, fabricação, embalagem, registro, compras e estágios finais de distribuição.

Um estudo do Pistoia Alliance de 2018 apontou que, em um ano, o percentual de empresas do ramo farmacêutico e da saúde que utilizavam blockchain em seus projetos saltou de 22% para 60% – uma verdadeira revolução no mercado.

inovação disruptiva Foto (Unsplash)

Inovação boa para o bolso

Os bancos digitais talvez sejam um dos exemplos mais emblemáticos de inovação disruptiva. Uma pesquisa da Toluna Insights revelou que quase 20% dos brasileiros já possuem sua conta principal em um banco que não possui agências físicas. O modelo é mais popular, principalmente entre os consumidores que têm entre 18 e 34 anos, mas deve continuar se expandindo também em outras faixas etárias.

O Banco Inter, por exemplo, começou a oferecer contas digitais em 2014, e no fim do ano passado já possuía quatro milhões de correntistas. Em um evento recente em São Paulo, o presidente da instituição, João Vitor Menin, disse que ainda há muito espaço para crescer, e que a plataforma pode chegar a 20 ou 30 milhões de usuários.

O banco mineiro surgiu com a proposta de oferecer contas gratuitas e 100% online para concorrer em um mercado dominado por poucas opções, que existem há décadas, e possuem agências físicas em todo o país.

Outro banco digital com proposta semelhante é o Nubank, que nasceu em 2017 e possui atualmente mais de 17 milhões de clientes. De acordo com um comunicado oficial enviado ao Whow!, a conta digital do Nubank foi desenvolvida “para todos que desejam um serviço mais inteligente, transparente e simples do que as opções oferecidas pelo mercado”.

Segundo o banco paulistano, são utilizadas ferramentas de design, data science e muita tecnologia para atender a todos os clientes. A expectativa é que essa base de usuários cresça 50% em 2020, chegando a cerca de 30 milhões de pessoas.


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