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Tecnologia

Edtechs transformam o mercado de educação com tecnologia

Confira as principais áreas de atuação para empreender com tecnologia no tradicional modelo de educação do país

POR Daniel Patrick Martins | 13/09/2021 19h08

O mercado de educação passa por muitas transformações, e uma delas é a crescente onda das edtechs. Estas são empresas que desenvolvem soluções com tecnologia para a educação, seja por meio de plataformas virtuais de ensino, gamificação, robótica, inteligência artificial e sistemas de gestão, entre outras possibilidades. As edtechs fazem parte de um movimento chamado de educação 4.0, em que o conjunto de tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas criam novas experiências educativas e podem, inclusive, mudar o modelo tradicional que vigora desde o século passado.

No entanto, as tecnologias em si são o meio da transformação, enquanto a motivação para ela está nas próprias mudanças da sociedade, a começar pelo mercado de trabalho. Hoje, as habilidades profissionais buscadas pelas empresas podem ser dividas em dois grandes grupos: as socioemocionais, como empatia e capacidades de liderança, e as técnicas, especialmente em relação a programação e tecnologia da informação.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), negócios voltados a educação são 8,7% da base mapeada no sistema da instituição, saltando de 641 em 2015, para mais de 807 atualmente. Este crescimento mostra uma tendência no mercado que diz que este segmento é a “nova fintech”, em comparação ao alto volume de investimento recebido pelo setor de tecnologia para finanças no último ano e à capacidade de transformação de um mercado bastante tradicional.

Dos negócios gerados pelas edtechs, 48,1% são direcionados para os ensinos fundamental e médio e 22,4% ao ensino infantil, segundo dados da Abstartups. De acordo com os negócios monitorados pela associação, 17% oferecem cursos livres, 16% atendem ao ensino superior e 13,6% fazem incursão na educação corporativa.

“A demanda por aplicativos de educação no Brasil cresceu cerca de 130% somente em março, primeiro mês da pandemia instaurada. Ficou atrás apenas da categoria de aplicativos que auxiliam o home office e as videoconferências, e à frente de categorias tradicionais neste universo como entrega e streaming de vídeos”, afirma o engenheiro André Alves de Souza, cofundador e CEO da startup Shapp, em entrevista à Revista Educação.

Um dos setores mais promissores deste segmento é o chamado e-learning (modelo de ensino não presencial e apoiado por tecnologia da informação), impulsionado pela pandemia, mas que já estava em constante crescimento, devido a digitalização dos sistemas educacionais e aumento do uso da tecnologia nos processos de ensino de alguns anos atrás. Segundo dados apurados e divulgados pelo site Definanzas.com, este mercado a nível global terá crescimento anual de 18% entre 2021 e 2025, colocando mais de US$ 184 bilhões de investimentos no setor.