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Especial inovação na educação: 7 Startups que estão atuando na mudança do ensino no Brasil

Levantamento mapeou o ecossistema de inovação na educação. Conheça as startups de destaque nas 18 áreas de atividade das EdTechs

POR Adriana Fonseca | 12/08/2019 11h29

As startups de educação, chamadas de edtechs, estão movimentando bilhões ao redor do mundo. Em 2018, essas empresas receberam um total de US$ 16,34 bilhões em aportes, segundo levantamento feito pela americana Metaari. As startups da China são as que mais recebem recursos, ficando com 44% desse montante, seguidas pelas empresas dos Estados Unidos (32%). Ao redor do mundo, pouco mais de mil EdTechs receberam aportes em 2018, e esse número é superior ao registrado em 2017, quando 813 startups de educação conquistaram algum tipo de investimento.

No Brasil, as EdTechs são maioria dentro do ecossistema de startups. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Startups, realizado em parceria com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), o segmento de educação lidera, em quantidade, o número de startups do país. Globalmente, no entanto, não parece que estamos tão bem posicionados.

Um estudo da Navitas Ventures analisou 20 cidades do mundo e seus respectivos ecossistemas de EdTechs. São Paulo aparece na 18º posição em relação ao número de startups, à frente apenas de Cape Town, na África do Sul, e Kuala Lumpur, na Malásia.

Para mapear o setor das EdTechs no Brasil, a Liga Ventures fez uma varredura e identificou 297 startups localizadas em 59 cidades, de 23 estados diferentes que oferecem alguma solução para educação no País.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram quase três quartos das EdTechs do País, segundo levantamento da Liga Ventures

Alguns expoentes entre as EdTechs brasileiras são:

1. Explorum

Com o objetivo de difundir a inovação e fortalecer uma cultura maker nas escolas captou investimento-anjo de R$ 1,2 milhão em 2017;

2. 4YOU2

Focada na oferta de cursos de inglês para comunidades carentes de São Paulo, Minas Gerais e Paraíba, oferece aulas presenciais e professores nativos. Em 2019, recebeu investimento do fundo internacional Yunus Negócios Sociais;

3. Maker Robotics

Nascida em 2012, utiliza a robótica para difundir conhecimentos entre estudantes do ensino regular. Atuando em mais de 230 escolas, a EdTech já faturou R$ 2,5 milhões ao longo dos anos;

4. Veduca

Também fundada em 2012, oferece mais de 30 cursos livres ligados às áreas de comunicação, planejamento estratégico, gestão de projetos e desenvolvimento humano. Com cursos gratuitos e outros oferecidos a preços populares, a Veduca faturou, em 2018, R$ 3 milhões;

5. Casa Cuca

Auxilia professores a identificar estudantes com problemas de aprendizagem, desde déficit de atenção até transtornos cognitivos. A startup é acelerada pela Artemisia, focada em negócios sociais;

6. A Eadbox

A startup curitibana é especializada no desenvolvimento e comercialização de software para o ensino a distância. Em 2017, recebeu aporte de R$ 4 milhões da Bzplan;

7. Qranio

É uma plataforma gamificada mobile que permite às empresas criar modelos de aprendizagem com oferta de prêmios para estimular o engajamento. Já captou mais de US$ 1,6 milhão em investimentos desde sua fundação, em 2012.

“As startups aparecem muitas vezes com soluções que ajudam o mercado em questões relacionadas à eficiência, custos, potencialização de receitas e na criação de novos negócios e mercados. No caso da educação, além de todos esses componentes, as EdTechs brasileiras vêm se mostrando como importantes catalisadores de respostas para suprir as deficiências do nosso cenário educacional”, disse Raphael Augusto, head do Liga Insights, que produziu o estudo.

Segundo Augusto, entre os diversos segmentos já estudados pelo Liga Insights, o de  educação talvez seja aquele com mais entraves e menos integrado em termos de desenvolvimento tecnológico. “Tal contexto pode ser explicado, por exemplo, pela complexidade do tema, influência direta do poder público e da concentração tecnológica nos grandes grupos privados de educação”, disse ele, que completa. “Negociar com os governos não é nem de perto fácil e simples, assim como procurar parcerias de impacto, com foco em escala, em um mercado concentrado, é algo quase impossível.”

Mesmo com todas as barreiras, algumas soluções vêm surgindo e ganhando corpo. “Causar a disrupção na educação no Brasil não envolve apenas explorar novos negócios, mas também transformar o ambiente empreendedor, os valores de competitividade e dignidade dos brasileiros por meio de um ensino moderno, inclusivo e acessível”, concluiu Augusto.

As 18 categorias de EdTechs identificadas pela Liga Ventures

  1. Analytics no ensino e aprendizagem (10 empresas)

Soluções para acompanhamento e monitoramento da aprendizagem de maneira individualizada

  1. Crowdfunding, financiamento, bolsas e outras transações financeiras (8)

Soluções aplicadas para o lado financeiro da educação

  1. Curadoria eletrônica de conteúdos (35)

Soluções e plataformas que selecionam e produzem conteúdos segmentados para aprendizado e/ou treinamento

  1. Educação Inclusiva (11)

Soluções capazes de auxiliar no tema da inclusão no ensino, usando a tecnologia para abrir frentes e na aplicação das adaptações necessárias

  1. Ferramentas para a educação e produtividade (20)

Plataformas capazes de atuar de forma pontual em atividades relacionadas à educação e rotinas de estudo

  1. Gamificação (15)

Soluções para suportar o desenvolvimento do ensino baseado em jogos e gamificação

  1. Gestão da comunicação (13)

Ferramentas que auxiliam na comunicação entre escolas, professores, alunos e pais, em suas diversas aplicações, dentro e fora da sala de aula

  1. Gestão educacional (35)

Plataformas e soluções que auxiliam na gestão e digitalização dos processos de escolas e outros grupos relacionados à educação

  1. Idiomas (15)

Startups que atuam direta e indiretamente com o ensino de idiomas, aplicando novos formatos de aprendizagem e/ou usando de tecnologias para ampliar suas atuações

  1. Marketplaces de aulas e professores (13)

Plataformas que conectam professores, conteúdos e alunos, ampliando as possibilidades de interação e opções de contato entre quem quer ensinar e aprender

  1. Novas habilidades (24)

Startups que atuam no ensino de novas habilidades de mercado, para atualização e formação profissional, e desenvolvimento pessoal em novos conceitos

  1. Novas propostas de ensino (24)

Soluções que criam novos formatos de ensino e aprendizagem, alterando os modelos convencionais da educação

  1. Plataformas de livros e produção de conteúdos (14)

Startups que trabalham com soluções para a produção de conteúdos educacionais em torno dos livros e novos formatos de leitura

  1. Plataformas de ensino (9)

Soluções que integram o desenvolvimento pedagógico com as ações em sala de aula, trazendo mobilidade e a digitalização dos processos de ensino

  1. Plataformas para EAD, LMS, curso e treinamentos (15)

Plataformas de LMS, transmissão, ferramentas e/ou aplicativos que permitem a operação e novas formas de aprendizado, treinamentos, ensino a distância e educação contínua

  1. Realidade virtual e aumentada (10)

Serviços e soluções em torno do conceito de realidade virtual e realidade aumentada para aplicações na educação

  1. Treinamento e melhoria de habilidades (22)

Soluções para identificação e desenvolvimento de habilidades, microlearning, desenvolvimento pessoal e profissional de maneira direcionada

  1. Vocacional (4)

Soluções que tratam questões relacionadas à identificação e orientação vocacional ao longo da jornada de aprendizagem


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