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Tecnologia

Estudo mostra que Pix acelera crescimento de bancos digitais

Desde 2019, fintechs vêm ganhando parcela do mercado, tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica, e movimento foi acelerado pelo Pix e Open Banking

POR Marcelo Almeida | 09/11/2021 19h00

Um estudo divulgado nesta terça-feira pela fintech Transfeera aponta para um grande crescimento das operações realizadas por instituições financeiras digitais alavancadas pelo Pix.

O estudo cita que, além das facilidades e da boa experiência de uso que esses bancos oferecem, o Pix e o Open Banking foram importantes para o crescimento das fintechs e dos bancos digitais no setor de meio de pagamento.

Intitulado “Market-Share de Bancos 2021″, o estudo aponta que em agosto de 2019, os bancos digitais representavam pouco mais de 10% das operações de recebíveis de pessoas físicas dentro da plataforma.

Este número passou para 30% em 2020 e, com a chegada do Pix em novembro do ano passado, ultrapassou a casa de 50% em agosto deste ano.

Por outro lado, os bancos tradicionais, que tinham mais de 91% de preferência, tiveram uma queda de mais de 40% nos últimos três anos.

Novos players

O Nubank (2,92%) e o Banco Inter (2,47%) eram os dois únicos bancos digitais que apareciam na lista de recebimentos de pessoas físicas em agosto de 2019. No mesmo período em 2020, o estudo aponta para um crescimento de ambos e a ascensão do Pagseguro (2,10%) e do Banco C6 (5%).

Em agosto deste ano, o Nubank escalou ainda mais, chegando a mais de 28%, seguido pelo Banco Inter (7%), Pag Seguro (5,52%), PicPay (5%) e Mercado Pago (3,23%). Neon e Original são a opção de pouco mais de 2%.

Já no caso de operações de pessoas jurídicas, há uma constante perda de mercado dos bancos tradicionais.

Enquanto o Nubank atingiu mais de 10% das operações, a Caixa Econômica, por exemplo,  caiu de 27% para 4% nos últimos quatro anos.

As transações pelo Itaú também viram uma queda dentro da plataforma, saindo de 69%  em junho de 2017 para 10% este ano — perdendo 50% do market share em quatro anos.

“No atual cenário de meios de pagamento no Brasil, para que uma empresa se mantenha competitiva, é imprescindível que ela opere no digital. O movimento do dinheiro para os canais digitais já não se enquadra como um diferencial, mas, sim, como uma obrigação, um caminho sem volta”, afirma Fernando Nunes, cofundador e Diretor Comercial da Transfeera.