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Por que ensinar inovação para crianças?

Iniciativas privadas e governamentais se voltam para o ensino de inovação para crianças e adolescentes, com foco nas profissões do futuro

POR Carolina Cozer | 27/09/2019 11h10 Foto Shutterstock Foto Shutterstock

A inovação não é um dom, precisa ser alimentada e ensinada, e é absolutamente necessário ensiná-la para crianças e jovens. Muitas iniciativas como a UNICEF e startups têm se dedicado a capacitar crianças e adolescentes para o pensamento inovador.

O relatório The Future of Jobs (“O Futuro dos Empregos”), publicado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta as 10 características que serão mais desejadas em empregos no futuro. O resultado indica não somente a necessidade de despertar nos adolescentes e crianças de hoje um pensamento analítico, mas também — e principalmente — criativo, empático e que solucione problemas:

1 Resolução de problemas complexos

2 Pensamento crítico

3 Criatividade

4 Gerenciamento de pessoas

5 Coordenar-se com os outros

6 Inteligência emocional

7 Julgamento e tomada de decisões

8 Orientação de serviços

9 Negociação

10 Flexibilidade cognitiva

O Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Harvard afirma que crianças e adultos precisam da prática de inovação para desenvolver e aprender um conjunto de habilidades essenciais da vida, para, assim, serem capazes de gerenciar escola, trabalho, interesses externos e relações sociais com êxito.

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Inovar para transformar

A UNICEF é um dos órgãos que busca fomentar a inteligência inovadora em crianças, com foco na transformação de vidas em países emergentes. No seu Escritório de Inovação, localizado em Nova Iorque, a entidade desenvolve projetos e estabelece parcerias com o setor privado, instituições de pesquisa e empreendedores locais, envolvendo jovens de todo o mundo em mudanças significativas.

“Acreditamos que novas abordagens, parcerias e tecnologias que apóiam a realização dos direitos da criança são fundamentais para melhorar suas vidas. Quase uma criança em cada quatro vive em um país afetado por crises humanitárias, e quase 50 milhões de crianças foram arrancadas de suas casas. Para enfrentar esses desafios, a inovação é mais vital do que nunca”, apont a UNICEF em seu site oficial.

No estado de Guzerate, na Índia, a UNICEF fez uma parceria com a GUSEC, principal sistema de suporte a startups do país, e criaram a Children Innovation Festival 2019. Este festival visa nutrir e apoiar as inovações infantis em todo o estado.

O evento vai ocorrer no mês de outubro e exibirá ideias inovadoras vindas de crianças, com o intuito de obter o apoio, orientação e recursos para realização de seus projetos. Os candidatos pré-selecionados serão convidados para um bootcamp com mentores nacionais e internacionais. E as 30 melhores ideias serão facilitadas e reconhecidas pelo GUSEC e UNICEF.

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Inovação para crianças no Brasil

No Brasil, foram abertas as inscrições para a 2ª edição da Maratona UNICEF Samsung, que  reúne alunos de escolas públicas, professores e profissionais de tecnologia com a finalidade de criar aplicativos que contribuam com a educação brasileira.

Todas as equipes devem, obrigatoriamente, incluir ao menos um aluno de ensino médio público e três de ensino médio técnico, que estejam com matrículas ativas.

“A primeira edição nos mostrou que o envolvimento de adolescentes na busca por soluções para a sala de aula traz ótimos resultados. As equipes chegaram a soluções inovadoras e eficazes que nos inspiraram a realizar esta segunda edição, agora voltada aos desafios do ensino médio”, conta Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil, em uma nota oficial.

Games e programaçãoo para crianças

A Happy Code é uma escola internacional de ensino de programação e robótica para crianças e adolescentes. Ela surgiu em 2015, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, através do investimento de R$ 1 milhão do empreendedor Rodrigo Santos.

A empresa surgiu para suprir a necessidade de ensinar de ciências a computação para crianças e adolescentes do Brasil, uma vez que o ensino de programação já é parte fundamental dos currículos escolares em países desenvolvidos.

A escola cresceu, inaugurou novas unidades, se internacionalizou, e hoje se prepara para lançar a maior competição infanto-juvenil de empreendedorismo digital do país. Será um Hackathon que reunirá crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade, em todo o país, que irão elaborar soluções para o tema “Games na Educação”.

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