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Como é empreender com uma startup na região Norte do país

Fundador da Terapia de Bolso, com sede em Rondônia, conta ao Whow! sobre a sua experiência, os desafios e apoios para startups no ecossistema local

POR Adriana Fonseca | 07/07/2020 18h28 Como é empreender com uma startup na região Norte do país Foto Rondônia (Pedro Agostinho da Trindade/Secom Governo de Rondônia)

O número de startups na região Norte do país cresceu nos últimos dez anos, passando de 28 empresas mapeadas em 2009 pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) para 332 em 2019.

Segundo a associação, as 332 startups da região estão assim distribuídas:

  • Amazonas (95)
  • Pará (79) 
  • Rondônia (45)
  • Acre (45)
  • Tocantins (42)
  • Amapá (22)
  • Roraima (4)

O segmento que mais se destaca é o de educação, seguido por finanças e agronegócio. Em relação ao modelo de negócio, 26% são marketplaces, 25% atuam no segmento SaaS e 9% têm foco em serviços e soluções para o mercado de consumo.

Elias Balthazar, CEO e fundador da Terapia de Bolso, uma healthtech com sede em Rondônia, contou ao Whow! como é empreender na região Norte do país. 


Whow! – Qual é a sua percepção sobre a capacidade de inovação para negócios na região Norte. Você vê criatividade, muitas inovações surgindo?
Elias Balthazar – O Norte ainda é tímido em inovação de tecnologia. Nosso forte ainda está nas matérias-primas como café, gado, soja e muito minério. Inclusive, tenho outra micro startup no ramo de confeitaria com minha esposa, somos a única do estado onde você monta o bolo online, paga e recebe em casa – e já éramos um ano e meio antes da pandemia.  Vejo que agora as pessoas estão aprendendo a lidar mais com as tecnologias de internet e os negócios estão se adaptando a oferecer seus produtos e serviços mediados por estas. A pandemia está acelerando esse processo devido ao isolamento social, mas é preciso sempre aculturar as pessoas a comprarem mediadas por tecnologia e isso é sempre um desafio.


W! – As soluções criadas pelas startups locais são normalmente para solucionar problemas locais ou nacionais?
EB: As soluções que vi surgirem aqui são mais regionais e algumas no sentido de ajudar em produção e administração de exportações para países como a China, por exemplo.


W! Como é o apoio para o ecossistema empreendedor na região?
EB: Ainda é bem tímido, mas as pessoas do Sebrae daqui são ótimas. Eu já fui representar o Norte na InfoRio, no Sebrae Like a Boss em Uberlândia e no Sebrae Like a Doctor na Hospitalar em São Paulo.

W! E o ecossistema de startups, em particular. Como ele é na região Norte?
EB: Nosso ecossistema ainda está se formando. Temos aqui o Tambaqui Valley, que é uma iniciativa de empresários e pessoas ligadas ao Sebrae. A ABStartups fez um mapeamento, o Sebrae faz eventos e motiva o crescimento, ainda são poucos os movimentos, mas já são mapeáveis.  Acredito que tenhamos que aprender a “vender” melhor a Amazônia e suas riquezas com a mediação de tecnologia.


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