4 dicas de gestão financeira para pequenos negócios durante o coronavírus - WHOW

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4 dicas de gestão financeira para pequenos negócios durante o coronavírus

Pequenas empresas e startups correm mais riscos durante crises globais. Confira dicas de especialista para uma gestão financeira adequada neste momento

POR Carolina Cozer | 26/03/2020 16h28 Foto ilustrativa (Pexels) Foto ilustrativa (Pexels)

A crise do coronavírus trouxe um período de incertezas para os negócios ― sobretudo às pequenas e médias empresas e startups. Diferentemente de negócios grandes, que muitas vezes trabalham com cenários de maior previsibilidade, os de porte menor vivem uma realidade mais insegura em termos de gestão financeira.

Bruna Losada Pereira Mussa, Pós-Doutora em Finanças para Startups pela Universidade da Columbia (EUA), forneceu quatro dicas com exclusividade ao Whow!, para que pequenos negócios e startups possam aprender atitudes mais saudáveis de gestão financeira nesse momento de adversidade.

A especialista explica que a problemática financeira é mais dolorida para empresas jovens ou pequenas, porque elas têm um colchão de liquidez (ou seja, de segurança) menor para lidar com contratempos como esse.

Confira abaixo as dicas compartilhadas por Bruna com exclusividade aos leitores do Whow!.

gestão financeira Imagem ilustrativa (Pixabay)

1. Minimizar gastos ao máximo

“Primeiro, o negócio deve recorrer a uma medida que pode ser um pouco dolorida em uma gestão de crise, que é: minimizar os gastos ao máximo. A primeira coisa é postergar tudo o que puder ser postergado de pagamento e renegociar tudo o que puder ser renegociado. Nessa fase as circunstâncias mudaram, então deve-se abrir uma brecha para tudo o que já estava negociado e combinado no passado, reabrindo essas negociações. Proteja o caixa, porque ele é seu colchão de segurança. Essa é a primeira coisa a se fazer.”

2. Reduzir custos

“A segunda dica também é, às vezes, dolorida de se implementar: cortar custos. Existem meios e meios de fazer isso, desde medidas simples, como parar de gastar em eventuais campanhas, à medidas drásticas, como, por exemplo, demissões ou reduções de carga horária. Tudo isso é adverso e triste, mas necessário para a empresa sobreviver. Às vezes é preciso pensar no bem maior do negócio. Vamos, então, reduzir a saída de caixa, especialmente os gastos que sejam fixos, uma vez que não temos segurança de quanto tempo essa crise vai durar.

A sugestão é que isso seja feito com muito carinho e, principalmente, muita transparência; que seja feito de forma transversal e justa, buscando ao máximo ser transparente com colaboradores e manter o entendimento de que está sendo feito o máximo possível para salvar empregos e empresas diante desse cenário adverso.”

3. Cuidado ao buscar linhas de crédito

“Outra coisa muito importante é buscar informações confiáveis antes de fazer uso de eventuais ações que entidades gerarem aos negócios. Isso seria mais uma dica não para que a empresa já saia pegando crédito, mas para entender quais são as opções e fazer planos. É para a pessoa ficar atenta caso isso apareça, e avaliar se é uma boa opção ou não, porque isso pode ser um ciclo perigoso no longo prazo. Possivelmente, será necessário que empresas recorram a algum tipo de financiamento, aí é preciso ter cuidado para pegar o melhor possível, com taxas subsidiadas e mais atrativas, evitando criar uma dívida cara demais.”

4. Trabalhar com cenários múltiplos

“Por fim, trabalhe com cenários, tanto com os de maior otimismo, em que essa adversidade passaria rapidamente, quanto com outros cenários, em que essa crise perdura por um pouco mais de tempo. O que poderia acontecer com o fluxo de caixa da nossa empresa [no segundo caso]? Compreender esses cenários de futuro é uma etapa essencial.”



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