SPAC IPO, entenda com funciona a nova modalidade de investimento
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Entenda como funciona a nova modalidade de investimento, o SPAC IPO

No Brasil, a CVM pediu sugestões sobre esta modalidade na audiência pública de março e vai receber comentários até julho

POR Redação Whow! | 13/04/2021 14h25 Entenda como funciona a nova modalidade de investimento, o SPAC IPO Imagem: Gino Crescoli (Pixabay)

Apelidado de “IPO do cheque em branco”, o SPAC (Special Purpose Acquisition Company, ou um veículo de propósito específico de aquisição) é uma empresa que não possui um produto, mas sim especialistas do mercado de investimentos que querem acelerar o processo de uma empresa abrir o seu capital e com isso faturar sobre o aporte inicial realizado. Já quem investe confia que os chamados de sponsors vão encontrar uma companhia para investir pelo preço certo.

E o aporte será feito não diretamente para uma empresa específica, mas para um fundo de investimento, o que faz com que esse mercado aconteça em torno de nomes reconhecidos.

Apesar do conceito ainda ser novidade no Brasil, os Estado Unidos já registraram mais de 240 IPOs de SPACs no último ano, de acordo com dados da SpacInsider. E apenas no primeiro trimestre de 2021 já aconteceram 296 no mesmo país.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pediu sugestões sobre o SPAC na sua audiência pública em março deste ano e receberá comentários até julho.

Como é criado um SPAC

Segundo o CB Insights, esta modalidade de investimento existe desde os anos 90. E de acordo com a publicação, qualquer um ou qualquer empresa, com experiência em investimentos, consegue criar um SPAC.

Uma pessoa ou grupo abre uma holding que não possui nenhuma atividade econômica específica, se cadastra para ter o capital aberto e vai em busca de investidores para apresentar e vender a sua experiência, em vez de um produto que possui. Após a aquisição das futuras ações por acionistas da nova empresa criada, a empresa aguarda para ser anunciada na bolsa de valores. Com a abertura de capital, ela busca outras para serem adquiridas e negocia os termos da compra. Os acionistas votam na compra ou não da outra companhia.

O dinheiro para a fusão vem da abertura de capital da empresa originária e também do investimento de capital das pessoas interessadas. Por fim, a empresa adquirida também começa a operar na bolsa de valores e o ticker na venda das ações muda para empresa adquirida.

O CB Insights indica ainda que, por meio de um SPAC, a nova empresa não necessita de uma quantidade menor de requerimentos para também se tornar pública, no entanto o período deste processo pode ser reduzido.

Após o IPO do SPAC, há um prazo 24 meses para a aquisição da empresa-alvo do contrário, o modelo é desfeito e os acionistas recebem o dinheiro de volta.

Pontos positivos e negativos

A plataforma de dados do ecossistema de inovação também pontua os dois extremos no cenário de um SPAC.

Do lado positivo, esta transação pode evitar a incerteza de preço para o IPO. O CB Insights afirma que, a equipe de gestão consegue negociar um preço de compra exato, para não se deixar dinheiro na mesa. Mas as taxas do patrocinador podem agregar novos custos. Além disso, o processo de fusão do SPAC pode ser mais rápido do que o IPO tradicional, levando de três a quatro meses, de acordo com a PwC.

Já do lado negativo por muitos anos os “patrocinadores” enriqueciam às custas de outros investidores. Também existem altas despesas para a empresa-alvo. E há pouco que um investidor possa fazer, se for comprovado, depois da fusão, que o patrocinador não fez a devida diligência.


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