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Entenda as 3 estratégias para investimentos do SoftBank 

O sócio-diretor da empresa japonesa no Brasil fala da visão do SoftBank para os seus investimentos e comenta o papel vital do empreendedor

POR Eric Visintainer | 21/10/2019 12h24

Com um apetite global para investimentos em empresas da nova economia, também conhecidas como startups, o SoftBank – fundo japonês fundado em 1981 e liderado hoje por Masayoshi Son, a segunda pessoa mais rica do Japão, segundo a Forbes – já conta com aportes em empresas como Uber, Boston Dynamics, Alibaba, Didi, Rappi, enquanto no Brasil o portfólio inclui nomes como Creditas, MadeiraMadeira, QuintoAndar, Gympass, Banco Inter e Loggi.

Durante o evento OurCrowd Sync SP 2019, Andre Maciel, sócio-diretor do SoftBank, destacou a baixa penetração de investimentos no estilo venture capital (capital para crescimento, normalmente por meio da compra de uma participação acionária) o que torna a América Latina uma região a ser explorada por investidores. Além disso, o executivo comentou sobre o impacto global que o Brasil possui, por exemplo, para marcas como Instagram e Facebook, as quais têm aqui uma das suas principais audiências.

“A oportunidade no Brasil é incrível . Não há nada como isso na Europa ou nos Estados Unidos. Tudo no Brasil está 10 anos atrasado”

Andre Maciel, sócio-diretor do SoftBank no Brasil

SoftBank Foto (Pixabay)

O SoftBank anunciou no primeiro trimestre de 2019 um fundo de US$ 5 bilhões para dedicar a startups na América Latina, chamado Innovation Fund

“Em 2018 houve um aumento nos investimentos em novos negócios na América Latina. E a China passou os Estados Unidos em quantidade de investimentos”, comentou Maciel.

Segundo a Associação de Privaty Equity e Venture Capital da América Latina (LAVCA, em inglês), os aportes realizados no continente passaram de 143 milhões de dólares em 2011 para quase dois bilhões em 2018, sendo que o número de acordos feitos cresceu de 69 para 463. Ainda de acordo com a LAVCA, o Brasil recebeu no último ano 55% dos investimentos, seguido pelo México com 20,5%. 

Maciel também pontuou que o propósito do SoftBank é acelerar negócios e questionou se o Mercado Livre não estaria hoje no mesmo patamar do e-commerce chinês Alibaba se tivesse recebido aportes de venture capital no passado. 

Segundo Maciel, o SoftBank possui três estratégias para realizar um investimento:

1. Empresa que atue de forma ética

2. Empresa já estabelecida, com lucro entre 20 e 40 milhões

3. Oportunidade para trazer uma empresa do portfólio para a América Latina

SoftBank Foto Tumisu (Pixabay)

“Nós estamos tentando montar um portfólio que seja forte e nos permitirá fazer parte das oportunidades existentes. Se a nossa tese estiver correta de que, o Brasil está entre cinco a dez anos atrás da China, em cinco anos vocês vão ver duas ou três vezes mais unicórnios aqui se comparado com hoje. E se acertarmos alguns deles nós estaremos bem”, disse Maciel.

Ponto decisivo para investimento do SoftBank

Um ponto-chave para o fundo de investimento japonês é o empreendedor.

“Nós vemos que, uma empresa que está trazendo uma nova perspectiva ao mercado possui duas características para competir com empresas estabelecidas: agilidade e habilidade de atrair bons talentos”

Andre Maciel, sócio-diretor do SoftBank no Brasil

E para que isso aconteça o executivo descreveu que a pessoa à frente da empresa precisa ser excepcional no direcionamento da equipe para a forma mais rápida de agir e que seja habilidosa em motivar as pessoas envolvidas para transformarem a indústria na qual estão inseridas.


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