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Eficiência

Estudo mostra o valor e desafios na criação de fintechs

Mapeamento elaborado pela Visa com 175 fintechs mostra que mais da metade não utilizou capital externo para iniciar o negócio

POR Adriana Fonseca | 04/12/2019 16h14 Estudo mostra o valor e desafios na criação de fintechs

Mais da metade das 175 fintechs aceleradas pelo programa da Visa (55%) deram início aos seus negócios sem apoio de capital externo. Entre as que receberam aportes, 53,8% conquistaram até meio milhão de reais.

Segundo o Mapa das Fintechs, elaborado pela empresa de meios de pagamento, até o momento da aceleração, 9,2% das startups haviam recebido até R$ 50 mil, 44,6% entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, 38,5% entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões e, 7,7% informaram ter recebido aportes acima de R$ 2 milhões.

Os aportes vêm de diversas fontes: aceleradoras, investidores-anjo e fundos de investimento, incluindo nesse último capital semente e venture capital.

fintech Foto (Shutterstock)

Faturamento e colaboradores das fintechs

Sobre faturamento, 49% das fintechs respondentes afirmaram que seus ganhos mensais variam entre R$ 5 mil e R$ 40 mil. Outras 21% faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por mês e 11% ganham até R$ 5 mil mensais.

Em relação ao quadro de funcionários, 38% das fintechs possuem menos de dez pessoas no time e 31% têm entre dez e 30 colaboradores. A faixa etária fica distribuída em: 64% têm funcionários com até 35 anos e 22% possuem uma equipe jovem, com idade máxima de 25 anos. Os homens ainda são maioria nas equipes, mas 61% das startups afirmaram possuir mulheres no time.

Neste ano de 2019, o Mapa das Fintechs detectou uma maior diversidade de startups em relação ao levantamento feito em 2018. As startups voltadas para o setor de pagamentos somaram 20,6% do total de inscritos no programa de 2019. Ainda maioria, o segmento apresentou uma diminuição em relação ao ano anterior, quando representava quase 40% do total. Também se destacam na edição atual áreas como mobilidade urbana (6,9%), big data (6,3%), inteligência artificial (5,6%), blockchain (5%) e machine learning (1,3%).

fintechs Foto Shutterstock

Obstáculos enfrentados pelas fintechs

A dificuldade em obter clientes é um dos principais desafios citados pelas startups (14%), junto com questões relacionadas a dinheiro (14%)–como investimento e fluxo de caixa. Em seguida aparecem problemas com a regulamentação (13%).

Em 2018, o obstáculo mais citado foi a burocracia (20%), seguida por inovação (18%) e concorrência (13,4%).

O relatório traz ainda informações sobre a distribuição geográfica das startups. São Paulo continua sendo o estado de origem da maioria das startups e representa 48,8% do total, mas nota-se uma mudança em relação ao ano passado, com destaque para outros estados, como Minas Gerais (10,5%), Paraná (9,3%), Santa Catarina (6,4%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ambos com 5,2%.

Em 2019, Minas Gerais superou o Rio de Janeiro e foi o segundo estado com o maior número de empresas inscritas no Programa de Aceleração da Visa. Paraná e Santa Catarina também cresceram em relação ao ano passado. Em 2018, o estado de São Paulo concentrava 55% das empresas, seguido por Rio de Janeiro (8%), Rio Grande do Sul (7,2%), Paraná e Minas Gerais, com 6,7% cada.

Apesar de ainda estarem em estágio de aceleração, 77% das startups participantes do programa já pivotaram em algum momento, o que significa que mudaram de segmento de atuação, solução ou modelo de negócio. Entre essas, 22% pivotaram apenas uma vez e 3% disseram ter pivotado mais de cinco vezes. Segundo análise da Visa, isso pode ser considerado comum nessa área, já que muitas startups mudam seus negócios conforme demandas e oportunidades de mercado.

A maioria das startups que se inscreveram no programa (55%) tem entre um e cinco anos de existência, enquanto 28% tem até um ano de idade.

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