Para além do Duolingo: 3 Edtechs de Idiomas da indústria 4.0 - WHOW
Tecnologia

Para além do Duolingo: 3 Edtechs de Idiomas da indústria 4.0

Edtechs de destaque no índice Crunchbase apontam machine learning, robótica e acessibilidade como propulsores da educação 4.0

POR Carolina Cozer | 17/09/2019 16h29 Para além do Duolingo: 3 Edtechs de Idiomas da indústria 4.0

Com valor estimado em US$ 252 bilhões em 2020, as Edtechs chamam atenção no mercado asiático e norte-americano. Essa prospecção, feita pelo instituto de pesquisa chinês Daxue Consulting, ainda prevê um aumento de 17% a cada ano no índice global.

A Crunchbase, plataforma que reúne informações comerciais detalhadas e atualizadas sobre startups de todos os setores, aponta 165 organizações datadas na categoria de Edtechs de aprendizado de idiomas, com um total de US$ 1,2 bilhões financiados em 327 rodadas recentes.

O Duolingo, aplicativo mundialmente conhecido no ensino de línguas por gamificação, aparece na lista com financiamentos estimados em US$ 108.3 milhões. Contudo, outras 3 empresas deram as caras no ranking das mais populares com base nos últimos 30 dias, apresentando um trend score muito superior ao Duolingo.

Fomos atrás dessas startups para descobrir o que as têm tornado relevantes, e o que podemos esperar do mercado no futuro:

TIMEKETTLE

edtechs

Fundada em dezembro de 2016, a Timekettle é uma startup chinesa de fones de ouvido para tradução simultânea, que está em primeiro lugar na lista da Crunchbase, com 9,5 pontos de trend score (contra 4,5 do Duolingo). Segundo descrição oficial da empresa, ela está comprometida na construção de uma marca global de tradutores de IA, que integram tecnologia de ponta e design inovador, e que são tão imersivas que desaparecem durante a experiência de uso.

Os fones, chamados WT2, traduzem conversas em tempo real em mais de 20 idiomas (inclusive o português), e precisam apenas de um aplicativo de smartphone para funcionar. O projeto tomou forma através de um financiamento coletivo na plataforma Kickstarter, que arrecadou um total de US$ 276,869 em cima de uma meta de US$ 50,000.

Em entrevista para a Greater Bay Insights, o co-fundador da empresa, Alex Qin, contou que, inicialmente, o produto foi projetado para facilitar conversas em situações turísticas, mas até o momento tem sido utilizado em diversas situações, como casamentos interculturais, negócios internacionais e por funcionários de aeroporto.

Qin afirmou ainda que tem perspectiva de que o mercado de tradutores digitais aumente para US$ 2 bilhões em cinco anos, e espera que a receita da empresa cresça de 50% a 200% em 2020.

A Crunchbase aponta, também, que, em agosto, uma rodada de capital semente da empresa levantou US$ 1,4 milhão.

SLANG

Captura de Tela 2019 09 17 às 15.37.32 copiarSlang é uma startup colombiana com um projeto ambicioso: reformular a educação de língua inglesa e dar um fim no TOEFL. Para isso, desenvolveu um aplicativo de ensino de línguas com foco específico em empresas e universidades ­– diferentemente da maior parte dos cursos do gênero.

O CEO, Diego Villegas, contou ao Expansion, que passou por algumas frustrações no aprendizado do inglês, pois não havia nada com foco nas necessidades específicas do universo empreendedor, com suas nomenclaturas inatas. Assim, se juntou ao especialista em machine learning Kamran Khan, e desenvolveu, em 2013, uma plataforma de e-learning de inglês baseada em IA, voltada para o aprimoramento de carreira em diversas áreas, como vendas, finanças, logística, medicina e direito.

A empresa começou com um capital de US$ 30 mil da aceleradora MassChallenge, e suas vendas têm dobrado nos últimos três trimestres.

Villegas acredita que, com o aprimoramento do sistema da Slang, métodos de avaliação genéricos como o TOEFL se tornarão obsoletos. Atualmente, a empresa opera na Colômbia, Chile e México, e está se preparando para entrar no Brasil e, mais futuramente, na Ásia.

ELIAS ROBOT

edtechsElias Robot é o primeiro aplicativo de aprendizado de idiomas baseado no ensino através de um robô humanóide. Foi desenvolvido pela finlandesa Curious Technologies, que cria design de interface de voz (VUI) para o mercado educacional, em junção à empresa de hardware Softbank Robotics. O robozinho (um modelo NAO) ensina línguas para as crianças em 23 idiomas, através de jogos e danças, e fomenta a acessibilidade do aprendizado ao ter a velocidade de fala adaptável ao nível de habilidade de cada aluno. Também possui um recurso de revisão textual com foco em alunos com dislexia, além de promover diversão às crianças enquanto estudam.

A empresa está em vantagem competitiva no mercado como a primeira – e, por enquanto, única – participante no segmento de robótica para o ensino de línguas. De acordo com a Crunchbase, a Elias Robot levantou US$ 89,000 em uma rodada pré-seed de investimentos, e está com trend score de 6,3.

Números no Brasil

Com baixo investimento governamental, a área de educação no Brasil é desafiadora, mas se encontra em expansão, justamente por haver muito espaço a ser explorado. Em cenários onde a educação precisa ser remodelada, é onde estão as grandes oportunidades para a disrupção.

O relatório mais recente da Liga Insights aponta a existência de 297 startups atuando na área de tecnologia da educação no Brasil, com 74% delas localizadas na região sudeste.

Já a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) indica que o mercado de Edtechs equivale a 7,8% do total de startups do país.

Dentre as categorias das Edtechs nacionais, as mais abundantes estão nas áreas de produção de conteúdos (61,6%), coletas de dados e processos (18,95%), monitoramento e gerenciamento de informação (4,94%), distribuição e venda de conteúdo (4,67%) e realidade virtual e aumentada (1,92%).

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