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Tecnologia

Empresas inovam no entretenimento com experiências imersivas e sensoriais

O filme em 3D já não contempla a variedade de experiências imersivas dentro do entretenimento. Agora empresas querem se conectar através dos seus sentidos

POR Gabriely Souza | 08/10/2019 14h08 Empresas inovam no entretenimento com experiências imersivas e sensoriais Fot Insung Yoon (Unsplash)

Imergir na tela do cinema, experimentar o perfume do protagonista, sentir o vento, perceber o terreno e o frio de cada cena. As sessões de filme em 3D já não contemplam a variedade de experiências imersivas dentro do entretenimento. Ter uma nova experiência e se conectar usando todos os sentidos, desde a visão até o paladar, são a nova aposta de empresas do setor.

O que mais atrai o usuário no entretenimento imersivo é a qualidade das experiências, segundo o produtor audiovisual Fabio Hofnik, um dos organizadores do Hyper Festival Brazil, encontro de conteúdos e tecnologias imersivas.

“O consumidor quer ser levado para outros mundos, e as experiências de Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) são a melhor forma para isso. Porém o acesso, mesmo em países mais desenvolvidos, ainda é restrito e o conhecimento ainda está sendo difundido”, pontua Hofnik.

Dentro e longe das telas

O ILMxLAB, uma divisão da Lucas Film, da saga Star Wars, vai além e propõe um storytelling imersivo. A proposta do laboratório, com sede em São Francisco, Califórnia, é a narrativa interativa por meio de experiências de realidade virtual e mista.

Um dos produtos do ILMxLAB é o curta-metragem CARNE y ARENA, dirigido pelo ganhador do Oscar Alejandro G. Iñárritu. O curta, de 2017, propunha uma imersão multi-narrativa em fragmentos da vida dos personagens, utilizando VR.

Dentro de uma sala preparada, os espectadores poderiam vivenciar as sensações de uma detenção que imigrantes e refugiados não autorizados experimentam quando chegam à fronteira dos Estados Unidos. 

entretenimento Foto Christian Fregnan (Unsplash)

Longe das telonas, experiências com imagens também recorrem ao entretenimento imersivo para favorecer uma nova vivência ao espectador em exposições.

O Dotdotdot, por exemplo, é um estúdio de design multidisciplinar que desenvolve instalações com tecnologias digitais e novas mídias. Através da arquitetura a empresa cria ambientes com holografia, som, e peças nas quais se pode tocar – o que não é permitido em muitos museus. 

A empresa também trabalha com exposições de grandes corporações. Neste ano, por exemplo, desenvolveu um ambiente imersivo permanente em 360° para recriar as cinco energias renováveis, em parceria com a Enel Green Power, empresa de energia eólica e solar. Segundo a empresa, em seu portal, há ambientes animados, que se transformam com um áudio design que muda em tempo real, de acordo com a presença dos visitantes.

Entretenimento imersivo no Brasil

Em terras brazucas, a experiência mais recente acontece no festival de música Rock in Rio. Estandes proporcionaram a imersão nos shows em realidade virtual, com vídeo 360º e áudio imersivo. Outra possibilidade foi assistir aos conteúdos em resolução de tela 8K e com a tecnologia HDR.

Apesar de um conceito subjetivo, a imersão pode ser dada com tridimensionalidade e mixagem por objetos proporcionando, por exemplo, o reconhecimento de elementos sonoros com respectivas informações de localização no espacial.

Para Hofnik, o mercado brasileiro ainda está descobrindo as possibilidades da interatividade, seja ao vivo como usando tecnologias emergentes, como AR e VR. “É a missão dos produtores e das marcas mostrar ao público o que são capazes”, afirma. 


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