Entenda o Open Banking e o que muda para PMEs - WHOW

Eficiência

Entenda o Open Banking e o que muda para PMEs

Com necessidades distintas para cada perfil, o conceito de “banco aberto” propõe produtos e serviços personalizáveis

POR Daniel Patrick Martins | 06/08/2021 18h59

Acesso a crédito é um dos principais fatores para o crescimento de um ecossistema empresarial. Seja para pequenos, médios ou grandes negócios, variáveis como faturamento e tempo de abertura influenciam nas ofertas de empréstimos dos bancos e fintechs. Com a chegada da segunda fase do Open Banking no dia 13 de agosto, a expectativa do mercado é que se torne mais fácil para empreendedores obterem boas condições ao levantar capital. 

O Open Banking, termo em inglês que traduzido significa “banco aberto”, é uma solução em que as instituições financeiras abrem suas carteiras de crédito para disponibilizar, principalmente para aqueles que não mantêm relacionamento com estas, seus produtos e serviços financeiros. Do outro lado, os usuários podem transitar seus dados por todas as instituições financeiras, mesmo que não sejam clientes. Falamos um pouco mais sobre isso neste artigo da chegada do Open Banking ao Brasil.

A partir desta oportunidade, milhares de PMEs poderão ter acesso ao capital oferecido pelos bancos e comparar as taxas praticadas. Com esta autonomia, as empresas poderão escolher com maior praticidade os produtos e serviços mais atrativos ao seu negócio.

As perspectivas do Open Banking para as PMEs

Para Rafael Schur, sócio da consultoria EY, além das oportunidades que os bancos tradicionais oferecem, as fintechs também se beneficiam com esta novidade em relação ao crédito às PMEs. “A dinâmica na relação com esse sistema financeiro está mudando. Isso dá espaço para novos entrantes conseguirem se posicionar, mas também abre espaço para os próprios bancos tradicionais repensarem algumas dinâmicas de como esse atendimento em relação ao crédito acontece com essas pequenas empresas”, diz o especialista em entrevista ao Finsiders. 

Toda esta revolução está sendo implantada desde julho deste ano. Com estudo e direcionamento do Bacen (Banco Central), as instituições participantes compartilham as informações bancárias entre elas, mas somente com o total consentimento dos clientes, para a disponibilidade dos produtos financeiros entre eles.

As transações realizadas e as informações trocadas entre as instituições, assim como todas as propostas, são amparadas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), cujas sanções estão em vigor no Brasil desde o começo do mês de agosto deste ano.

Com essas perspectivas para a realidade do empreendedor frente a tomada de decisões e, consequentemente, para a melhoria de seus negócios, a competitividade e inovação será um item a mais para esta concessão de crédito, pois os usuários terão mais liberdade de escolhas.

“O Open Banking aumentará a competitividade. Isso será facilitado, porque estará tudo digitalizado, integrado entre as instituições financeiras. É a oportunidade para os pequenos empreendedores reduzirem custos fixos relacionados à gestão financeira do seu negócio, melhorando seu fluxo de caixa”, relata Cristina Vieira, analista de capitalização e serviços financeiros do SEBRAE.

Este novo modelo, que faz parte do Open Finance, permite que as PMEs usem as plataformas e continuem consumindo muitos dos produtos já oferecidos pelas instituições e tenham outros a disposição. A novidade abre caminhos para além da gestão de fluxo de caixa em seus empreendimentos, mas também uma maior capacidade de inovação no setor.