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Ecossistema empreendedor: alguns conceitos e oportunidades

Entenda neste conteúdo o conceito do termo, as principais características, pilares e algumas dicas para iniciar no meio

POR Redação Whow! | 05/07/2021 14h59

Neste conteúdo, veja algumas características, pilares e a importância de estar presente no ecossistema empreendedor. Continue a leitura!

O que é ecossistema empreendedor?

Vamos compreender o conceito de ecossistema empreendedor por partes. Em resumo, a palavra ecossistema significa comunidades que vivem em determinado ambiente interagindo entre si, desenvolvendo um sistema estável, equilibrado e autossuficiente.

Unindo-se esse conceito ao empreendedorismo, temos que o ecossistema empreendedor é aquele formado por todos que fazem parte do universo de empreender, convivendo conectados, em equilíbrio, de forma dinâmica e sem hierarquias.  Dessa forma, um dos principais exemplos de um ecossistema empreendedor de sucesso é o Vale do Silício. Na região, estão concentrados os maiores investimentos e incentivos, as melhores universidades do mundo, aceleradoras, incubadoras e demais organismos que fomentam o empreendedorismo.

Na prática, o que significa ecossistema empreendedor?

O significado dessa expressão indica que nenhum empresário sobrevive sozinho no mundo e que as empresas não estão construídas em ilhas cercadas pelo oceano.  

Afinal, podemos dizer que o “meio ambiente” do empreendedorismo é formado pelas empresas, seja qual for o tamanho, os governos, as instituições que fomentam as pesquisas para inovação e de ensino, as aceleradoras e incubadoras e as associações empresariais e de funcionários. 

Nesse contexto, inovação e empreendedorismo caminham juntos, em um processo muito dinâmico, onde se acumula conhecimento a partir da interação entre todos do meio ambiente empreendedor.  O termo foi criado ainda em 1934, pelo autor, economista e cientista político austro-americano Joseph Schumpeter. 

Qual a função deste conceito?

Assim como na biologia, o termo tem a finalidade de auxiliar na compreensão  dos papéis, das interações e das funções de cada ente do ecossistema empreendedor. Com isso, planeja-se com mais facilidade políticas públicas, criam-se elos favoráveis entre empresas e fomenta-se, com mais fluidez, a inovação neste meio. 

Características de um ecossistema empreendedor

A característica principal de um ecossistema empreendedor é a atuação conjunta de todos aqueles que fazem parte deste meio. Nesta relação, o equilíbrio e, assim como na biologia, o mutualismo, também são comuns a este meio. 

Vale ressaltar também que a autogestão ou, até mesmo, ausência de gestão, é um dos pontos comuns nos ecossistemas empreendedores. Afinal, eles acabam sendo regulados a partir da interação comum entre os membros. 

Em síntese, todo ecossistema empreendedor é formado por seis domínios, ou elementos específicos, segundo Daniel Isenberg, professor americano e atual referência no assunto:

1- Cultura propícia à inovação;

2- Políticas e lideranças capacitadoras;

3- Disponibilidade e financiamentos adequados;

4- Capital humano de qualidade;

5- Mercados de produtos favoráveis ao risco;

6- E, por último, grande apoio institucional e de infraestrutura.  

Os pilares do ecossistema empreendedor

Além dessas características comuns que citamos acima, todo ecossistema empreendedor também é formado por três pilares. São eles:

  • Empreendedores, entes principais dos ecossistemas empreendedores. São inconformados com atual status, estando sempre em busca da melhor forma de resolver problemas antigos com soluções novas;
  • Conhecimento, fundamental para o desenvolvimento dos negócios. Nesse sentido, é indispensável aos empreendedores compreenderem as ferramentas disponíveis para auxiliá-los na melhor resolução dos problemas; 
  • Investidores, que são um dos principais responsáveis pelos aportes de capital de que os negócios precisam para colocar as ideias inovadoras em prática. 

Por que fazer parte desse ecossistema?

Nem as empresas nem os empreendedores vivem isolados do mundo. E, nesse sentido, por que não aproveitar e realizar trocas produtivas, fomentando o crescimento e o desenvolvimento da comunidade como um todo?

Afinal, o compartilhamento de conhecimentos, bem como os aportes financeiros, podem ser os impulsionadores que muitos negócios precisavam para saírem do papel e transformar realidades.  Nesse contexto, fazer parte de um ecossistema empreendedor pode transformar não somente a vida dos detentores de uma ideia inovadora, como também daqueles que serão beneficiados pela aplicação prática dela. 

No ambiente colaborativo dos ecossistemas empreendedores, as chances de se ter sucesso são muito maiores, tendo em vista as várias possibilidades de incentivos financeiros e de inovação. Assim, o desenvolvimento empresarial é estimulado. Em síntese, fazer parte de um ecossistema empreendedor abre portas ao crescimento.

Dicas para entrar em um ecossistema 

Não é dinheiro e nem a melhor ideia do mundo: o principal aspecto que deve ser observado para quem deseja entrar em um ecossistema empreendedor é ter atitude empreendedora. 

Junto com isso, é importante ter clareza quanto ao objetivo do negócio, bem como saber aonde se quer realmente chegar e impactar positivamente. Afinal, os ecossistemas empreendedores existem para impulsionar ideias reais e que tragam soluções efetivas e inovadoras para a sociedade.  Outra atitude é gostar e estar disposto a fazer networking, trocar e compartilhar conhecimento, por exemplo. 

Iniciativas locais 

Acima de tudo, fazer parte de um ecossistema empreendedor pode não ser uma realidade tão distante como muitos pensam. Lembre-se que hoje temos à disposição uma coisa que talvez você nem se dê conta, mas que pode levar o negócio até mesmo ao outro lado do mundo: a internet.

Dessa forma, para quem pensa que ecossistema empreendedor é coisa apenas para o Vale do Silício, o Brasil possui ecossistemas empreendedores. Um exemplo é o San Pedro Valley, em Belo Horizonte e que surgiu em 2011. Ele acabou sendo desenvolvido durante encontros informais dos empreendedores das startups Beved, Deskmetrics, Everwrite e Hotmart.

Além disso, também existem iniciativas brasileiras de estímulo ao crescimento e surgimento de ecossistemas, como  Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED), em Minas Gerais, e o BrazilLAB, em São Paulo.

Inclusive, até para desenvolver um ecossistema empreendedor, já podemos encontrar no país programas que ajudam a quem deseja montar um. São eles Bizcool, Fiemg labINBATE. 

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