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Eficiência

Escalabilidade: o que é e por que é importante?

Para ter uma boa escalabilidade com mais facilidade, as empresas precisam desenvolver um negócio capaz de ser replicado sem que os gastos cresçam na mesma proporção

POR Marcelo Almeida | 01/11/2021 16h09

Escalabilidade, no setor de negócios, significa basicamente o potencial da companhia de expandir o negócio, considerando sobretudo a sua estrutura e seus recursos. Quando uma empresa tem escalabilidade, ela é capaz de aumentar a produção ou o número de clientes sem enfrentar problemas que acabem impactando sua performance.

Trata-se de algo muito analisado e procurado por empresas, o que tem inclusive levado ao surgimento de cargos especializados nessas questões, como o growth hacker, que se especializa em ajudar empresas a alcançar um melhor desempenho e crescer mais rápido sem aumentar significativamente os custos.

Além disso, é um indicador muito valorizado por investidores, sobretudo porque pode servir como uma previsão eficiente de que os investimentos terão um bom retorno.

Para ter uma boa escalabilidade com mais facilidade, as empresas precisam desenvolver um negócio capaz de ser replicado sem que os gastos cresçam na mesma proporção. Muitas vezes, isto é alcançado por meio de tecnologias nos meios digitais.

Franquias

Uma das formas mais conhecidas de conseguir essa expansão é pelo sistema de franquias, no qual um modelo inicial de serviço é ensinado e licenciado a terceiros, dispostos a pagar uma taxa  para vender os produtos da companhia central ou prestar os serviços que ela oferece, esperando começar a ter retornos em um período relativamente curto de tempo.

Grandes cadeias, sobretudo no setor alimentício, como McDonald’s, tornaram o modelo um sucesso para aumentar a área de atuação, a receita e a expansão das empresas.

Como define a lei 8.955/94, no sistema de franquias o criador do modelo cede ao franqueado o direito de usar a marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou serviços, assim como usar a tecnologia de implementação e administração do negócio ou os sistemas operacionais desenvolvidos pelo franqueador, em troca de uma remuneração.

O apelo dessa modalidade de negócio é que permite benefícios para ambas as partes: quem sempre quis ter um negócio, mas não quer correr grandes riscos ou já fracassou em outras empreitadas, pode ver no sistema de franquias uma forma de investir de forma mais segura em um negócio que já esteja bem estabelecido.

Por outro lado, além das questões legais e de fornecimento do know-how de como operar o negócio, a companhia principal fica livre das atividades operacionais diárias em cada loja e de gastos com montagem e manutenção do negócio, deixando isso por conta do franqueado.

Venture capital e outros modelos

Além do modelo de franquia, as empresas, sobretudo startups, podem conseguir uma maior escalabilidade por meio dos fundos de venture capital ou de investidores-anjos.

Quando a empresa demonstra um bom potencial de crescimento, pode receber aportes significativos por parte de investidores interessados em empresas em estágios iniciais que possam render bons lucros futuros.

Para isso, no entanto, a empresa precisa contar com um modelo de negócios bem delineado e uma solução bastante atrativa para gerar o interesse de investidores.

Mas não apenas as startups podem receber investimentos desse tipo. Companhias já estabelecidas, mas que demonstram uma boa escalabilidade, um bom potencial de crescimento, podem atrair da mesma forma os investidores.

Basta demonstrar o potencial da empresa e um bom plano de negócios, como já citado.