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6 dicas de especialistas para empreendedores sobreviverem aos primeiros anos

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Foto ilustrativa (Freepik)

[vc_row][vc_column][vc_column_text]De acordo com um estudo do Sebrae, uma em cada quatro empresas fecham as portas nos primeiros dois anos de vida. A sobrevivência nesse período, portanto, pode ser um grande desafio para os empreendedores de primeira viagem.

Segundo dados da CB Insights, a principal razão pela qual startups falham é devido à leitura incorreta da demanda do mercado (42% dos casos). A segunda maior razão se dá pela falta de financiamento e dinheiro pessoal (29%).

O Whow! Conversou com Natália Bertussi, Mentora e Coordenadora Nacional de Startups no Sebrae, e com a empreendedora Cris Bertolami, da WeCare Skin. Ambas compartilharam suas experiências para ajudar empreendedores a sobreviverem aos primeiros anos de vida. Confira abaixo uma lista com as principais dicas.

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Foto ilustrativa (Pixabay)

Passos para empreendedores sobreviverem

[/vc_column_text][vc_cta h2=”” h4=”Por Natália Bertussi (Sebrae) e Cris Bertolami (WeCare)” txt_align=”center” color=”black”]

1. Buscar ajuda

Alguns iniciantes ainda acreditam que apenas empresas de grande porte podem conseguir ajuda financeira. Isso não é verdade. Cris Bertolami, cuja startup já caminha para seu quarto ano de vida, conta que muitos programas de aceleração e linhas de crédito atendem pequenas e médias empresas. “Se você precisa de ajuda financeira para desenvolvimento de inovação, tem linhas de crédito do Finep específicas para inovação, cujos juros são baixos.”

Ela explica que há várias formas para os empreendedores conseguirem ajuda, tanto financeira quanto intelectual. Como exemplo, ela cita a Rede Mulher Empreendedora (RME), do qual foi acelerada, além do Sebrae, da FAPESP e da Desenvolve SP (as duas últimas para o Estado de São Paulo) como fomentadores da inovação.

A mentora Natália Bertussi acrescenta: “O empreendedor pode contar com uma rede de apoio para ajudá-lo nesta jornada: o ecossistema no qual está inserido, entidades de apoio, associações comerciais e etc. Todos juntos em prol do empreendedorismo e, consequentemente, para a geração de emprego e renda em nosso país.”

2. Estar intelectualmente preparado

Empreender não é fácil. Não basta ter conhecimentos técnicos sobre o serviço que se está oferecendo; é preciso ter expertise em gestão ― o que compreende em múltiplos conhecimentos. Dessa forma, Bertussi sugere que o empreendedor se prepare intelectualmente, entrando em contato com instituições que podem ajudá-lo neste caminho (como o próprio Sebrae, do qual é coordenadora). “Fazer cursos, estudar e se preparar é um primeiro passo importante”, recomenda.

Bertolami seguiu exatamente por este caminho. Ela conta ter feito o Empretec (metodologia empreendedora da ONU) antes de começar de fato, além de outros aprimoramentos. “Vi vários cursos no Sebrae, na Endeavor e em vários lugares, para me preparar mesmo, e começar alguma coisa mais consciente do que tenho e não tenho ― e o que preciso desenvolver e ficar de olho.”

3. Ter planejamento financeiro

Embora um novo negócio possa rapidamente dar certo, ainda assim, o lucro não é imediato. Estar preparado financeiramente é, portanto, uma das principais recomendações dadas pelas especialistas. “Todo negócio demora até começar a dar lucro, e é importante o empreendedor estar bem estruturado financeiramente, para que consiga manter o seu negócio ativo, por diversos meses, mesmo sem estar lucrando ainda”, explica Bertussi.

Bertolami ressalta a importância da reserva financeira. Por exemplo, para empresas que investem em produtos e não em serviços, há recursos encadeados a serem custeados. “Quando você tem produtos envolvidos, você precisa ter produção, compra de matéria prima, capital de giro, tempo de divulgação, desenvolvimento de fórmulas etc. E o retorno não é tão rápido. Então você precisa ter uma reserva para conseguir passar pelos primeiros anos, tanto para manter a empresa quanto para se manter como pessoa física, sua família e tudo mais”, explica.

4. Conhecer o mercado e o cliente

Outro aspecto importante é ter pleno conhecimento do negócio e do mercado no qual está inserido, aponta Natália Bertussi. “Saber quais são seus concorrentes, seus fornecedores e parceiros; conhecer os pontos que afetam seu negócio e ter um plano de negócios bem estruturado (ou um [Business Model] Canvas), deveria fazer parte da rotina de quem está iniciando.”

Em seguida a mentora enfatiza: “Conheça o seu cliente. Conhecer quem é seu consumidor é ponto fundamental para fazer com que a comunicação com o mesmo seja eficiente. Isso irá interferir no canal de propaganda (rádio, redes sociais, jornal e etc.), bem como na forma de comunicação. Se conectar com seu cliente e falar a mesma língua é essencial.”

5. Estabelecer sociedades corretas

Ter sócios não é um fator obrigatório em empresas iniciantes. Contudo, caso o empreendedor opte por sociedades, Cris Bertolami sugere ser importante escolher pessoas com bases de conhecimento diversificadas. “No nosso caso, uma [das sócias] é farmacêutica, a outra é bióloga e eu sou do marketing. Elas eram da área de desenvolvimento e de planejamento, então são competências complementares, que são importantes para você suprir as áreas que a empresa tem. Ela [a empresa] é pequena, mas tem todas as áreas: tem controle financeiro, compra de matéria prima, marketing, vendas etc. Então quanto mais pessoas, melhor”, recomenda.

6. Ter propósito

Por fim, Bertolami compartilha aquilo que acredita ser a dica mais importante para atravessar os primeiros anos com força total: empreender em cima de soluções que sejam significantes para si. “Você sabe que está entregando uma coisa importante para a humanidade, para as pessoas, porque aí você se motiva não pelo dinheiro que está ganhando (ou que no começo não está ganhando ― está investindo) (…) Quando você tem isso no seu negócio, já é um fator que faz com que você consiga se automotivar neste início em que você não está ganhando dinheiro ainda.”

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