Especial: dia a dia em um fundo de investimento em startups, com o GVAngels - WHOW
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Especial: dia a dia em um fundo de investimento em startups, com o GVAngels

O grupo foca em aportes de early stage em empresas brasileiras da nova economia e já investiu R$ 7,5 milhões em 18 startups

POR Eric Visintainer | 19/10/2020 15h51

Hoje, o Whow! dá continuidade ao seu novo especial sobre o dia a dia de fundos de investimento em startups, com em a entrevista com William Cordeiro, diretor-executivo do GVAngels.

O grupo foca em aportes de early stage em empresas brasileiras da nova economia e já investiu R$ 7,5 milhões em 18 startups. Além disso, possui 215 membros associados, que podem atuar como investidores-anjos.Este grupo é composto, exclusivamente, por ex-alunos da Fundação Getúlio Vargas.

Dia a dia do GVAngels 

A rotina dentro do fundo é dividida em duas partes, segundo William. A primeira metade é dedica para as atuais e possíveis futuras startups investidas. Com as que já estão no portfólio do GVAngels o trabalho se dá no relacionamento com os fundadores no auxilia com dicas para o a dia da dia da empresas e outros aspectos que seja pertinentes para o foco de momento de cada empreendedor.

Já com as startups interessadas em serem investidas — os cheques aportados são a partir de R$ 200 mil até R$ 1 milhão —  acontece uma análise de Pitch Decks, avaliação planilhas com projeções enviadas e bate-papos por videoconferência.

O GVAngels também participa de coinvestimentos com outros grupos em rodadas maiores.

A outra parte da rotina diária, de acordo com o atual diretor-executivo, fica separada para o relacionamento com a comunidade de investidores. “Nossa agenda de investimentos segue um calendário previsível, com Fóruns mensais e reuniões do Comitê de Investimento, sempre uma semana antes. Apresentamos aos investidores-anjo do grupo duas oportunidades avaliadas pelo Comitê, mensalmente”, explica.

As startups  finalistas recebem uma proposta em até 45 dias. E o fundo se coloca como agnóstico na escolhe dos setores de atuação das startups, desde que elas sejam de base tecnológica com produtos pronto, validação de mercado, alguma tração, modelos de negócios escaláveis em mercados grandes (US$ 1 bilhão ou mais).

Desenvolvimento do ecossistema

O GVAngels ainda contribui com um evento de networking entre membros e empresas investidas, para o contato com especialistas do ecossistema de empreendedorismo brasileiro, para assim gerar a conexão entre empreendedores, executivos e investidores.

“A nossa postura com os times de startups investidas é de estar disponível sempre que julguem necessário. Não temos ingerência sobre a operação das empresas, o CEO é a melhor pessoa para guiar o time.”

William Cordeiro, diretor-executivo do GVAngels

Ele ainda comenta que a rede 215 investidores fica à disposição para mentorias, acesso a mercado, recrutamento, entre outras formas de ajuda.

“Quando a covid-19 estourou, por exemplo, nos prontificamos para ajudar as empresas do portfólio na gestão do caixa, demissões, pontes financeiras, etc”, conclui.

Avaliação para investimento em startups

Por conta da crise sanitária causada pelo novo coronavírus as dinâmica de encontros com empreendedores, comitês e investidores acontece remotamente e consiste em:
  • Oito minutos de apresentação no Fórum (via Zoom);
  • Oito minutos de perguntas e respostas entre empreendedores e investidores-anjo; e
  • Dez minutos de deliberação sobre avançar ou não com o investimento para Due Diligence.

Desta forma a resposta final para os empreendedores é quase imediata, acontecendo um “sim” ou “não” no mesmo dia em que se apresentam.

No quesito dos fundadores, o fundo busca por quem tem experiência no setor que atua e lidere um ​time com habilidades complementares.

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