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Empreendedorismo Feminino e a Maternidade

Entenda como o empreendedorismo feminino pavimenta o caminho para que mais mulheres tenham acesso à independência financeira

POR Redação Whow! | 06/05/2021 13h37 Empreendedorismo Feminino e a Maternidade

O mundo todo tem sido impactado com cada vez mais mulheres no mundo dos negócios. O Empreendedorismo Feminino é uma das razões para que isso aconteça.

A realidade é que muitas mulheres se veem em um desafio ao optar por uma gravidez enquanto mantêm um trabalho.

Principalmente aquelas que não têm seu próprio negócio. Mas algumas mulheres viram justamente aí a sua oportunidade de mudar essa realidade.

Qual a importância do empreendedorismo feminino?

A própria ideia de empreendedorismo feminino vem dessa necessidade de continuar abrindo caminhos para outras mulheres.

Isso porque mesmo sendo a maioria da população no Brasil, o público feminino ainda luta constantemente para alcançar a equidade de gênero em cargos de liderança.

No país, segundo dados de 2020 do Ministério da Economia, essa divisão do trabalho das mulheres se dá em:

  • 42,4% nos cargos de gerência;
  • 13,9% em diretorias;
  • 27,3% na superintendência.

Mesmo assim, muitos são os fatores que dificultam o caminho das mulheres no alcance dessa equidade. Ao engravidarem, inúmeras mulheres se veem em um desgaste na relação trabalhista.

Empreender, nesse sentido, torna-se uma das alternativas que mais discutidas, mas como conciliar a maternidade com um novo negócio?

Maternidade e empreendedorismo

Uma pesquisa realizada em 2019 pelo Sebrae em conjunto com a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), indicou que existem mais de 20 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil.

Esse número tem crescido cada vez mais. Um outro estudo do mesmo ano, este feito pela Rede Mulher Empreendedora (RME), descreve que dentre essas empreendedoras, 53% têm filhos.

Ou seja, com essa realidade, a maioria dessas mulheres buscam por flexibilidade para lidar com a jornada dupla entre os afazeres domésticos e profissionais.

Para se ter uma ideia da importância do tema, desde 2014 a ONU estabeleceu o dia 19 de novembro como o Dia do Empreendedorismo Feminino.

Esta ação com enfoque na diminuição das desigualdades de gênero foi um dos passos para atrair ainda mais atenção para os impactos do movimento.

Coordenada pela ONU Mulheres, a iniciativa busca incentivar os esforços ao redor do mundo na defesa do direito das mulheres.

Outros pontos de atenção

Mesmo com iniciativas como as da ONU, a mesma pesquisa do Sebrae também pontuou outros que precisam de atenção.

Embora possuam 16% de diferença no ranking de escolaridade em relação aos homens, as mulheres ainda ganham 22% menos.

Esse número também se desdobra na motivação dessas pessoas, sendo 44% dessas mulheres empreendendo por uma questão de necessidade.

Em contrapartida, 32% dos homens passam por isso. No caso das mulheres, essa dificuldade de se manter no mercado de trabalho piora nos casos de maternidade.

Isso acontece porque, além dos cuidados com a criança, as tarefas da casa também não são atividades totalmente compartilhadas.

Há ainda muitos preconceitos a serem vencidos em relação às noções relacionadas ao empreendedorismo feminino. Ainda mais quando falamos de mulheres que são mães e empreendedoras.

O que pensam e como vivem as mães empreendedoras

Pensando nisso, reunimos neste artigo depoimentos de mulheres e mães que encontraram no empreendedorismo feminino uma maneira de vencer esses obstáculos.

Muitas delas criaram, inclusive, o seu próprio negócio em resposta às dificuldades que enfrentavam na maternidade junto à permanência no mercado de trabalho.

Fundadora e CEO da B2Mamy

Diante de uma realidade muito comum, a Dani Junco fundou a primeira empresa de capacitação de mães para alcançarem a autonomia financeira.

Por conta da dificuldade de retornar ao mercado de trabalho após a gravidez, a empreendedora criou a empresa.

Para atender a essas mulheres mães que querem empreender, a B2Mamy já capacitou mais de dez mil mulheres por meio de inúmeras iniciativas.

Foram eventos meetups, programas de capacitação e ensino à distância que a empresa conseguiu o apoio institucional do Google.

Fundadora e CEO da Sputnik

Depois de atuar por anos como gestora na Perestroika, Mari Achutti fundou a Sputnik, que é hoje uma das maiores escolas corporativas do país.

Além disso, trabalha em conjunto com a empresa Perestroika e também atua em outros projetos de empreendedorismo feminino.

A empreendedora vivenciou a gravidez em 2021, no auge da crise sanitária do coronavírus e em regime de home office.

Hoje em dia continua contribuindo com sua vasta experiência em oferecer novos olhares e possibilidades educacionais.

Sócia-fundadora da Pineapple Hub

Jornalista por formação, Helena Prado decidiu empreender com os 15 anos de experiência em comunicação corporativa para diversos tipos de empresas.

A profissional está à frente da agência de comunicação Pineapple Hub respondendo pelo setor de estratégia de negócio.

Com isso tenta conciliar suas rotinas dentro da empresa e de casa, buscando um equilíbrio ideal entre uma rotina flexível e a produtividade empresarial.

Outro ponto é que Helena destaca a importância de priorizar o tempo provando que é possível ser produtiva sem que essas condições sejam limitantes à empresa.

Fundadora e CEO da Wishe Women Capital

Outra inspiração no assunto empreendedorismo feminino é a Rafaela Bassetti

Sócia e fundadora da Wishe, a Rafaela ainda faz parte da B2Mamy, comandando junto de outras mulheres um espaço dedicado à capacitação e conexão de outras empreendedoras.

A profissional destaca que encara a própria maternidade como uma startup, em vista do longo prazo e cenário de dúvidas.

Para ela, é importante não se cobrar a perfeição, mas se organizar dentro do possível para atender as demandas de todos os lados.

Fundadora e CEO da Medei

Por fim, trouxemos mais uma inspiração no empreendedorismo feminino com a história da Fernanda Medei.

A advogada especializada em direito tributário entrou de cabeça na área de RH e fundou uma plataforma especializada em demissões mais transparentes e humanizadas, a Medei.

O objetivo da startup é simplificar os processos conhecidos de demissão, como a homologação, que são trabalhos geralmente bem burocráticos.

Depois da gravidez, a empreendedora pediu as contas e passou a se dedicar apenas a uma nova empresa, conseguindo dedicar mais tempo à família.

Empreendedorismo feminino é sobre pavimentar o caminho

Muito já foi conquistado pelo direito das mulheres, mas ainda há muitos desafios pela frente, principalmente aqueles relacionados à maternidade.

Além de rever conceitos ultrapassados, é preciso também investir em equidade de gênero e garantir que as empresas gerem mais valor com a diversidade.

Por isso, pavimentar o caminho é necessário para que o empoderamento feminino alcance outras mulheres.

Com esse alcance, mais iniciativas de empreendedorismo feminino tendem a surgir e movimentar a economia com criatividade, flexibilidade e atendendo a todas as necessidades que surgem pelo caminho.

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