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Entenda os seis estágios do ciclo de vida das startups

Com fases que vão do planejamento até o exit, as startups nascem, se desenvolvem e chegam a uma finalização da mesma forma que qualquer organismo vivo

POR Carolina Cozer | 13/12/2019 11h15 Entenda os seis estágios do ciclo de vida das startups

Startups são como organismos vivos, com estágios que vão desde a concepção até a maturidade e a “morte”, com a diferença que estes organismos foram projetados para crescerem rapidamente.  Algumas pessoas gostam de observar este ciclo de vida das empresas de inicialização como uma linha do tempo reta e crescente; outros, como um circuito que se retroalimenta e nunca pára. 

Independentemente do formato dado ao percurso, ele é composto por estágios observáveis e previsíveis. Contudo, a intensidade, dureza e impacto pelo qual uma startup irá atravessar esse trajeto não pode ser adivinhado. A Small Business Trends, em uma publicação sobre os ciclos das startups, defendeu que muitas novas empresas passam por primeiros e últimos estágios muito suaves, mas cujo processo intermediário é caótico e nada bonito de se ver.

Os seis estágios do ciclo de vida das startups

Ideia

A partir do momento em que uma pessoa decide montar um negócio, o primeiro estágio já se inicia. O planejamento é a primeira parte da vida de uma startup, e não deve ser negligenciado.

De acordo com um estudo da sobrevivência das empresas no Brasil, levantado pelo Sebrae, a maior parte das empresas que fecham antes do segundo ano de vida tiveram tempo de planejamento inferior a oito meses, e seus gestores não se capacitaram com cursos de gestão de negócios durante o processo.

Ainda de acordo com o estudo, outro motivo que leva à morte das startups é a falta de necessidade de mercado das soluções prestadas pelos novos negócios. Logo, este é o momento de questionar por que se envolver neste segmento, qual é o nicho de mercado a ser explorado e de que forma a solução oferecida é inovadora.

O grande desafio dos empreendedores para que a empresa saia do estágio da ideia, e parta para o próximo degrau, é a falta de acesso a capital financeiro; neste momento, pode ser necessário recorrer a familiares, amigos ou empréstimos bancários para sair do planejamento e partir para a mão na massa.

startups Foto (Pexels)

Início

Pode-se dizer que uma startup existe, de fato, quando ela está registrada em termos legais, e suas operações estão dando os primeiros passos.

É esperado que o empreendedor, nesta fase, já tenha feito ao menos os testes iniciais para compreender e validar a ideia do negócio. É a fase do MVP (Minimum Viable Product), quando se lança um produto ou serviço com o mínimo de investimento possível, a fim de envolver perdas numerosas em caso de falhas.

Também é a fase onde as empresas começam a formar as suas primeiras equipes, clientes, movimento de caixa e presença de mercado.

Ainda não é o momento ideal para se correr atrás de investidores, concentrando o foco em se colocar no mercado, mas com todo o cuidado para não gastar muito dinheiro.

Crescimento

Os primeiros sinais de tração devem começar a surgir aqui. Em comparação à vida humana, este seria o estágio da infância, onde se adquire um pouco de tamanho, mas ainda com pouca maturidade.

Segundo a Entrepreneur, o maior desafio para empreendedores neste estágio é dividir o tempo entre toda uma nova gama de demandas que exigem atenção: gerenciar níveis crescentes de receita, atender clientes, lidar com a concorrência, acomodar uma força de trabalho em expansão.

Este é um grande momento para se coletar os feedbacks dos clientes para refinar os processos. É a hora, também, de estabelecer uma gestão mais sólida, com melhores recursos de contabilidade, RH e expansão de times, para que o projeto possa ganhar maturação.

No ciclo de crescimento, buscar apoio de aceleradoras ou incubadoras pode ajudar a empresa a subir um degrau e atingir o próximo passo, o da validação.

Validação

Esta é a hora de escalar o negócio para que ele possa se tornar próspero e se manter relevante no mercado. Para muitas startups, é um estágio difícil de se atingir, e pode envolver a necessidade de pivotar o negócio para sair de uma zona de estagnação.

A empresa atinge validação quando se torna autossustentável, atingindo o momento do breakeven. Aqui, já começa a hora de partir em busca de bons investidores, ou financiamentos governamentais. É preciso focar em manter uma faixa de crescimento, retenção e aquisição, mesmo que a velocidade, agora, não seja mais tão intensa quanto no princípio. 

A validação é a vida adulta de uma startup, que chegou em seus primeiros picos de sabedoria, prosperidade e independência.

startups Foto (Pexels)

Maturidade

Este é o estágio em que os ciclos de expansão já começam a pausar. A empresa, aqui, já é próspera–ou deveria ser–influente e estável no mercado. 

Alguns negócios sofrem neste momento com a grande concorrência, ou com fluxos de caixa negativos, uma vez que o período de boom terminou. Pode ser a hora de se fazer manutenções para evitar perdas financeiras, o que, algumas vezes, envolve cortes de gastos. 

A Entrepreneur também sugere que, nesta fase, os empreendedores se deparem com duas opções: pressionar a empresa por mais expansão, ou sair do negócio de vez. Caso decidam expandir, talvez seja a hora de buscar por novas oportunidades e empreendimentos, mas sempre questionando se a empresa é capaz de sustentar um projeto adicional.

Muitas empresas mudam de liderança neste estágio, trazendo um CEO experiente que está mais apto a enfrentar os novos desafios.

Exit

Todas as startups, assim como os seres vivos, irão morrer de uma forma ou de outra. A diferença é que o período de “morte” não necessariamente significa o fechamento do negócio, mas talvez a venda para um grande investidor, ou a abertura do capital (IPO).

A grande dificuldade, no momento da venda, é encontrar parceiros e investidores dispostos a comprar empresa, seja para tomar liderança de operações ou para incorporá-la em outros negócios.

Caso a startup tenha tido um crescimento significante, e se torne uma das referências em seu segmento, o IPO pode ser, também, uma estratégia válida. 

Contudo, a investidora Startup Explore sugere que há uma tendência crescente no mundo das startups quando se trata de abertura de capital: mais e mais empresas estão postergando o momento da oferta pública inicial. Isso é uma consequência da alta quantidade de capital disponível no mercado de startups de venture capital, de empresas de private equity ou de outras instituições de investimento.

Zipmail –  adquirido pela Portugal Telecom em 2000

Buscapé – adquirido pela Naspers em 2009

Getnet – adquirido pelo Santander em 2014

Catho – adquirida pela SEEK em 2016

ShopBack – adquirida pela Linx em 2017

99 – adquirida pela Didi Chuxing em 2018

Hiper – adquirida pela Linx em 2018

Conaz – adquirida pela Ambar em 2019


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