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Empreender com serviços de reforma e manutenção está em alta

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A abertura de novos negócios vem crescendo ano a ano. A crise causada pela pandemia do coronavírus não desaqueceu o ânimo para que novos empreendedores pudessem inovar, oferecendo produtos e serviços ao mercado.

Segundo o Sebrae, em 2021 houve aumento de 42% na abertura de novos empreendimentos na comparação com o ano passado: foram 123 mil novos negócios até agosto deste ano diante de 84 mil no mesmo período de 2020.  Inclusive, a Junta Comercial de São Paulo registrou recorde na abertura mensal de novos negócios desde o início de sua medição, ocorrida em 1998, com 26 mil novos empreendimentos em julho de 2021.

“Essa demanda é decorrente das dificuldades enfrentadas pela grande maioria da população brasileira neste período de pandemia, em que muitas pessoas precisaram se reinventar profissionalmente. Há quem viu a necessidade de atualizar o currículo e outros que investiram em cursos, diferente da área de atuação, para abrir o próprio negócio ou ingressar em uma nova área”, explica Silvia Helena Mussolini de Oliveira, coordenadora de desenvolvimento da área de bem-estar do Senac-SP, em entrevista a Istoé Dinheiro.

Com isso, negócios voltados ao chamado empreendedorismo de manutenção de bens tornaram-se uma alternativa que vem ganhando espaço no mundo dos negócios. Estabelecimentos ou prestadores de serviço que ofereçam consertos ou reformas de móveis, imóveis, automóveis, ar condicionado, eletrodomésticos, computadores, informática, além de empresas que trabalhem com serviços gerais, como pintores, encanadores, eletricistas e demais serviços para a manutenção de casas, escritórios, escolas, estão recebendo cada vez mais atenção dos consumidores.

Dados da GetNinja indicam que o segmento de reforma e consertos teve um aumento de 96%, se comparado ao ano anterior a pandemia. Os serviços mais buscados na plataforma foram pedreiros, eletricistas, encanadores, marceneiros, tapeceiros, montador de móveis, além de técnicos para a manutenção de televisores, geladeiras, celulares e notebooks. Por exemplo, em 2019, os negócios gerados entre profissionais e clientes no aplicativo movimentou mais de R$ 1,2 bilhão.

“Em momentos como o atual, grande parcela da população se vê obrigada a ter cautela na hora de assumir importantes compromissos financeiros, como compras de imóveis, automóveis, roupas e acessórios e computadores. Quando se há a hipótese de revitalização desses bens, geralmente é o que se faz. Afinal, melhor economizar e prolongar o tempo de vida útil de determinadas coisas do que abrir mão de quantias maiores de dinheiro em tempos difíceis”, pontua Paulo César Mauro, diretor da Global Franchise, consultoria especializada no mercado de franquias, em entrevista ao portal Empreendedor.

Esta mudança de hábito dos consumidores, assim como a valorização da reutilização de bens duráveis, dando mais vida útil a estes produtos, abriu portas para que a inovação chagasse ao setor de manutenção de bens. A partir da digitalização, a opção de contratar serviços sem sair de casa, devido ao contexto, ajudou na popularização destes negócios, fazendo que os processos de toda a cadeia produtiva fosse melhorada. A ordem por um lado é economizar, e pelo outro é ter sucesso na solidez dos negócios.

“Vale para reforma da casa, da loja ou da fábrica, manutenção do carro, do caminhão ou das motos e atualização de softwares e hardwares. Tudo que puder ter a troca postergada. Nessa mesma linha, serviços como costureira, sapateiros, armarinhos e afins formam uma cadeia muito similar à das máquinas. O mesmo que as empresas farão com seus equipamentos os consumidores farão com seu patrimônio”, diz Alessandro Saade, professor da Business School São Paulo, em entrevista a Pequenas Empresas e Grandes Negócios.

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