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Tecnologia

Especial cidades inteligentes: as oportunidades de negócios trazidas pelos empreendedores

Criadas sob o manto da tecnologia, smart cities podem criar novos mercados e se transformarem em verdadeiras minas de ouro para empreendedores

POR Luiza Bravo | 14/04/2020 09h30 Foto ilustrativa (Freepik) Foto ilustrativa (Freepik)

O conceito de Cidades Inteligentes já existe há algum tempo, mas nos últimos anos vem ganhando mais força e investimentos relevantes – e deve continuar em crescimento. Até 2025, esse mercado deve movimentar US$ 2,4 trilhões em todo o mundo, de acordo com um estudo feito pela consultoria Frost & Sullivan. Mas como os empreendedores podem tirar proveito desse novo cenário que vem se desenhando a cada dia?

Empreendedores de olho nas oportunidades

Cada cidade possui, por natureza, suas particularidades. E por isso, é possível que empreendedores ao redor de todo o mundo encontrem espaço para desenvolver soluções – e lucrar com elas. Assim, uma cidade que busca alcançar o status de “inteligente” deve procurar primeiro a comunidade local de tecnologia e empreendedorismo antes de buscar alternativas milaborantes que venham de fora.

Os empresários, por sua vez, devem se colocar à disposição das autoridades locais para participar dos debates sobre as necessidades de cada cidade. Só assim é possível desenvolver soluções singulares para cidades únicas, tornado-as, de fato, inteligentes.

Um levantamento da consultoria PwC apontou que as oportunidades surgem antes mesmo da criação das smart cities. Segundo o documento, somente nos Estados Unidos, as soluções voltadas para as cidades inteligentes vão representar 69% do mercado em 2022. 

Entre as principais oportunidades de negócios para empresas que desejam lucrar com a ascensão das cidades inteligentes, estão:

cidades inteligentes Foto ilustrativa (Freepik)

Análise de dados em tempo real

Os dados já são considerados “itens” extremamente valiosos, por fornecerem informações inteligentes de várias perspectivas. Eles são fundamentais para o desenvolvimento de modelos de cidades inteligentes, e a capacidade de coletar e relatar tendências é vital para o sucesso desses projetos.

É preciso, no entanto, saber lidar com a quantidade de dados disponíveis no mundo – que é assustadora, e não para de crescer. De acordo com a International Data Corporation, o volume global de dados deve atingir 163 zettabytes até 2025. Para se ter uma ideia, um zettabyte é o equivalente a cerca de um bilhão de terabytes.

Para gerenciar essa enxurrada de dados, serão necessárias cada vez mais soluções baseadas em inteligência artificial e machine learning. Assim, empresas que desenvolvem tecnologias para acessar dados e criar análises significativas, a fim de estimular a criação de soluções em outros segmentos, têm muito a ganhar a longo prazo.

Segurança e proteção nas cidades inteligentes

O uso de sensores e internet das coisas na área de segurança começou no âmbito privado, mas já vem sendo difundido em muitos países, também, na esfera pública. Com o desenvolvimento das cidades inteligentes, a tendência é que cada vez mais a tecnologia seja usada para garantir a segurança dos cidadãos, e as empresas capazes de desenvolver soluções neste sentido poderão, sem dúvidas, lucrar muito.

Os empreendedores também devem ficar atentos aos nichos de mercado que prometem crescer nos próximos anos, como o de idosos, por exemplo. Desenvolver sistemas e dispositivos que deem mais autonomia e segurança para a terceira idade pode ser uma grande oportunidade em um mundo onde a expectativa de vida é cada vez maior.

Conveniência

A tecnologia emergente não precisa, necessariamente, criar algo do zero, mas pode melhorar os serviços que realmente importam, levando cada vez mais comodidade aos moradores das cidades.

Sensores podem coletar dados que ajudam os governos no gerenciamento dos centros urbanos, regulando o tráfego e adotando medidas de manutenção preventiva em estradas e outras instalações públicas, por exemplo. Já na esfera privada, a expectativa é que cada vez mais empresas se interessem por soluções capazes de melhorar a experiência de seus clientes, como tecnologias de autoatendimento e pagamento digital.

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cityfutur Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche)


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