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E-grocery: como funcionam os supermercados online

E-grocery: entenda aqui o que significa este conceito, porque essa modalidade de comércio segue em alta desde o ano passado e seus principais desafios

POR Redação Whow! | 04/06/2021 13h36

O e-grocery ou supermercado on-line vem caindo no gosto do consumidor brasileiro. Só ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – ABComm, a venda de alimentos e bebidas pela internet teve alta de 339%. Em resumo, as consequências da pandemia, como o isolamento social e a preocupação com o contágio pelo COVID-19 contribuíram para esse aumento. De acordo com dados do relatório de comércio eletrônico desenvolvido pela Ebit|Nielsen com a Elo, 72% dos consumidores começaram a usar ou estão usando mais os aplicativos de entrega

Este processo de consumo mais digital segue crescendo, mesmo com a flexibilização do retorno às atividades. Ainda conforme dados da ABComm, no primeiro trimestre deste ano, 2021, as vendas on-line já apresentam um crescimento de 72,2% em relação ao mesmo período de 2020. 

Neste artigo, abordaremos o conceito de e-grocery, como funciona o supermercado on-line, principais desafios e números do setor.  

O que é E-grocery?

A palavra e-grocery é formada pela junção de “grocery”, do inglês, mercearia e pelo prefixo “e”, que faz menção à eletrônico. Embora seja um termo pouco conhecido, as mercearias on-line já fazem parte da rotina de muita gente. Como mencionado anteriormente, a pandemia acelerou o processo de compras no meio on-line. Segundo estudo da  Ebit/Nielsen o número de novos consumidores em compras online de supermercados cresceu 96% entre os dias 19 e 25 de março de 2020

Em relação aos produtos de supermercado mais consumidos, estão os itens da cesta básica, com crescimento de 165%, seguidos por frios, 106%, hortifrutigranjeiros, 93%, carnes, 59%, e padaria 52%, conforme a empresa de consultoria.  

Popularização do e-grocery no Brasil

Quem diria que um dia seria possível realizar as compras do supermercado com poucos cliques e sem precisar sair de casa? O e-grocery se popularizou no Brasil e há quem nem se lembre qual foi a última vez que passeou com um carrinho no supermercado. A consultoria Ebit/Nielsen apontou que o e-commerce  no Brasil crescerá 26% no ano de 2021 e a categoria destaque será alimentos e bebidas.

Agora, aplicativos como IFood, Rappi e James, que estavam na corrida para conquistarem um lugar especial no coração dos clientes,  seguem buscando cada vez mais diferenciação. Frete grátis, compre 1 leve 2 e cupons de desconto e tempo de entrega reduzido são algumas ações. 

Entretanto, alguns supermercados estão optando por ter seu próprio serviço de delivery, oferecendo condições diferenciadas aos seus clientes, como é o caso do Carrefour.  Disso tudo, o mais importante é que, no fim das contas, quem ganha é o consumidor.  

Como o delivery de mercado funciona

O delivery de produtos de supermercado é semelhante ao mesmo processo para refeições prontas Porém, é na logística do processo que consistem as principais diferenças. 

No e-grocery, um cliente pode realizar o pedido tanto através de uma plataforma, como IFood, James ou plataforma própria. Depois, um funcionário realiza a captação de todos os itens escolhidos e leva-os ao checkout. Finalizado o processo de compra, os produtos são entregues a um entregador. Em síntese, comparando com o delivery de refeições, o processo leva um pouco mais de tempo, uma vez que podem não se ter todos os produtos ou até mesmo precisar realizar a pesagem de alguns. 

Nesse contexto, optar por um aplicativo ou desenvolver a própria entrega deve levar em consideração o comportamento do consumidor e também os recursos que o estabelecimento tem disponível.

Afinal, em alguns casos, pode não fazer sentido desenvolver um aplicativo próprio, quando os clientes já demonstram estar mais acostumados com o IFood, por exemplo. Outra situação é quando o supermercado não dispõe de funcionários suficientes, sendo mais proveitoso ao estabelecimento optar pelo uso de um app que disponibiliza sistema de entrega.

Pandemia e novo comportamento do consumidor

O medo da compra online pode ainda estar presente em boa parte dos brasileiros, entretanto, muitos deles já simpatizam com a nova forma de comprar. Conforme estudos da CDL Brasil, mais de 90% dos internautas brasileiros realizaram alguma compra pela internet em 2020.  Somente em relação a supermercado, a alta foi de 508%, segundo informações da outro Ipsos/Google. 

Recorde de vendas de alimentos e bebidas online: Batemos o recorde em vendas online no e-grocery no ano passado, logo durante os primeiros meses de pandemia. A alta registrada foi de 96%, passando de 4% para 7% a participação dos supermercados no setor, de acordo com informações da Ebit/Nielsen.  A Abcomm aponta ainda mais um dado interessante: durante a pandemia, os pedidos de supermercado na modalidade delivery cresceram 270%.

Desafios do e-grocery

A alta demanda no setor de e-grocery trouxe à tona alguns desafios. Uma das principais dificuldades consiste na integração, dentro do estabelecimento, de cada microprocesso do e-grocery. Afinal, estamos falando de uma única compra, com vários produtos.

Outro desafio é relacionado ao atendimento: respostas rápidas, atenção e plataformas simples de usar. Por esse motivo, muitos supermercados optam pelos apps já conhecidos de delivery, por se tratarem de modelos que já estão funcionando.

Nesse contexto,  o estabelecimento também deve disponibilizar aos cliente canais alternativos, para que eles tirem suas dúvidas e possam resolver possíveis problemas relacionados aos pedidos.  Em síntese, uma outra preocupação está relacionada aos produtos perecíveis: como mantê-los frescos e escolher ao gosto do cliente? Nesse contexto, um atendimento diferenciado, empático e atencioso faz toda a diferença.

Por último, citamos a entrega e todos os fatores que fazem parte dela, como tempo e o cuidado com a qualidade dos produtos. 

Agora que você já entendeu mais sobre o e-grocery, que tal aplicar este modelo ao seu estabelecimento?  Continue sempre acompanhando os conteúdos da Whow e assine a nossa newsletter gratuitamente para receber mais artigos como este!