Empreendedor por acaso? Conheça a história da Cloudez, de serviços em nuvem - WHOW
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Empreendedor por acaso? Conheça a história da Cloudez, de serviços em nuvem

O desenvolvedor Arthur Furlan não se diz um empreendedor por natureza, mas hoje é líder de uma startup que ajuda PMEs com armazenamento e automação em nuvem

POR Marcelo Almeida | 26/11/2021 20h02 Empreendedor por acaso? Conheça a história da Cloudez, de serviços em nuvem

Uma das principais barreiras que existiam para pequenos e médios empreendedores adotarem soluções em cloud (nuvem) era o preço. Oferecido por poucas e grandes empresas, esse serviço ficava restrito aos empreendimentos de grande porte.

Isso, no entanto, ficou no passado. Hoje em dia, quando o assunto é hospedagem em cloud o ponto que mais se destaca é o da inclusão digital por conta dos preços cada vez menores oferecidos por um número bem maior de empresas fornecedoras.

Se antigamente era preciso investir grande valores, ter uma grande equipe e uma grande estrutura, a hospedagem em nuvem permite uma economia considerável em aspectos como infraestrutura, manutenção, pessoal, dentre outros, delegando a hospedagem para o fornecedor desta tecnologia.

Essa economia é proporcionada por companhias como a Cloudez, empresa de Cloud Hosting que organiza e automatiza as atividades operacionais de agências e prestadores de serviços digitais.

Origem

Fundada em 2014, a Cloudez é uma startup focada em armazenamento na nuvem e criada por Arthur Furlan. Nascido no interior de São Paulo mas tendo passado a maior parte de sua vida em Curitiba, ele é formado em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Antes de começar a empreender, Furlan trabalhou como programador e desenvolvedor de softwares por alguns anos, passando a trabalhar com infraestrutura posteriormente. Ele atuou em empresas como a Conectiva Linux, na qual ele começou a gerenciar servidores na infraestrutura de cloud mesmo ainda sendo desenvolvedor. Depois dessa experiência ele passou a trabalhar já com infraestrutura e segurança em outra empresa.

“Como eu era programador há cerca de cinco anos profissionalmente, fora o tempo que eu programava como adolescente, eu criava muitos programas para fazer o meu trabalho de gestão de servidores” afirma Furlan, demonstrando que já tinha um tino para inovações. “Assim acabava sendo mais rápido e eu não precisava ficar lidando com um monte de trabalho chato que precisava ser feito todo dia. Eu conseguia focar nas coisas que eram mais divertidas, que representavam um desafio.”

Depois disso, ele trabalhou na Pastoral da Criança, onde foi líder em infraestrutura. A organização, que é uma Oscip, (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) tem um amplo sistema de informação que, segundo ele, é um dos maiores de software livre da América Latina, estando ligada a inúmeras filiais ao redor do mundo.

“Lá começou a história da Cloudez, porque eu comecei a ter autonomia para automatizar toda a infraestrutura, sendo um piloto de certa forma da experiência que me ajudou a pavimentar a Cloudez”, afirma Furlan.

Após um tempo, no entanto, mesmo tendo um bom cargo e boas perspectivas de emprego, ele resolveu deixar o cargo para empreender em período integral.

Sua primeira tentativa foi no setor de eventos, em 2010, mas a experiência acabou não dando muito certo, embora a parte de tecnologia funcionasse perfeitamente. “Eu já usava uns robôs que tinha criado para gerenciar os servidores e tudo funcionava muito bem”, afirma.

Após três anos, ele decidiu extinguir a companhia, mas disse ao programador com quem trabalhava que estava pensando em criar uma outra companhia e, no mesmo ano de 2013, foi criada a Configr, empresa que foi uma espécie de protótipo para o surgimento da Cloudez em seguida.

Empreender, no entanto, não era o foco principal desse apaixonado por tecnologia.

“Eu sempre digo que sou um empreendedor por acaso. Eu não sou aquele cara que sonhava em ser empresário e queria ter sua empresa. Nasci pra criar soluções e essa soluções me levaram a criar uma empresa para fazê-las ficarem maiores”, define Furlan. “Tem um quê de curiosidade, de desafio, de vontade de fazer acontecer, tem um pouco de tudo.”

Após criar as primeiras soluções, ele acabou indo para áreas mais estratégicas do negócio. A Cloudez desenvolveu um programa de parceiros a partir de uma plataforma completa com automações financeiras, fluxos operacionais prontos e suporte direto especializado, além de atendimento e consultoria estratégicos focados no crescimento dos parceiros.

A paltaforma organiza e automatiza as atividades operacionais de agências e prestadores de serviços digitais, garantindo desde a hospedagem na nuvem até cobranças  para obter eficiência, gerar mais receita e aumentar seu diferencial junto aos clientes.

De acordo com Furlan, os desafios foram muitos, como se provar como empresa de tecnologia legítima, lidar com a concorrência, que segundo Furlan é formada por “cachorros grandes” e a questão de escalabilidade na hora de expandir o negócio para clientes mais leigos, que precisavam de mais suporte e atenção do que clientes mais segmentados.

Segundo ele, ao adotar uma solução na nuvem como a oferecida pela Cloudez, os clientes têm um ganho de eficiência e conseguem economizar de forma significativa, já que não precisa contratar toda uma equipe para realizar esse serviço ou criar infraestrutura local, ficando tudo isso a cargo de sua empresa.

“A gente transforma a camada de infraestrutura em algo transparente para que ele possa focar nas outras áreas da empresa e não precisar se preocupar com ela”, diz Furlan. “Essa camada gerencia da forma como um bom profissional faria. Como usamos robôs, eu consigo vender isso por um preço que cabe no orçamento do cliente, sem precisar contratar uma empresa super cara”, afirma.

Apoio aos pequenos empreendedores

A Cloudez tem pequenos e médios empresários como seus principais clientes, sendo que auxiliar essas empresas é algo que Furlan diz que desde o início era uma missão da companhia, já que ele sentia a necessidade de tornar a concorrência mais justa, já que os pequenos empreendedores têm menor capacidade de implementar novidades tecnológicas em comparação com as grandes empresas.

“É difícil para o empreendedor pequeno que não tem conhecimento, não tem muita capacidade de investimento e ainda vai começar com uma estrutura pior que vai fazer ele aparecer na quinta página do Google. Esse cara nem vai conseguir crescer”, afirma Furlan.

Segundo ele, a meta é oferecer a infraestrutura adequada para os menores competirem de igual para igual com as empresas maiores.

“A gente gosta bastante disso, de ajudar os pequenos a se tornarem as empresas grandes do futuro. O mercado sempre vai ter empresas pequenas e grandes, elas vão sempre coexistir. O nosso desafio é apoiar as próximas grandes empresas nos mais diversos setores, mas sempre olhando para as empresas nos seus estágios iniciais”, conclui.