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Veja dicas para investir durante a crise

O momento pode ser oportuno para comprar ações na Bolsa de Valores, mas é preciso orientação adequada, veja o que dizem dois especialistas

POR Luiza Bravo | 05/05/2020 15h36 Veja dicas para investir durante a crise Arte Flavio Pavan (Grupo Padrão)

Desde que a pandemia se instalou, milhões de pessoas em todo o mundo ficaram desempregadas. O mercado financeiro entrou em ebulição – só na Bolsa de Valores de São Paulo, em um mês, foram cinco circuit breakers – e diante de tantas incertezas, houve uma corrida para vender ações, em uma tentativa de proteger patrimônio. No Brasil, a crise política desencadeada pela saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça agravou o quadro de incertezas.

Tecnologia ajuda na tomada de decisões

Quem faz questão de estar sempre atento aos seus investimentos, especialmente neste momento, pode contar com mais uma ajudinha da tecnologia. A fintech Real Valor criou uma ferramenta para que os usuários acompanhem seus investimentos. A nova feature do aplicativo, batizada de Coronatime, permite que os investidores vejam como seus investimentos estão performando e reúne os resultados  no período da pandemia.

Por meio de um robô, que importa todos os investimentos das corretoras, o usuário consegue ver se suas aplicações estão performando e compará-las com o desempenho das bolsas do mundo todo. “Muitos olham para o cenário de modo geral e o enxergam de forma arriscada, mas ao avaliar as bolsas, é possível se destacar e sair à frente. Criamos o Coronatime  para dar uma visão mais realista do mercado e ajudar os usuários na tomada de decisão”, explica Eduardo Belotti, CEO da Real Valor.

“Investir e não acompanhar é como comprar um carro e nunca fazer manutenção. Em algum momento você vai ter problema.”

Eduardo Belotti, CEO da Real Valor

investir Foto ilustrativa (Freepik)

Investir na crise

“Quando se tem muitas dúvidas sobre o amanhã, é comum ver uma fuga dos investimentos mais arriscados e uma busca maior por produtos como renda fixa, por exemplo. A crise reforça a importância de se ter um portfólio de investimentos diversificado, baseado em bons fundamentos”, disse a sócia e assessora da Ella’s Investimentos, Carolina Barros, ao Whow!.

Em momentos de instabilidade, é ainda mais importante possuir uma reserva de emergência – uma quantia capaz de cobrir seu custo de vida por, em média, seis meses. A reserva de emergência deve estar alocada em um investimento conservador e com alta liquidez, ou seja, deve ser fácil de resgatar, em caso de necessidade.

Entre os investimentos preferidos pelos brasileiros está a caderneta de poupança. Mas, apesar de tradicional, esse não é o formato mais interessante de investimento neste momento. Isso porque, desde o ano passado, o Brasil vive um ciclo de redução da Selic, a taxa básica de juros. No cenário atual, a poupança rende apenas 70% da Selic, o que significa cerca de 2,5% ao ano. Com a inflação prevista para 2020 em torno de 3%, quem investe na poupança está, na verdade, perdendo dinheiro. Por isso, é interessante pensar em outras possibilidades que, ainda que conservadoras, rendam mais do que a inflação.

“O Tesouro Selic é um investimento super conservador, tem rentabilidade positiva e pode ser resgatado a qualquer momento. Outro tipo de investimento é o CDB, que também é um investimento em renda fixa, só que em vez de emprestar dinheiro para o Governo, você empresta para alguma instituição financeira. Os fundos de renda fixa também têm uma rentabilidade superior à Selic e alta liquidez”, explicou Carolina.

Este também pode ser um bom período para comprar ações, desde que a decisão seja bem embasada. “Quando a crise passar, vamos perceber um aumento no consumo, pessoas querendo viajar e comprar mais”. A dica, segundo ela, é investir em empresas consistentes.

“É importante focar no consumo essencial, em setores como energia elétrica, bancos e saneamento básico, que passam mais facilmente pela crise.”

Carolina Barros, sócia e assessora da Ella’s Investimentos

Qualquer decisão, no entanto, precisa ser tomada com cautela. Carolina explica que é importante levar em conta o modelo de gestão da empresa e conhecer pelo menos parte de sua estrutura, já que, ao comprar ações, o investidor se torna sócio. E ela alerta: “Não tome nenhuma atitude precipitada, nem de resgate, nem de aplicação neste momento. Não saia comprando, aplicando só porque alguém falou que está barato.”

investimentos Arte (Grupo Padrão)


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