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Educação 2.0: como a tecnologia vem criando novas formas de aprendizagem
Escrito por Vinicius Gonçalves | 24 de julho de 2018 | 11 meses atrás

Ensino à distância, IoT, inteligência artificial e outras plataformas tem criado um novo conceito do que é aprender e ensinar

O smartphone se tornou uma espécie de extensão do nosso corpo e, no contexto da educação, a tecnologia modificou radicalmente a relação entre alunos e professores. Essa e outras reflexões sobre o momento de transição (e o futuro) nas formas de aprendizagem foram destaque no painel “Educação, tecnologia e empoderamento em uma só perspectiva: os pilares do futuro”, do Whow!

Ao pensar nos caminhos que estão abertos com todo o aparato tecnológico, Thiago Samu – fundador e CEO da B-Abroad -, acredita que o papel do professor vai ser cada vez mais de articulador de ideias e conhecimento do que, necessariamente, a única figura que detém o saber.

“A tecnologia vai trazer um ensino customizado para cada um dos estudantes. O papel do professor passa a ser mais de um facilitador, uma vez que o conteúdo passa a ser quase uma commoditie. Hoje é possível assistir aulas de Havard do seu computador. Então, nesse contexto, ele será quase um coach”, destaca.

O conceito de ensino prático

A discussão que sempre se coloca quando o aluno deixa a instituição de ensino é a capacidade de colocar em prática os conceitos que foram passados em sala de aula, pois geralmente as escolas e universidades não preparam os estudantes para situações cotidianas. Nesse contexto, os professores se viram diante da necessidade de reinventar suas metodologias para compartilhar, além de conhecimento, vivências.

Marcelo Zanetti, diretor de Agro da Pepsico, explica como a empresa vem trabalhando em programas aplicados às necessidades do trabalhador rural. “Nós formalizamos um acordo com o Sebrae para atuar dentro dessas áreas de oportunidades, levando treinamento a esses funcionários. Vai ser um trabalho de 12 meses onde vamos levar tecnologia aplicada para que eles possam desenvolver melhores práticas e, consequentemente, um retorno financeiro melhor. Proporcionar essa educação aplicada, não necessariamente em sala de aula, mas sim em exemplos que acontecem no campo, vai trazer resultados para o agronegócio, que é uma área que evoluiu, mas ainda precisa muito”, explica.

A educação do futuro

Alunos e professores hiperconectados constroem, conjuntamente, um novo conceito do que é ensinar e aprender. O que esperar da educação que será lecionada aos filhos dos seus filhos? Para Mauricio Garcia, vice-presidente de Ensino e Inovação da Adtalem Educacional do Brasil, o giz, a lousa, as cadeiras, toda a estrutura que conhecemos de educação vai ser alterada. “Tenho uma visão de que tudo que conhecemos sobre educação vai mudar. A ideia do professor, o aprendizado, a dinâmica com que as coisas acontecem, a quantidade de informações que são processadas, inteligência artificial. Tudo isso vai acontecer e não é um problema”, diz.

Garcia também fez uma ponderação realista sobre o argumento de que as pessoas se tornaram mais distraídas com os dispositivos móveis:  “’Ah, mas as pessoas não conseguem prestar atenção’, mas elas nunca prestaram atenção, pois as aulas sempre foram chatas. Então vai vir um conceito totalmente diferente do que conhecemos hoje”, conclui.

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