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Eficiência

Entenda o conceito de venture building

Empresas investem, constroem e desenvolvem startups através de recursos próprios, em troca de participação acionária no negócio

POR Luiza Bravo | 02/09/2020 11h16

Existem diferentes maneiras de impulsionar um negócio. Apesar de os aportes financeiros serem a forma de ajuda mais conhecida – e, normalmente, mais buscada pelos empreendedores –  outros tipos de suporte também podem ser muito bem-vindos. É esse o foco do venture building. As venture builders são organizações dedicadas a produzir sistematicamente novas empresas, ajudando-as a crescer e ter sucesso.

O que fazem as venture builders?

Também chamadas de “startup studios” ou “fábricas de startups”, são empresas que investem, constroem e desenvolvem startups através de recursos próprios, desde infraestrutura física até recursos humanos. Em contrapartida, ganham participação acionária na na empresa criada até o break-even point (ou ponto de equilíbrio), quando a empresa de fato começa a ter lucro.

Elas se envolvem em basicamente cinco atividades principais: identificação de ideias de negócios, formação de equipes, acesso a capital, ajuda no gerenciamento dos empreendimentos e fornecimento de serviços compartilhados. As venture builders se dedicam ainda a outras duas atividades importantes: o emprego de uma metodologia empreendedora e o fornecimento de talentos.

Segundo especialistas, as ventures builders oferecem maior segurança ao empreendedor, pois participam ativamente dos processos operacionais da startup, sendo essenciais na gestão de diferentes áreas, como financeiro, marketing e jurídico. Além disso, elas auxiliam desde o desenvolvimento do modelo de negócios até a criação do Mínimo Produto Viável (MVP).

Existem venture builders que, além de trabalharem para empreendedores e investidores, atuam também com grandes empresas. Uma delas é a Move2 the Next Level, que já lançou algumas startups corporativas e diversas iniciativas digitais para empresas líderes de mercado.

“O objetivo do modelo é dinamizar a evolução da startup, de forma a reduzir custos e riscos que envolvem a criação de um novo negócio”, diz o sócio André Ghion. “Nova Spivack, investidor-anjo que criou o termo ‘venture builder’, afirmou que essa é ‘uma nova abordagem para a criação de startups’”, complementa.

Diferenças com outros modelos

Existem algumas diferenças importantes entre o modelo de venture builder e outros tipos de organizações:

  • Startups: geralmente se concentram em um negócio principal, enquanto os venture builders produzem continuamente novos empreendimentos.
  • Aceleradoras ou incubadoras: fornecem mentoria e alguns serviços compartilhados, por um período limitado e com equipes externas. Em uma venture builder, por sua vez, todas as ideias são desenvolvidas internamente, e as equipes são construídas do zero. 
  • Fundos de Venture Capital: investem apenas em equipes e ideias de negócios que atendam a seus critérios, sem se envolverem operacionalmente. Por outro lado, os venture builders estão intimamente ligados ao gerenciamento diário da operação. 

Venture Building: uma alternativa para todos?

De acordo com André, o venture building é indicado, em um primeiro momento, para quem está começando a investida em tecnologia e tem alguma ideia específica que gostaria de desenvolver. “Mas os VBs estão mudando e começaram a oferecer inovação aplicada e transformação digital em um formato muito prático para empresas que querem inovar e ir além. Imagine que alguns projetos que estão no pipeline de inovação são colocados no ar em meses e conduzidos pelos VBs como suas startups próprias”, diz.

O sócio da Move2 acredita ainda que o venture building é capaz de criar oportunidades de inovação tanto entre as startups, como no mercado corporativo regular. A mágica, na verdade, consiste em trazer a valor presente a visão de empreendedores, empresários e executivos das empresas.

“O foco sempre é aplicar a inovação, trazendo para realidade as ideias e validando se elas realmente são boas. Para um builder, ideia boa é ideia implementada.”

André Ghion, sócio da Move2 the Next Level


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