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Entenda o que é o varejo como um serviço e a tecnologia por trás

O que é o retail as a service e as empresas que são referências nessa mudança de papel do varejo, estimulada pelas novas tecnologias. Conheça

POR Raphael Coraccini | 24/03/2020 10h00 Entenda o que é o varejo como um serviço e a tecnologia por trás Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche)

varejo é um dos setores que tem mais potencial de captação de dados qualificados para que outros setores entrem de cabeça na economia dos dados. Isso por conta do contato direto que possui com uma massa enorme de consumidores e sua capacidade de saber o que esses clientes esperam de uma experiência de compra.

Essa expertise tem sido bem aplicada por algumas empresas do setor, que entenderam que o varejo é capaz de municiar outros setores de dados importantes para melhorar essa experiência de compra. Esse potencial só se tornou aplicável por conta do desenvolvimento de tecnologias, como Big Data, Analytics, Machine Learning e Inteligência Artificial.

Esse potencial tem sido usado na transformação do setor em uma interface de captação e tratamento de informações a favor de todo tipo de negócio.  O retail as a service ou varejo como um serviço é voltado para melhorar a performance de outras empresas do próprio varejo ou de outros serviços.

Varejo como um serviço

Na loja física

O retail as a service tem como um de seus pontos mais importantes o caráter experimental da loja física, onde os consumidores podem interagir com os produtos sem necessariamente comprar.

Sephora é um dos exemplos. Há cinco anos, a empresa começou a desenvolver tecnologias que permitissem que lojas físicas e online tivessem capacidade de experimentação semelhantes. Nos últimos anos, a empresa tem registrado aumento de receita por que tem atraído jovens pela capacidade de oferecer produtos baseados na captação de dados nessas plataformas.

Os clientes de cosméticos, hoje, são menos fiéis às marcas e encaram a procura por um produto como uma caça ao tesouro. Assim sendo, os mais de 2 mil pontos de venda da Sephora na América do Norte apostaram nessa oferta de experiência sem necessariamente atrelar à compra na hora.

retail1 Foto ilustrativa (Pixabay)


Retail as a service no Brasil

No Brasil, o Magazine Luiza vê as vendas em seu marketplace crescerem acima das vendas no e-commerce e nas lojas físicas. A varejista se propõe a ser uma plataforma de serviços ao varejo e o marketplace é a principal arma.

No meio do ano passado, a empresa lançou também o que chamou de marketplace invertido, colocando, produtos do Magazine Luiza dentro de lojas de varejistas físicos por todo o Brasil, em especial, em Estados onde a gigante do varejo não tem lojas físicas. Além da plataforma de vendas, portanto, a varejista quer ser também distribuidora.

A empresa está empenhada também em ser um fornecedor de tecnologia para as demais varejistas. Em 2018, comprou a Softbox, startup mineira focada em soluções para empresas que desejam fazer vendas digitais ao consumidor final, para ampliar seus serviços B2B de vendas online e entregas para compras feitas pela internet.

O resultado disso é que o Magazine Luiza tem juntado ao seu ecossistema até empresas de bens de consumo, ou seja, que produzem ou distribuem os produtos que a varejista, antes, comprava para revender.

Amazon

A “big tech” é o varejo como serviço em essência. A empresa que começou como livraria conseguiu conquistar seu break even (momento em que uma empresa começa a dar lucro) só por conta da AWS, seu serviço de nuvem, utilizados por empresas de todos os setores para vender nas plataformas da Amazon ou ter a sua disposição um local para armazenagem de dados em segurança.

Hoje, a empresa oferece hospedagem para aplicativos e sites, backup de armazenagem, TI para empresas e banco de dados para clientes de todos os setores da economia em mais de 190 países.


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