Driblando a crise: empresas inovam e investem em novos mercados - WHOW
Vendas

Driblando a crise: empresas inovam e investem em novos mercados

Desenvolvimento de novos produtos e serviços amplia a capilaridade das organizações e viabiliza o aumento da base de clientes, mesmo em cenário desfavorável

POR Luiza Bravo | 28/07/2020 20h53

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus obrigou as empresas a se reinventarem. Com a forte recessão econômica, pensar em novos produtos ou serviços se tornou uma questão de sobrevivência. Em alguns casos, as empresas fazem apostas mais “conservadoras”, lançando novidades dentro de sua área tradicional de atuação. Em outros, no entanto, investem em áreas completamente diferentes, mostrando que é possível, sim, ganhar espaço em novos mercados.

Aposta em serviços essenciais

Um caso inusitado de atuação em novas frentes é o da rede de supermercados Barbosa, que lançou sua própria operadora de telefonia móvel. A ideia surgiu a partir da observação do comportamento dos mais de dois milhões de clientes que passam pelas 30 lojas da rede no Estado de São Paulo.

A nova operadora foi desenvolvida em parceria com a Dry Company do Brasil, e surge com a proposta de oferecer benefícios competitivos com os já existentes no mercado, com opções de planos pré-pagos personalizados para cada perfil.

“O projeto faz parte do ecossistema de benefícios do nosso programa de fidelidade, o Clube 100% Barbosa. Lançada em junho, a ideia surgiu diante do cenário atual de pandemia e da necessidade de as pessoas se manterem conectadas com familiares e amigos fisicamente distantes”, afirma Weslley Novax, coordenador de marketing da rede, ao Whow!.

Em apenas uma semana de serviço, a rede registrou a venda de 500 planos, e a expectativa é que 50 mil chips sejam vendidos até dezembro.

O usuário pode fazer as recargas, acessar sua conta e ter acesso a seus dados de consumo pelo app Barbosa Chip, disponível para Android e iOS. Clientes de outras operadoras também podem fazer a portabilidade, desde que para o mesmo DDD. 

Adaptação aos novos tempos para evitar a crise

A crise também fez com que outra empresa ampliasse a sua área de atuação, mas de forma menos “brusca”, foi a MedRoom, especializada em realidade virtual para o ensino de Medicina. A startup é responsável por desenvolver o modelo mais completo do corpo humano em 3D do mundo, permitindo que alunos explorem cada estrutura. 

A pandemia da Covid-19, no entanto, dificultou a adoção de tecnologias de RV, e fez com que a MedRoom lançasse novos produtos para se manter ativa no mercado. A startup desenvolveu um aplicativo para o estudo de anatomia, e adaptou sua solução original para viabilizar o treinamento de profissionais da área da saúde em hospitais. 

“Lançamos esta semana o aplicativo que contém o protocolo de tratamento da Covid-19 em parceria com o InCor/HCFMUSP e a Fundação Zerbini. O treinamento de profissionais em UTIs públicas do Estado de São Paulo,. com o uso da realidade virtual, faz  parte da iniciativa TeleUTI, realizada pela Divisão de Pneumologia e UTI Respiratória do InCor”, explica o CEO da MedRoom, Vinicius Gusmão, ao Whow!.

Por um aplicativo em seus celulares, as equipes dos hospitais parceiros poderão ter acesso virtualmente ao protocolo de manejo dos pacientes com a Covid-19, sendo treinadas com o máximo de realismo e velocidade.

Vinicius diz que a empresa já tinha planos de desenvolver sua solução em forma de aplicativo, mas que a pandemia acelerou o desenvolvimento da ideia. “Estamos conversando com parceiros no Canadá, Irlanda e Índia sobre projetos que buscam maneiras de atualizar os profissionais de saúde dentro deste contexto de isolamento social, para que suas habilidades sejam treinadas e não sofram com a ausência de treinamento presencial”, conclui.


+INOVAÇÃO

Você sabe mesmo o que é cultura da inovação?
3 startups que estão transformando o meio ambiente do Brasil
Aprenda como a cultura de países e empresas influencia na inovação
Startups se mostram otimistas com o futuro, segundo pesquisa